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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O preço do petróleo baixou esta semana.



Porque é que o preço dos combustíveis aumentou esta semana?

O preço do petróleo chegou o mês passado a “mínimos de dez anos”; está agora em “mínimos de onze anos”. Atingidos precisamente na semana em que as gasolineiras portuguesas aumentaram o preço dos combustíveis. Porquê?

Os órgãos de informação (!?) portugueses difundiram a semana passada, a patranha de que era “previsível uma inversão da tendência” na redução constante do preço do crude. Incompetentes e calões; é o mínimo que se pode dizer de tais “órgãos” e dos seus jornalistas.

Não era segredo o excesso de crude no mercado, a crise chinesa, o petróleo de xisto americano, e fundamentalmente o papel que a Arábia Saudita reserva ao seu petróleo como arma política. Sabia-se da confusão da última reunião da OPEP onde os países produtores não chegaram a acordo com os sauditas, para cortar na produção e parar a descida de preços.

É uma palermice grosseira difundir que a agudização do conflito entre a Arábia Saudita e o Irão desse em “inversão da tendência” de descida do preço do petróleo. Se não se entenderam quando mantinham relações é depois de aumentarem as declarações de ódio mútuo que se iriam entender? A Arábia Saudita extrai mais barato o crude e domina o preço de mercado.

O petróleo barato da Arábia Saudita é a estratégia para enfraquecer o Irão (e a Rússia) na disputa de domínio geoestratégico regional. Serve igualmente os interesses dos EUA na sua intervenção na política Venezuelana. Terá efeitos colaterais em outros países produtores, mas a guerra que o reino saudita trava está para durar. Previsível, é que ainda vai baixar mais os preços antes de quaisquer aumentos do petróleo. (O melhor é não atestar o depósito).

Porque é que os combustíveis aumentam em Portugal, quando já milhares de gasolineiras espanholas têm gasóleo abaixo de um euro, (habitualmente ela por ela)?

Os jornalistas apenas têm adormecido a opinião pública, não são os primeiros culpados de o governo português não fazer nada. O governo (de esquerda), a DECO, o ACP, e os etc; o amparo do Bloco e do PCP que ouvimos diariamente com as médias-pequenas-e-micro-empresas na boca, na pretensa defesa do emprego, estão a permitir que muitas das mais-valias do trabalho vão para os bolsos dos especuladores dos combustíveis, para os lucros excessivos na energia e nas telecomunicações, em portagens e outros “custos de contexto”.

Coisa pouca quando se anda de olhinhos fechados ou muito preocupado com a bola que não entra e o treinador que não sai. Para “lopeteguis e jezuses” há centenas de horas de televisão e dezenas de jornalistas especializados.

Ainda se espera o ano da mudança.


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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Passadores, escorredores e outros filtros.



A troika só sairá de Portugal quando Passos Coelho sair” poderia ter sido um útil sound bite de António Costa. Os jornalistas não adotaram esse como não quiseram passar outros.

A campanha eleitoral que agora termina é a primeira em que a generalidade da chamada comunicação social (toda?) tomou partido, ora às claras ora de forma subliminar.

A CDU e o Bloco tiveram de atacar o PS. Independentemente das divergências políticas, que as há e muitas, se não atacassem António Costa forte e feio não teriam a presença que tiveram nos jornais, rádios e televisões, dominados pela máquina do PSD; editores, jornalistas e jornaleiros, comentadores e mentideiros.

O Livre desapareceu dos favores da comunicação social, apesar de ter quadros mediáticos já feitos e tarimbados (não precisavam inventar personagens) por isso mesmo; não fez do ataque a António Costa o móbil da campanha.

No dia seguinte às eleições se verá as consequências destas estratégias de sobrevivência. Caso António Costa perca e seja substituído por qualquer Assis; – o que vão fazer as esquerdas no Parlamento, com um PS revirado a suportar o governo de Passos Coelho. Um bloco central sem discordâncias de fundo e a continuação da austeridade – desta vez a pedido.

António Costa não descolou nas sondagens porque teve contra, além dos partidos da esquerda e da direita, quase todos os passadores de mensagens e comentadores encartados. Passadores modelo coador, que filtraram e manipularam as mensagens da oposição que podia obrigar Passos Coelho a sair.

Mas votem, é o meu apelo: Pelo menos para que a percentagem que agora vota contra a coligação do governo seja uma grande maioria.


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domingo, 13 de julho de 2014

Bloco de Esquerda mais forte e pequenino.

Bloco mais forte... Jul.2014
O Bloco de Esquerda (BE) está mais forte e pequenino. Atarracado.

A corrente criada por Miguel Portas - Política XXI / Fórum Manifesto - decidiu no sábado desvincular-se do partido. Hoje surgiu a confirmação de que Ana Drago sai do Bloco de Esquerda.

Na quinta-feira, num almoço de amigos onde estava um quadro do BE, este garantia-me que a ex-dirigente e ex-deputada do Bloco não ia sair. Ontem, um fundador da UDP/PCP(R), que não passou para o BE, dizia-me que “quando os deputados do BE eram muitos não havia tantas dissidências”.

