No caso finlandês, o país nórdico de maior abstenção, o populismo do seu líder Timo Soini arregimenta os eleitores insatisfeitos com os grandes partidos.
O discurso do medo, de ficarem sem dinheiro para as suas garantias sociais pegou; contra a União Europeia “solidária” para defesa do euro. As eleições coincidiram com os pedidos de ajuda das economias mais frágeis.
Em 2007 os “Verdadeiros Finlandeses” tiveram 4,1% de votos nas legislativas, no Verão de 2008 eram 5% as intenções de voto, e em Maio de 2010 já 10%; os auxílios à Irlanda e à Grécia possibilitaram as subidas em flecha, culminando nos 17,9% antes destas eleições, graças à situação portuguesa.
Embora os “Verdadeiros Finlandeses” tenham nas suas fileiras candidatos da associação Sisu, designados Neo-Nazis, sejam anti-imigração e contra a União Europeia, é a crise do modelo partidário, do sistema democrático aparentemente estável, mas do qual cada dia mais finlandeses se afastaram, que permite a subida de um agrupamento de protesto, ao nível dos partidos da governação.