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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Obama prepara bombardeamento no Iraque.

CNN no Curdistão iraquiano. Jun.2014
 
Americanos evacuam do Iraque e jihadistas avançam para a capital. Estarão a 90 quilómetros de Bagdad.

Quando o grupo da al-Qaeda na Síria e no Iraque, ISIS ou ISIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) declarou Fallujah, no fim do ano passado, um Estado Islâmico, falámos (aqui) em conhecermos da al-Qaeda no Médio Oriente, apenas a ponta do iceberg.

Sabe-se que a al-Qaeda depois de ser armada e treinada pelos Americanos no Afeganistão, esteve nas forças rebeldes da Líbia (ver aqui) desde o início. Na Líbia obtiveram armamento sofisticado (ver aqui) e em grande quantidade; retirado ao exército de Kadhafi e traficado por países da NATO. Essas armas foram dispersas pelas células africanas, do Sahel, do Magreb e pelo Médio Oriente.

Com a Guerra da Síria e a entrega, agora descaradamente (ver aqui), de armas aos rebeldes, os europeus e os americanos armaram directamente e até aos dentes a al-Qaeda da região – o ISIS.

A derrota na Síria, pela resistência do exército de Al Assad, levou boa parte dos jihadistas internacionais da al-Qaeda a partir à conquista do Iraque, um país destruído, sem exército moralizado, com divisões internas inultrapassáveis e alianças previsíveis de sunitas e curdos.

Com as melhores armas dos europeus e dos americanos avançam para Bagdad, mais depressa (em três dias) e com mais facilidade que Bush no tempo de Sadam Hussein.

Obama que diz estar a estudar todas as opções, já descartou o envio de tropas terrestres.

Resta a Obama preparar o bombardeamento do Iraque com o apoio habitual da NATO, e aos europeus prepararem-se para maior actividade da al-Qaeda no seu Continente. O rumo dos acontecimentos facilita o recrutamento para a al-Qaeda, será uma questão de tempo.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Iraque. Guerra na pós-guerra. Crimes duma invasão.

Cimeira dos Açores f.TSF


Esta manhã, uma séria de atentados à bomba em vários bairros do centro de Bagdad, Iraque, fez pelo menos 40 mortos e mais de 140 feridos.


Os atentados em Bagdad já não são noticia; os de hoje deve sê-lo pois são os primeiros coordenados e múltiplos, executados na hora de ponta, após a retirada das tropas americanas. Significam que o balanço da guerra do Iraque ainda não pode ser concluído.

Nove anos de ocupação que desfizeram um país e incineraram muito património da humanidade, não trouxeram nem paz nem democracia nem estabilidade política. Mais de 100 mil mortos entre os civis e 4.500 americanos, mais umas centenas de outras nacionalidades, são um balanço provisório. A guerra vai continuar e muito provavelmente assumir estatuto de guerra civil.

O Iraque poderá voltar ao seu passado mais tenebroso, com guerra entre milícias e limpeza étnica bairro a bairro. As três comunidades não se entendem, nem para governar nem para gerir o petróleo, a divisão do Iraque é um cenário realista. Os americanos fizeram a borrada e deixaram para trás o caos. O futuro do Iraque depende agora das potências regionais, Irão e Turquia, não pode resultar coisa boa para o povo iraquiano.

Lave-se as mãos no Ocidente, e preparem-se novas loucuras intervencionistas em outros países da região.

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