Prefiro ir pelos factos políticos. O ponto dois da resolução política aprovada pela Assembleia Geral do Fórum Manifesto diz o seguinte:

“As derrotas consecutivas que o BE acumulou nos últimos anos, e que o conduziram à magra expressão eleitoral obtida nas últimas eleições europeias, não são um reflexo de factores externos. São fruto da acumulação de erros não corrigidos, inscritos numa orientação política que divorciou crescentemente o BE do seu potencial eleitorado. Perante a opinião pública, o Bloco vincou, ao longo dos últimos anos, a imagem de um partido cada vez mais virado sobre si próprio, indisponível para o diálogo e para a convergência com outras forças políticas à esquerda; centrado no protesto, e por isso indisponível para estabelecer compromissos efetivos de governação; revelando uma insuficiente, inconsistente e até, por vezes, contraditória construção programática. Isto é, um partido que surge aos olhos dos cidadãos como incapaz de responder, com realismo, credibilidade e determinação, aos problemas e desafios com que o país se confronta de forma dramática e urgente.”

A demissão de Ana Drago, em Janeiro, da Comissão Política do BE, já anunciava um Bloco que em vez de contribuir para o desbloqueio da esquerda, era o próprio a bloquear. As justificações, em Junho, por parte da direcção, do desastre eleitoral nas Europeias revelava que não haveria consequências para a liderança do BE. Hoje não há surpresas.

Com sondagens a dar a vitória à direita que está no poder, após três anos de destruição do país e de empobrecimento forçado dos portugueses, os problemas internos no BE até podem ser uma boa notícia.

Se o BE é incapaz de contribuir para uma solução que pare a reedição de Passos Coelho, fique com a chamada pureza ideológica e a contestação inconsequente (até dos sacos de plástico- clicar aqui).

A Esquerda tem de ser outra coisa; credível nas soluções e capaz de acordos com forças políticas e sociais que travem a tragédia em que fomos metidos.

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

O saco de plástico do supermercado e o ambientalismo.

 
“A taxa dos sacos seria um imposto sem sentido; o plástico é 100% reciclável, e os sacos podem ser 100% biodegradáveis. O plástico é o mesmo, ao qual se junta um aditivo (d2w) da Symphonyplastic; o produto torna-os degradáveis no ambiente, se não forem reciclados. Pode-se pré-determinar na mistura industrial os meses ou anos do início do processo de degradação. Lesivo para o ambiente é o plástico que se deita fora dentro do saco do lixo se não for reciclado, nunca o saco”.

O período anterior é parte do que escrevi em Dezembro de 2007, na minha coluna no Semanário Transmontano, quando o (na altura) novíssimo deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro propôs mais um imposto na Assembleia da República, pagar os sacos dos supermercados.

A ignorância na época era tal que até o colunista Daniel Oliveira, habitualmente bem preparado, alinhava no disparate dos 200 anos de sobrevida do plástico dos sacos.

Hoje não há melhoras no conhecimento, apesar de já haver vídeos na Internet (o que divulgo é de 2011- https://www.youtube.com/watch?v=Fm3BBk-0Y1o) na imprensa o aditivo d2W passa ignorado até pela distribuição.

A Quercus, a marca do ambientalismo de mercado mais notória, não podia deixar de apoiar mais este imposto; não fosse a Quercus uma holding de uma dúzia de empresas da falsa Economia Verde.

O imposto sobre os sacos de plástico não conduz a uma melhoria do bem-estar humano, não diminui a desigualdade social nem reduz os riscos ambientais ou a escassez ecológica. Não é Economia Verde. É mais um imposto estúpido.

Os sacos dos supermercados degradam-se -no tempo escolhido- em dióxido de carbono, água e biomassa como tudo o que é biodegradável, não deixam resíduos nocivos ao contrário dos sacos reutizaveis que vão acabar no lixo. Não contribuem para a escassez ecológica como os sacos de papel e são utilizáveis como sacos de lixo - a custo zero em pegada ecológica e em euros.

O saco de supermercado é ecológico, os “ambientalistas" não.

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domingo, 8 de junho de 2014

Bloco de Esquerda in – satisfeito.

Ana Drago Bloco de Esquerda. Jun.2014

Ana Drago dá hoje uma entrevista ao Público, recomenda-se.

Sobre a liderança do Bloco de Esquerda, Ana Drago afirma que o problema do Bloco não é um problema de liderança, ou de comunicação. É um problema de estratégia. Há uma espécie de auto-suficiência. Temos o nosso espaço de representação e isso chega. Para o desafio político com que o Bloco nasceu, todos compreenderão que isso é insuficiente. (Sublinhado meu)

Enfim, se o problema é de estratégia é igualmente da liderança; concordando que a questão do BE põe-se em termos da sua utilidade política, vale a pena ler a análise de Ana Drago (clicar AQUI).

A entrevista é elucidativa do caminho do Bloco de Esquerda e também indicativa do destino de Ana Drago.

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

O Bloco de Esquerda e as migrações.

