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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Alemanha perde com a Itália e Merkel com Monti.

Monti bate o pé a Merkel.Jun2012
Ontem foi um dia bom para os italianos, era preciso ganhar à Alemanha e foi o que a Itália conseguiu. De tarde derrotou a equipa de futebol e à noite a chanceler Merkel. Quer numa situação quer noutra não se sabe o resultado final, mas continuam em jogo - no euro do pacto de crescimento e no euro do futebol.

Portugal, pelo contrário, está a banhos psicológicos por causa da bola e sem tratamento visível por causa do euro. A cura era ganhar à Alemanha, no jogo não foi capaz e na política Passos Coelho nem vai a jogo; ou quando vai…é para marcar na própria baliza, o medo do adversário nem o leva aos penaltis.

Os povos latinos têm semelhanças, diz-se, mas notam-se mais as diferenças. Preparar-se mal, deixar andar e contar com a sorte, é apanágio desta gente aqui da ponta da Europa. Morrermos na praia ou nadar na areia é o nosso fado.

E agora? Agora é o costume, nova corrida nova viagem, evocar os heróis com séculos e não mexer uma palha.

É certo que temos uns companheiros de infortúnio na Europa que nos adoptou e tramou, daqueles que vão ao confronto, que partem muito depois e ultrapassam as lesmas nativas. Podíamos pedir-lhes uma boleia, atracar um reboque, mas os nossos timoneiros não encetam viagens sem ir à bruxa.

Deve ser disso, obedecemos à bruxa enquanto Italianos e espanhóis fogem da bruxa.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Alemanha – Grécia. Fernando Santos exemplar.

Fernando Santos - Imagem EPO
O futebol é independente da política, diz-se, mas a reunião com chefes de Estado (dita importante) que hoje se realiza em Roma tem hora para terminar. Ângela Merkel vai ter de sair dessa reunião para fazer um voo directo para Gdansk, onde vai assistir ao jogo entre a Alemanha e a Grécia, para os quartos-de-final do Campeonato da Europa.

“Gramava que a Alemanha perdesse” é capaz de ser uma frase muito ouvida por cá e outros lugares. As razões são várias e ultrapassam o desporto.

Recorde-se o que o “nosso” Fernando Santos (treinador da selecção helénica) disse após a vitória da Grécia sobre a Rússia. “Tudo o que nos inspira na História; o respeito pelo indivíduo começou neste país, a ciência e a Democracia nasceram na Grécia. É por tudo isso que é difícil dar lições à Grécia.”

Fernando Santos respondia a uma pergunta de um jornalista irlandês sobre se os comentários de Ângela Merkel sobre a Grécia ajudavam a inspirar os jogadores gregos.
A resposta de que “estavam inspirados pela história grega” valeu imediatos aplausos dos profissionais da televisão grega e causou, segundo se pôde ler nos jornais gregos, imensos comentários elogiosos nas redes sociais sobre Fernando Santos. Até que ele era “mais grego que os gregos”.

Foi adequado, culto e essencialmente muito bonito; Fernando Santos é um bom embaixador do melhor que os portugueses têm.

Por isso desejo-lhe e à equipa grega, toda a sorte, mais que a que tenho tido com o computador, a semana passada avariou e antes de ontem ardeu, ardeu mesmo e por isso tive de arranjar outro e ainda estou a tentar recuperar dados.

A Grécia ganhar à Alemanha compensava-me os desastres - e não é possível porquê? Vamos lá!

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