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sábado, 4 de janeiro de 2014

Cuba. Venda livre de automóveis, preços impossíveis.

oclarinet.blogspot.com- Táxi Havana. Jan.2014

Desde ontem, é possível em Cuba comprar automóvel sem autorização do governo. Em 2011 tinha sido autorizada a compra e venda de usados entre cubanos. A transação de carros novos e de usados estava sujeita (desde 1959) a autorização governamental.

Carros novos em Cuba têm sido, desde a revolução, privilégio de altos funcionários e de alguns atletas, artistas, e outras “individualidades”.

Os preços a que o Estado cubano colocou os automóveis novos, são exorbitantes; o mais barato apresentado num stand Peugeot, o 206, de 2013, custa 91.113 dólares (CUC peso convertível) o que são 67 mil euros.

Como o salário médio em Cuba é de 20 dólares e de um médico (diz-se) cerca de 60, ainda vai mudar o regime de preços, (pelo menos esse regime) antes de um funcionário público mediano ter juntado dinheiro para um automóvel.

Os salários devem ser vistos pela paridade do poder de compra, e em Cuba, com 1 dólar se paga a renda de casa ou 2 meses de electricidade; para carro novo é evidente que o salário médio não chega, o que vais ser um motivo de desânimo para quem aguardava esta medida da “abertura”. Se vai servir para financiar o investimento no degradado transporte público, como prevê o governo, vai-se ver; as aquisições pelos particulares estão directamente ligadas à cobrança do imposto, que parece excessivo.

Havana Cuba. Jan.2013 
A economia de Cuba cresceu após a revolução e aguentou o bloqueio americano (desde 1961) graças ao abastecimento do bloco soviético, mas desde 1989, com o fim da União Soviética, foi uma catástrofe. A queda súbita da economia, o bloqueio económico que cortava a importação de bens essenciais e a falta de divisas fez Cuba tomar medidas após cinco anos de sufoco.

A liberalização das remessas dos emigrantes, a reativação do turismo com a flexibilização de capitais, a prestação de serviços internacionais, dos médicos (cujos serviços são troca por petróleo na Venezuela) ao “turismo de restauração” no estrangeiro, etc. O livre comércio da ALBA, parcerias com a China e a substituição da “cana” pela produção de alimentos, a par de duas economias; uma virada para o interior em função das necessidades sociais e outra para o exterior, do lucro, de empresas de turismo e exportadoras são uma viragem realista em Cuba.

Cuba tem os maiores gastos sociais por habitante, o que se reflete na gratuitidade da excelente educação e na assistência para todos do sistema de saúde, tem quase pleno emprego; tem ao mesmo tempo dificuldades na habitação e nos transportes. Carro próprio não é prioridade, é apenas um sinal das mudanças que Cuba tem de continuar a fazer.

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domingo, 4 de dezembro de 2011

CELAC - América sem os Estados Unidos e Canadá.

Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribe Dez 2011


Terminou ontem a cimeira constitutiva da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC); 33 países reuniram-se ao mais alto nível em Caracas na Sexta e Sábado (dias 2 e 3 Dez.), para fundarem o bloco de integração latino-americano e caribenho. Um acontecimento de importância histórica não só ao nível da região mas também de enorme relevância nas relações internacionais.

Nenhum órgão de informação português deu relevo ao evento, (a maioria nem noticia deu), é a “informação” a que temos direito num mundo em que os interesses das grandes potências ditam as agendas da comunicação social.

A singularidade da CELAC reside no facto de juntar os países americanos deixando de fora a potência dominante regional e mundial, os Estados Unidos da América. É antes de mais a rejeição da Organização dos Estados Americanos (OEA) como fórum representativo da América Latina e Caribe.

A CELAC é uma realidade no momento em que a crise global do capitalismo ameaça ter efeitos em todas as regiões, mas tem o epicentro nos EUA e na Europa. É uma missão da CELAC criar condições de cooperação regional e instrumentos financeiros comuns para atenuar um possível impacto negativo nas suas economias.

Ao nível político, uma organização onde se encontram todos os diferentes governos, com interesses próprios mas também interesses comuns, será mais capaz de ultrapassar divergências e resolver litígios sem a presença dos EUA que sob a sua tutela. O papel de Washington na América Latina tem sido de potência imperialista, intervencionista, dominadora e divisionista.

Com o objectivo da integração regional, da unidade política, económica e social, a CELAC vai desenvolver planos de cooperação e desenvolvimento, iniciativas políticas conjuntas, acções de solidariedade e relações privilegiadas no comércio, industria e infra-estruturas.

Como dizia na Cimeira a presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, “olhando para a União Europeia” pois ela “é um bom espelho para ver o que se deve fazer e o que não se deve fazer”.

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