BE fecha-se . Jun.2014
João Semedo justificou os maus resultados do Bloco de Esquerda (BE) com a migração; os emigrantes e os votos migrantes do BE para novos partidos, acrescente-se outros eleitores que migraram para a abstenção, nulos e brancos.

A emigração de muitos portugueses não explica em nada o desastre eleitoral do BE, basta olhar para o resultado do LIVRE em Lisboa (à frente do Bloco) para entender que a “migração interna”, no espaço político do BE, é a razão fundamental do desaire.

Tanta migração só pode ser acatada à perda de identificação dos anteriores eleitores, com o Bloco de Esquerda actual, com a função do BE no espetro partidário nacional.

Visto de fora, (cabe ao BE descobrir as razões da derrota) as dissidências internas, que representaram o abandono de quadros que quiseram fazer do Bloco uma força de desbloqueio governativo à esquerda, terão sido determinantes.

A convergência no discurso e o fechamento na prática política, não aglutina. A indefinição que coloca o BE, ora entre o PS e o PCP, ora pretensamente como força mais à esquerda do Parlamento, confunde mas nem interessa.

A imagem que se quer passar para o exterior, não corresponde à discussão que baila nas redes sociais sobre o que se passa dentro do partido. Veneno puro. A propósito, vi há umas semanas na RAI, Matteo Salvini, secretário do Lega Nord gritar num comício que não queria ninguém da Liga a “twitar”, que o lugar dos militantes da Liga Norte era nas empresas, nas fábricas nos bairros.

Pois é, os resultados da extrema-direita também têm a ver com a militância nos locais próprios, em vez do paleio intestino em parlatórios como o Facebook que tanta delícia faz por cá.

O BE mingua por opção própria e tem esse direito, fecha-se mais adiando a discussão política. Escusa de sugerir ser uma alternativa de governo mas pode dizer que papel quer desempenhar numa alternativa ao actual governo de direita. Assim, parecendo um PCP pequenino e ainda mais europeísta, caminha para a irrelevância. Sem a dissolução (a sério) das organizações que deram origem ao Bloco, parece ser o seu destino.

Sempre pode voltar ao útero e entreter-se a “construir o partido”. Como cantava o Zeca; “uns são do partido velho, outros andam a fazer o novo”. O disco não muda e a discussão para isso já está feita.

Discutir o hoje fica para Novembro – qual é a pressa (Ana Drago)?

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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Direita ganha terreno, eurocépticos triplicam.

Sondagem.Direita ganha terreno. Mai.2014
 
Sondagem. Os partidos eurocépticos poderão chegar a uma centena de eurodeputados. Os socialistas (S&D) não alcançam o Partido Popular Europeu (PPE) por 16 lugares.

Nas últimas sondagens antes das eleições para o Parlamento Europeu do centro Poll Watch, o centro-direita aumentou a vantagem em relação ao centro-esquerda: a projecção dá ao grupo do Partido Popular Europeu (PPE) 29%, ou seja, 217 eurodeputados e 27%, ou seja, 201 deputados, ao grupo Socialistas e Democratas (S&D).

O Parlamento Europeu que resultará das próximas eleições, pelas estimativas, será péssimo para a necessidade de Portugal tomar decisões orçamentais.

Quanto mais PPE, maior vai ser a pressão para seguir as regras impossíveis de cumprir do Tratado Orçamental. Os abstencionistas portugueses deviam pôr os olhos na realidade, em vez de cantar vitória por serem muitos e na prática ajudarem a eleger a direita. Mas não há nada a fazer…não entendem que abster-se é uma forma de votar, de votar no mais votado.

Por cá a campanha é desinteressante, infantil até. Ninguém discute a Europa, nem aqueles que falam em discutir a Europa. O debate da Europa para os portugueses é a saída do euro, tema tabu para todos os partidos parlamentares, sem excepção. A CDU quer mais um deputado e isso basta-lhe, o BE está numa onda cerebral que não se consegue surfar, e o PS acha que o deixam repor um pouco do roubado pelo governo e pela troika, (apesar do estúpido Tratado Orçamental).

Pelos vistos, a vida dos portugueses ainda vai piorar antes de haver uma percepção da gravidade da situação.

Uma boa notícia, que estas coisas desembaraçam-se na televisão; Medina Carreira, que não acreditava haver em Portugal quem ponha mão num governo, já disse no último “olhos nos olhos” da TVI 24 (com João Ferreira do Amaral) a frase: “Tendo a crer que uma solução era a saída do euro”.

Eu digo: “Tendo a crer que isto é tão…compreensão lenta”.

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quinta-feira, 20 de março de 2014

Mais de 148 personalidades defendem a saída do euro.

oclarinet.blogspot.com - De noite também há flores.Mar.2014

Coincidências; 74 nacionais da esquerda à direita têm o apoio de 74 estrangeiros dos EUA à Alemanha. Nem mais um, nem menos um, para descanso dos neurónios. Comunicação é assim mesmo.

