Mostrar mensagens com a etiqueta Brigadas Revolucionárias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Brigadas Revolucionárias. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Do bacalhau à forquilha.

Apoio aos protestos dos Forconi. Jan.2014

Um dos entreténs do início do ano é fazer o balanço do ano anterior. Há balanços que espevitam, outros que adormecem e ainda outros que só enervam. As televisões dão as assombrações, Cavaco, Portas e Passos Coelho, mais o pavor de termos de levar com eles em 2014.

Não é maneira de começar o novo ano que todos os portugueses desejaram, uns aos outros, que seja bom. Nada aponta para que haja melhorias colectivas.

Começo a ano cansado (das canseiras que aí vêm); exercícios, só pequeninos.

Como no dia 1 de cada mês publico os títulos mais lidos no mês anterior, aqui vão com o comentário, de haver em dez, dois ligados ao bacalhau e outros dois ao movimento dos "Forconi". O bacalhau é da época embora o primeiro post seja lido todo o ano, por todos os continentes, coisas da Internet.

Já os “Forconi” é fruto da falta de informação geral; só vi um artigo de opinião de Jorge Almeida Fernandes, uma notícia no Expresso e uma salgalhada encomendada pelo Esquerda.Net, a uns trotskistas que em Itália viram num movimento com o apoio de 86% de italianos, uma ofensiva dos fascistas contra a classe operária.

Os dez títulos de Dezembro, por ordem:

(2011) – Bacalhau, como escolher, como comprar e preparar.

01/12 – História. A clandestinidade das Brigadas Revolucionárias.

15/12 – Um Tribunal Constitucional a favor do governo?

26/12 – Militantes do Bloco de esquerda querem saída do euro. 

13/12 – Movimento Forconi despoleta rebelião em Itália.

09/12 – Bacalhau sem fosfatos. Como escolher bacalhau. 

20/12 – Passos Coelho não desiste de baixar pensões.

10/12 – Movimento da Forquilha. A revolta social em Itália. 

04/12 – A mãe de Sócrates. Os professores.

29/12 – Bolívia. Somos Más.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

Para ver últimos posts clicar em – página inicial

















domingo, 1 de dezembro de 2013

História. A clandestinidade das Brigadas Revolucionárias.

Outubro de 1975. Conferência de Imprensa da separação das BR do PRP. oclarinet Dez.2013

A historiadora Raquel Varela escreve no seu livro sobre a história do PCP, (de que li um fragmento na Net) o seguinte: (…) “O partido não iria apoiar uma guerra civil. Esse argumento, o de que o PCP teria evitado um “novo Chile” em Portugal, foi considerado à altura e mantido como argumento estrutural da posição do PCP a 25 de Novembro de 1975. Nesta política, da potencialidade do regresso a um regime ditatorial, o PCP era apoiado por vários sectores da extrema-esquerda – o PRP-BR, por exemplo, anuncia o regresso à clandestinidade em Novembro de 1975”.

Num outro livro, “Revolução ou Transição”, coordenado por Raquel Varela; na parte lavrada por Jorge Fontes diz-se: “Um capitão do COPCON desvia um milhar de G3 para o PRP-BR, que decide passar à ilegalidade de forma a preparar a «insurreição armada».”

Não foi assim. O PRP-BR não passou à “clandestinidade” ou à “ilegalidade” (!). Foram as Brigadas Revolucionárias. Houve uma separação das Brigadas, do PRP, em Outubro de 1975 (não em Novembro) anunciada em conferência de imprensa (foto em cima).

O desvio das G3 de Beirolas foi em Setembro (dia 10), a separação das BR estava decidida pela Comissão Central do PRP-BR desde Junho, por causa da lei do desarmamento e para “logo que houvesse necessidade disso” (Revolução Nº51, 30/10 anúncio da separação). O prazo da lei do desarmamento saiu em Outubro 75 e deu-se nessa data a separação. Só isso.

Já agora, e lembrando a onda de terrorismo impune da direita, na altura, o PRP-BR dizia em Outubro 75, ser curioso que a lei do desarmamento seja idêntica, e saia numa altura idêntica, à ocorrida no Chile dois meses antes do golpe de Setembro de 73. 

As preocupações com o caso chileno não podem ser baralhadas com qualquer apoio político do PRP-BR ao PCP, antes pelo contrário. Basta ver a quem se dirigia o discurso de Cunhal no Campo Pequeno, após o 25 de Novembro, e a prática seguinte do PCP sobre a esquerda revolucionária. Aliás, os comunicados de todas as organizações da esquerda após o 25 de Novembro são claros, os coincidentes com o PCP, (que são muitos) não são do PRP-BR.

PS. Coloco esta nota neste blogue, por estar cansado de ver na Internet alterações de factos, seja por esquecimento, desconhecimento ou outra razão; parecem menores mas contribuem pouco para a História. 

 Como habitual, no dia 1 de cada mês os 10 posts mais lidos no mês anterior:

27/11 – Alemanha baixa idade de reforma e aumenta salários.

02/11 – Carvalho da Silva. Precisam-se pessoas para a porrada.

22/11 – Cresce a resistência à violência pré-ditadura.

10/11 – Paul de Grauwe também se engana. Que Comissão Europeia.

25/11 – Eleições primárias abertas, Louçã e os outros.

20/11 – Função pública e aposentados roubados no subsídio.

17/11 – Livre. O partido lançado por Rui Tavares.

13/11 – Durão Barroso, o servente mole da Alemanha.

01/11 – Manifestação 1 de Novembro.

07/11 – O embuste da taxa de desemprego - há menos empregados.

(para ler os artigos clicar nos textos a cor)

Para ver últimos posts clicar em – página inicial