Ontem foi um dia bom para os italianos, era preciso ganhar à Alemanha e foi o que a Itália conseguiu. De tarde derrotou a equipa de futebol e à noite a chanceler Merkel. Quer numa situação quer noutra não se sabe o resultado final, mas continuam em jogo - no euro do pacto de crescimento e no euro do futebol.
Portugal, pelo contrário, está a banhos psicológicos por causa da bola e sem tratamento visível por causa do euro. A cura era ganhar à Alemanha, no jogo não foi capaz e na política Passos Coelho nem vai a jogo; ou quando vai…é para marcar na própria baliza, o medo do adversário nem o leva aos penaltis.
Os povos latinos têm semelhanças, diz-se, mas notam-se mais as diferenças. Preparar-se mal, deixar andar e contar com a sorte, é apanágio desta gente aqui da ponta da Europa. Morrermos na praia ou nadar na areia é o nosso fado.
E agora? Agora é o costume, nova corrida nova viagem, evocar os heróis com séculos e não mexer uma palha.
É certo que temos uns companheiros de infortúnio na Europa que nos adoptou e tramou, daqueles que vão ao confronto, que partem muito depois e ultrapassam as lesmas nativas. Podíamos pedir-lhes uma boleia, atracar um reboque, mas os nossos timoneiros não encetam viagens sem ir à bruxa.
Deve ser disso, obedecemos à bruxa enquanto Italianos e espanhóis fogem da bruxa.
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