Manifesto dos 74 transpôs a fronteira, só aqueles que defendem a saída de Portugal da Zona Euro ainda não se sentaram, em número e tendências suficientes, à volta de uma folha para redigir um manifesto. Manifestam-se por aí (e por aqui) da esquerda à direita e dos EUA à Alemanha. Quantas personalidades defendem a saída de Portugal do euro?

Há militantes do Bloco de Esquerda, do Partido Comunista e independentes que vêm sustentando para além da inevitável reestruturação da dívida a saída de Portugal do euro. Muitos mais consideram um colossal erro histórico termos aderido à moeda única, mas não retiram dessa certeza a consequência inevitável, que é emendar o erro o mais depressa possível.

Recuperar a soberania monetária; ter moeda própria e meios de política para intervir na economia nacional tem de ser tema da campanha para as Eleições Europeias.O pós-troika na obediência ao tratado orçamental e com o euro como moeda será a continuação do empobrecimento dos portugueses, por dezenas de anos.

A divergência insanável entre os portugueses e os políticos será por não haver partidos com coragem para recusar a estratégia europeia de anexar Portugal através da dívida e do euro.

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quarta-feira, 12 de março de 2014

Cavaco. Corte de pensões acima de mil euros.

oclarinet.blogspot.com - Cavaco promulga corte nas pensões. Mar.2014
 
Portugueses mais pobres. Cavaco Silva promulgou a nova Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), um novo corte nas pensões de mais 165 mil reformados, já a partir do próximo mês de Abril.

Até aqui, a CES implicava um corte de 3,5% a 10% nas pensões brutas acima de 1350 euros. Na nova versão, essas taxas de redução passam a incidir sobre pensões superiores a mil euros e o limiar de rendimentos a partir do qual se aplicam as taxas marginais de 15% e 40% foi alterado. A medida vai atingir mais 165 mil reformados, a maioria dos quais da função pública e que até aqui estavam isentos da CES. Ao todo serão afectadas cerca de 506 mil pessoas, de acordo com os dados da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

PS, PCP, Os Verdes, e o Bloco de Esquerda, vão pedir a fiscalização sucessiva ao Tribunal Constitucional, do diploma agora assinado por Cavaco.

O Tribunal Constitucional tinha chumbado o corte de 10% nas pensões pagas pela Caixa Geral de Aposentações, mas o governo Passos/Portas/Cavaco acaba por obter o mesmo efeito pela porta do cavalo (ou pela janela das melgas).

Cavaco Silva, eleito por 23,15% dos inscritos, continua a missão de suporte do governo e das suas medidas de empobrecimento das famílias portuguesas.

Chegou ao poder numas eleições em que quem ganhou foi a abstenção. Pois, a abstenção + brancos + nulos teve 56,43% (a maioria) e o eleito foi Cavaco!

…E o eleito foi Cavaco!


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sexta-feira, 7 de março de 2014

Sondagem. Esquerda a descer, governo sobe.

Sondagem Fevereiro. Mar.2014
(clicar p/ampliar)

A oposição parlamentar desce 3,2 % nas intenções de voto, (de Janeiro para Fevereiro) segundo uma sondagem i/pitagórica. PSD e CDS sobem em proporção semelhante. No entanto a esquerda consegue a maioria com 52,6% contra 37,1% dos partidos do governo. O PS estabiliza nos 37,2%; empata com os partidos da maioria juntos; PSD (28,4%) e CDS (8,7%).

A CDU, apesar de vir a descer nos últimos 6 meses, ainda se mantém acima dos 10% (10,5) e como terceira força eleitoral. Quem também desce há mais de meio ano, e agora a pique, é o Bloco de Esquerda (BE) que está com 4,9%, abaixo do resultado de 5,2% das eleições legislativas de 2011.

Sondagens como esta significam que a poderosa máquina mediática do governo, é capaz de inverter qualquer tendência que se acharia normal perante as medidas impopulares implementadas.

A falta de alternativa clara e compreendida do Partido Socialista, quer à austeridade quer à crise da Zona Euro tem fragilizado a oposição parlamentar; o auto-isolamento e indefinição política do PCP e do BE ajudam a folia. Das disputas eleitoralistas na esquerda e centro-esquerda só têm resultado mais debilidades.

Neste caminho… a direita parlamentar, depois dos estragos que causou ao país e aos portugueses, ainda vai dar uma festa.

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Acordo ortográfico volta ao Parlamento.

Desacordo ortográfico.Fev.2014
 
Por iniciativa do Bloco de Esquerda, estará em discussão no próximo dia 28 um projecto de resolução que recomenda a revisão do acordo ortográfico.

O BE que diz situar-se entre “um tabu intelectual” e “um dogma inalterável” defende uma “revisão técnica do Acordo Ortográfico, envolvendo as comunidades académicas e científicas ligadas à língua portuguesa dos respectivos Estados signatários.”

O facto é que o “Acordo” só tem utilização em Portugal… e não é geral. Angola e Moçambique não o aplicam, nem sequer o Brasil que seria a parte mais interessada.

O Acordo Ortográfico assinado por Portugal apenas serviu para confundir a escrita e a leitura dos portugueses.

