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terça-feira, 24 de abril de 2012

Associação de Oficiais das F.A. com Manifesto da A25 de Abril.

Oficiais das Forças Armadas revêem-se no Manifesto da A25 de Abril. Abr. 2012

A Associação dos Oficiais das Forças Armadas revê-se na posição assumida no Manifesto da Associação 25 de Abril.

Em declarações à Antena 1, o presidente da Associação de oficiais, Coronel Manuel Cracel, disse, nomeadamente:

“Revemo-nos na generalidade daquilo que é dito através do Manifesto da Associação 25 de Abril; porque, de alguma forma vemos, que não só os militares mas as próprias Forças Armadas têm sido alvo de medidas que, algumas delas, nós consideramos afronta – e que de alguma maneira se encaminham para a própria descaracterização e desarticulação da instituição”.

Após caracterizar a parte mais relevante das reivindicações dos militares, Manuel Cracel referiu-se ao clima político em que vivemos afirmando:

“Este estado de espírito que reina e vai grassando na população, pode levar a situações que não são desejáveis, nem por nós, e espero (que nem) pela generalidade dos cidadãos – mas, a verdade é que este estado de espírito é algo que se vai verificando e que nos deixa muito preocupados.

Até porque isto, pode ser o prenúncio do caminho para a própria desagregação do Estado, uma coisa que ninguém desejaria, não é”!?... (SIC)

A esta hora não se sabe se Passos Coelho vai responder aos oficiais no activo, com a mesma arrogância que teve para com as individualidades que são, goste-se delas ou não, enormes perante a sua pequenez política. O mais provável é que as palavras dos oficiais nem passem nos noticiários de logo. Foram ditas, ficam aqui.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Carta de oficiais das Forças Armadas põe em causa ministro.

Aguiar Branco em causa. Fev.2012


O ministro da Defesa, Pedro Aguiar Branco, considerou hoje que as associações das forças armadas “não representam a família militar”. Respondeu assim à carta aberta, tornada também hoje publica, da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA). Em vez de pôr água na fervura do descontentamento militar, Aguiar Branco decidiu-se pelo confronto verbal com as associações.

A carta aberta é ela própria “uma resposta a recentes declarações de Aguiar Branco sobre as Forças Armadas e que terão caído mal entre os militares”. As afirmações de Aguiar Branco, proferidas há uma semana, num debate onde estiveram presentes altas patentes militares, foram no sentido de que “ninguém é obrigado a ficar” nas Forças Armadas.

Acusando as associações de “na prática, fazerem política onde a política não tem lugar”, o ministro disse que “se não sentem vocação, estão no sítio errado. Se não sentem, antes de protestar, fazer manifestações ou dar conferências de imprensa, precisam mudar de carreira”.

A AOFA pergunta se “denunciar perante a opinião pública as medidas lesivas e carregadas de falta de respeito pela dignidade de quem jurou e serve abnegadamente (sem se servir) a pátria, é fazer política?”

Ao contrário de Jorge Sampaio, Cavaco Silva tem-se recusado a receber as associações dos militares. Agora, o ministro Pedro Aguiar Branco resolveu desencadear uma guerra com elas; nem as recebe “ignorando o quadro legal vigente” como provoca o “descontentamento de muitos que se sentiram humilhados com as suas palavras”, como assinala a carta aberta.

Se aos militares não cabe fazer política partidária, e não fazem; aos políticos caberia fazer uma política qualquer, mas definitivamente políticos como Aguiar Branco não têm nenhuma capacidade para a tarefa.

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