Revê-lo? Vamos ver… (o que existe - aqui - não se aplica).



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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Nicolau Breyner candidato contra o euro.

Nicolau à conquista das europeias.Fev.2014
        (Nicolau Breyner é ou não candidato?) *

A direita “eurocéptica” aposta no actor e realizador Nicolau Breyner como candidato às eleições europeias. Segundo a notícia, a candidatura será de uma coligação de pequenos partidos que incluirá a Nova Democracia (PND).

Quanto a outros pequenos partidos - como o PCP que parece ser contra o euro mas não quer que se saiba (!?), ou ainda a tendência crítica da moeda única dentro do Bloco de Esquerda - calcula-se que não farão parte desta coligação (nem de qualquer outra, para manter a castidade).

Assim vai a estratégia das esquerdas; entre eurocomunistas e neo-reformistas da União Europeia, deixam que a incompatibilidade nacional com o euro seja capitalizada pela direita. Direita que por essa Europa fora capturou as bandeiras sociais da esquerda, enquanto esta ocupou todo o tempo a recrear-se com temas secundários.

Resta à esquerda parlamentar a guerrinha eleitoralista entre ela, os ataques entre claques nas redes sociais, as desculpas e passa-culpas do chumbo do PEC4 e da vinda da troika, o ressuscitar de Sócrates e do argumentário que colocou Passos Coelho no poder.

Nicolau é um bom candidato. É difícil acusá-lo de querer um tacho na política europeia; a manter a coerência de Serpa, não mete lá os pés.

Aquilo que temia e disse-o em vários comentários; que a saída do euro, perante a cobardia da esquerda, acabaria por ser uma bandeira aproveitada por organizações de direita, está aí.

É a política que temos, passatempos entre o mete nojo e o acho graça.

Um vazio.

Post Scriptum: *Corre por aí que Nicolau Breyner desmente ser candidato; a ser assim, deixou-se usar na promoção publicitária desta campanha. Ou foi o realizador do enredo, ou limitou-se a fazer o papel de lebre, coisa fácil para um actor de Serpa.

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domingo, 26 de janeiro de 2014

Ana Drago. Mais uns buracos no Bloco.

Fortes divergências internas atingem Bloco.Jan.2014
Bloco bloqueado com a estratégia e com mais buracos.

A dirigente Catarina Martins afirma que o Bloco de Esquerda (BE) está “interessado em todas as convergências que rejeitem as políticas de austeridade e o tratado orçamental, e, em juntar todas as forças nas eleições europeias e nas legislativas que aí vêm”. Parece não ser inteiramente verdade.

A proposta do movimento 3D era para discutir um programa conjunto para as europeias, com o Partido Livre, a Refundação Comunista e o Bloco de Esquerda. Segundo Catarina Martins o BE entende ser “importante manter o diálogo com o M3D”, e mais não disse.

Ana Drago demite-se da comissão política do BE devido a “estarmos a viver um momento grave” pelo que “ não é tempo de começar um debate de convergências fazendo exclusões”, segundo afirmou.

Assim vai a unidade das esquerdas. Dissidente é o pior inimigo, não há disponibilidade para discutir seja o que for com esse inimigo. Nada de novo no campo da esquerda, sempre assim foi.

Ana Drago é uma dissidência muito mais importante que as anteriores, atinge sobremaneira a imagem externa do BE e vai refletir-se nos resultados eleitorais - do BE, do Livre e do PS.

Como à esquerda não faz falta mais um PCP, (e ainda mais pequeno), da destilação do Bloco é capaz de resultar a UDP e o PSR; ainda mais puros e desnecessários.

Isabel do Carmo dizia (ver aqui) que “a esquerda tem que engolir elefantes ou mesmo dinossauros”. O Bloco não tem apetite nem para comer um cozido à portuguesa de um dia para o outro.

Há sondagens a dar próximas vitórias eleitorais ao PSD/CDS. Pormenores!

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Isabel do Carmo. A grande volta que a esquerda não dá.

oclarinet.blogspot.com - Dar a volta (manolo75).Jan.2014
A esquerda tem que engolir elefantes ou mesmo dinossauros.

Por Isabel do Carmo

O manifesto 3D tem incomodado muita gente e nomeadamente uma certa direita. Uma direita cínica, displicente, dizendo-se pragmática, que não é conservadora no sentido tradicional, que não acredita em nada, nem nela própria. Contraditoriamente é muito firme sob o ponto de vista ideológico, sendo que essa ideologia é a base estrutural na qual se baseia o sistema financeiro económico que nos domina.

Perturbando-se pois com o manifesto 3D, o que só o dignifica, resolveu denegrir toda a esquerda, no sentido actual e no sentido histórico, dando-a por morta e enterrada. Em relação a Portugal, a porta da respeitabilidade dos consideráveis só a abre ao PS se este entrar em compromisso com a direita, isto é, se em próximas eleições legislativas o PS ficar numa posição que o leve a acordos governamentais ou parlamentares com o PSD/CDS. Esta seria uma grande desgraça para o nosso país. Teríamos a continuação da mesma política actual um pouco mais adocicada, mantendo o emaranhado de compromissos na Europa e em Portugal. Ou seja, o status quo.

Historicamente, a esquerda ou que como tal se designava, tem de facto páginas muito negras no seu passado. E muito mau será se aqueles que hoje se consideram de esquerda não proclamem tantas vezes quantas são necessárias que repudiam e denunciam as várias formas de estalinismo, para usar uma designação genérica que abrange muito mais do que uma só criatura. Tal como se passa com a Inquisição e seus continuadores na Igreja Católica, não há “contexto histórico” que os absolva. Podemos pois falar claro sobre o presente e o passado. E poderemos então ver de que lado funcionou de facto a esquerda depois de se sentar desse lado na assembleia durante o período da Revolução Francesa.

Foi a esquerda que lutou contra a escravatura, foi a esquerda (as mulheres e alguns homens) que lutaram pelos direitos das mulheres, foi a esquerda que descreveu as condições miseráveis dos trabalhadores durante a Revolução Industrial (Flora Tristan em França e em Inglaterra, Engels em Inglaterra), foi a esquerda que pôs em romance as diferenças de classes e a revolta (Victor Hugo e tantos outros), foi a esquerda que lutou pelas 8 horas de trabalho e depois pelo “weekend”. Foi a esquerda (partido Trabalhista na Grã-Bretanha) que criou o primeiro Serviço Nacional de Saúde (a lei de Bismark era apenas de “caixas” para quem trabalhava), foi a esquerda que organizou a resistência ao nazismo nos países ocupados, foi a esquerda que lutou pela independência das colónias, foi a esquerda que lutou contra o apartheid (só agora é que são todos admiradores do Mandela). Foi a esquerda que lutou contra a ditadura em Portugal, foi a esquerda que derrubou as ditaduras da América Latina.
Quando hoje alguns de nós nos sentimos motivados para apelar à unidade da esquerda é antes de mais uma questão ética.

Não somos nós que inventamos, são números oficiais que nos mostram que um quarto da população portuguesa está em estado de pobreza e que trezentos mil portugueses da população activa não têm trabalho, não virão a ter, não têm subsídio de desemprego ou não virão a ter. O que é que lhes querem fazer? Exterminá-los? Pô-los em fila à porta das instituições de solidariedade? No fundo fazem sentir-lhes que são inúteis, tal como os reformados. Se não existissem era melhor… Na prática, procedem como se eles estivessem a mais na vida. Ou acham que eles podem ser todos “empreendedores” e “subir por mérito”? Ou então que têm todos um QI baixo como disse a 27 de Novembro o Presidente da Câmara de Londres? Estamos num alto (será o máximo?) do desprezo da direita pelos seres humanos.

O momento é de urgência. Por isso a esquerda tem que se deixar de eleitoralismos, de protagonismos, de clubismos identitários.

Tem que engolir elefantes ou mesmo dinossauros. O povo cujo coração bate à esquerda, como é próprio dos corações, é muito mais amplo do que as direções (estimáveis) do B.E., do Livre, do PC, do PS e dos interesses individuais e ou coletivos.

Quando o grupo ad-hoc que promoveu o Manifesto 3D se formou, e depois cresceu para cinco mil, foi exatamente para unir a Esquerda correspondente ao povo da esquerda, não foi para sermos o “rés-do-chão esquerdo” ou o “oitavo esquerdo”. Para nós, que já tivemos tantas vidas seria mais cómodo ficar a ver a banda passar.

A alternativa tem que passar por uma grande volta! E ou a esquerda dá essa volta ou vamos caminhando para a barbárie.

In Jornal Público 19/01/2014


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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Reino Unido favorecido por não estar no Euro.

Economia britânica cresce sem euro. Dez.2013

Segundo a previsão do Centro de Pesquisas em Economia e Negócios, (CEBR) citado pelo jornal Público, a economia britânica pode ultrapassar a alemã em 2030.

O centro de análise e previsões económicas “adianta que o facto de a Alemanha estar unida, pelo euro, aos países periféricos que enfrentam graves limitações financeiras, tornou-se num problema que não é sentido no Reino Unido, que mantém a sua própria moeda e, por isso, conseguiu evitar os impactos mais profundos da chamada crise da dívida.”

A Alemanha, que já usou os países europeus “periféricos” para despachar os seus excedentes industriais, que está a fixar os jovens de melhor formação desses países, vai acabar por largar a tralha das economias fragilizadas, cujo reboque atrasa o seu crescimento.

Seria uma ventura para países como Portugal, onde a sua classe política, da esquerda à direita, vende a ilusão de uma reforma do Euro. 

Portugal nunca devia ter aderido a este Euro, é a convicção de cada vez mais portugueses. Sair do euro é uma discussão tabu nos partidos, do Bloco de Esquerda ao mais à direita, mas que urge fazer. 

Há problemas em sair do euro que devem ser discutidos, como temos problemas reais insolúveis dentro da Zona Euro. Para recuperarmos a soberania e os meios normais da política em democracia, é preciso sair do Euro. 

Quem não acredita na reforma profunda das instituições europeias e da moeda comum devia defender a nossa saída do Euro e preparar essa saída. Os partidos nacionais mais representativos apostam em modificações na Zona Euro que nos sejam favoráveis, embora não se vejam nenhuns sinais disso.

Serão os responsáveis, por um dia nos acharmos fora do Euro, empurrados, e sem termos prevenido essa saída.

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Militantes do Bloco de Esquerda querem saída do Euro.

oclarinet.blogspot.com - Euro parte Bloco de Esquerda. Dez.2013

A soberania monetária passou a ter defensores (públicos) dentro do Bloco de Esquerda (BE), sair do euro é a discussão.

A actual direcção do BE, e a anterior, de Louçã, são contra. A saída de Portugal da Zona Euro não é matéria que o Bloco tenha discutido publicamente. 

Para quem lê o seu blogue “Esquerda.Net” nem sequer fica a saber que o partido grego Syriza, que apoiam, tem uma tendência apologista da saída da Grécia do Euro. A Plataforma de Esquerda de Panagiotis Lafazanis, vale 30,15% do Syriza unificado, não vale nada nas notícias do BE, suponho eu por ser contra a continuação da Grécia na Zona Euro.

Para os economistas do BE, João Rodrigues, Nuno Teles e Alexandre Abreu, subescritores do manifesto “Um guião político para as Europeias de 2014”, a saída de Portugal do euro devia fazer parte do debate na campanha das Eleições Europeias. 

Estamos de acordo, e se fizer parte da discussão interna no Bloco de Esquerda, também nada se perde, pois todos conhecem membros do BE que são contra a continuação na Zona Euro, pelas razões apontadas no manifesto.

Como por aqui, já há muito se defende a recuperação da soberania monetária e a desvalorização cambial para a competitividade, resta dizer que como os subescritores defendemos a “desobediência democrática à EU e às suas imposições”.

No fim do Manifesto lê-se: -“Assim, a campanha de uma força de esquerda que queira ser portadora de um projecto de esperança para os que aqui vivem, tem de saber articular três grandes linhas: desobediência e recusa das perdas passadas e futuras de soberania, porque quem manda aqui é o povo português; renegociação da dívida, porque esta foi o produto de uma integração disfuncional e constitui um fardo intolerável, e a exigência de saída do Euro, porque é a única forma de recuperarmos os instrumentos de política sem os quais não existe a escolha de que é feita a soberania democrática”.

Ao cuidado do Bloco de Esquerda…entre outros.

O manifesto na íntegra- clicar: Um guião político para as Europeias de 2014


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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Há bloquistas a perder a cabeça com o Partido Livre.

campanhas negras .Nov.2013

A imagem em cima apareceu no Facebook colocada por “J.A.” que, segundo diz, já foi deputado municipal pelo Bloco de Esquerda (BE). Acompanha a dita o seguinte texto; «Este oportunista tem preferências algo estranhas. Desde o interesse do pasquim “povo livre” ao charuto/estilo que ninguém conhecia. Um puto mimado que faz política de circo com a pretensa criação de um partido “no centro da esquerda”».

Um aparte para contar que uma militante do BE diz nos comentários que Rui Tavares nunca fumou, mas fica a censura comportamental a lembrar a anedota alentejana; do compadre que surpreende a mulher com outro na cama e lhe diz – “um dia destes ainda te apanho a fumar”.

Ao post seguem-se os “cliques de gosto” habituais e logo alguns “amigos do Facebook” poem em dúvida a autenticidade da imagem. Depois alguém prova que é falsa, Rui Tavares não deu qualquer entrevista ao Povo Livre. Há quem reclame pelo “embuste”, a que “J.A.” responde “o principal embuste é ele! Desonesto!” e parte-se para a discussão que interessa, a do carácter.

A do carácter de quem tem estômago para usar estes métodos fascitóides, das fotomontagens com o fim da destruição do carácter alheio, as campanhas negras de maledicência (ad hominem) perante a incapacidade de encetar uma crítica política.

Há bloquistas a perder a cabeça com o Partido Livre ou há bloquistas que não têm cabeça para fazer política seja onde for?

Pessoas bem formadas, ainda pediram para retirar o post, mas “J.A.” respondeu “pelo desprezo que me merece não mexo uma palha”.

É pelo desprezo que me merecem os “Jota Ás” que faço este post. 

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domingo, 17 de novembro de 2013

Livre. O partido lançado por Rui Tavares

Mais um partido para o meio.Nov.2013

Rui Tavares, o deputado europeu eleito pelo Bloco de Esquerda, cujo grupo deixou, dizia no seu blogue no início deste mês; “é preciso lembrar que «mais europa» não significa nada, e «adeus europa» também não significa nada. 

 A esta frase que (assim) não significa nada, Rui Tavares juntou justiça, liberdade, democracia, desenvolvimento, solidariedade (para a Europa e para Portugal) que significando o que se sabe, também se sabe não ser uma originalidade, da esquerda ou da direita.

Na apresentação do novo partido, Rui Tavares lá esclareceu que está “no meio da esquerda” onde há um “défice de representação”. Portanto, esquerda-baixa a recolher os restos dos eleitores casuais do PS e do Bloco de Esquerda (BE) mais alguns nulos e abstenções.

Esse espaço eleitoral existe, quer à esquerda quer à direita do PS e também no sector mais moderado do BE. Do PS saem ou entram conforme a necessidade do voto útil, do BE desaparecem por indefinição, por incapacidade organizativa e também por opção política da orientação do partido.

O “nicho de mercado” do Partido Livre é muito concorrencial, águas onde todos pescam. Será mais um partido só para eleições, sem implantação? 

 De qualquer maneira não parece negativo para o sector do centro-esquerda – esquerda. Vai esquartejar alguns membros, ou braços, ou dedos, ou só umas falanges, partindo do anunciado que está pronto a devolvê-los em acordos de “convergências várias”.

A reacção a essas convergências por parte dos “descontentes” que conquistou será o busílis da fixação do eleitorado e do futuro do partido. Já vimos isto.

Mais um partido europeísta e não aparece uma organização que represente a maioria dos portugueses que são críticos desta União Europeia e do Euro.

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Esquerda. Sondagens dão Bloco em baixo e PS em cima.

Campanhas & campanhinhas.Out.2013

A palavra “campanhinha” não existe no português escrito (não existia!) mas não encontro melhor para expressar a minha percepção do fundamental do marketing político à esquerda. De tão primário nem sei a que alvo medíocre se destina.

Segundo uma sondagem da Pitagórica publicada no Jornal i, o PS sobe nas intenções de voto - tem agora 36,7% - o seu melhor indicador, deixando o PSD a 13 pontos. O PSD com 23,7% regista o seu pior resultado este ano.

A maior queda nas intenções de voto, nesta sondagem, é para o Bloco de Esquerda (BE), que com 6,6 % tem o mais baixo resultado deste ano. 

Haverá causas várias, mas há uma “campanhinha” que, já se viu, não funciona; a de tentar, por todos os meios, ir buscar votos aos eleitores do Partido Socialista. Penso que não funciona, simplesmente, porque para ir buscar votos aos eleitores do Partido Socialista, não pode ser por todos os meios.

Os votos que o BE perdeu, ganhou-os o PS, logo, a “campanhinha” é contraproducente. Antes das “Europeias” o BE tem de apresentar algo de afirmativo, relevante e alternativo. Não vão chegar as “campanhinhas” já muito repetidas; “votam sempre nos mesmos” e “não votem no PS/PSD/CDS” ou coisas do mesmo jeito, não é por acaso que o Bloco vai para baixo e PS vai para cima.

O BE se é alternativa ao PS é em quê? O BE se é alternativa ao PCP é em quê? Isto perguntará a maior parte das pessoas. Eu gostaria de saber como é que o BE vê Portugal a continuar na Zona Euro? O BE e os outros.

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cobardia nacional? Há um ano estava tudo na rua!

15 Setembro FMI fora daqui. Set. 2013

Que se passa? Setembro não é, habitualmente, um mês de marasmo e desmobilização popular. 

Há um ano estava tudo na rua, os membros do governo eram vaiados, de Mota Soares em Ponte de Lima ao Miguel Macedo (da cigarra e da formiga) em Vouzela, para não falar nas estrelas, tipo Relvas, que já foram embora.

Faz hoje um ano que Conceição Cristas se desviou de um ovo, na “acção directa” mais exímia (por parte de um governante). Arménio Carlos e João Proença admitiam uma greve geral conjunta. Os deputados do PS ultrapassavam Seguro na reprovação do Orçamento, António Costa idem.

Centenas de milhar manifestaram-se contra a troika; o movimento “Que se Lixe a Troika” teve o seu apogeu a meio do mês. Depois houve a vigília ao conselho de Estado em Belém, para terminar no 29 de Setembro, “a maior jornada de luta de sempre da CGTP”, que fez do Terreiro do Paço - Terreiro do Povo.

Em Setembro do ano passado as sondagens davam maioria de esquerda e uma grande descida do PSD. 

Agora estamos nisto: É Manuela Ferreira Leite que vem alertar para os cortes de 10% nas pensões serem “um teste a pessoas que não fazem greve, que não têm representação na concertação social, que não têm nenhuma legislação que as proteja…”

O que faz a esquerda? Anda a tratar das eleições autárquicas! Para quê?

As esquerdas estão a aproveitar o momento eleitoral para promover a contestação ao governo e aos partidos que o suportam? As autárquicas vão servir para dar um cartão vermelho ao governo? Nada disso.

PCP e Bloco de Esquerda, entre outros, elegeram como inimigo principal o Partido Socialista. A caça ao voto no mesmo eleitorado, e a afirmação, a isso obriga.
Os reflexos dessa política eleitoralista, vai refletir-se nas bases mais combativas do PS e levar por outro lado votantes naturais do centro-esquerda para a abstenção. 

Quem ganha com isso? O PSD!

E nem é o PSD de Ferreira Leite, é o do governo, da troika, dos interesses actuais do mundo da finança.

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