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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Belas. Centro de Saúde sai de Belas.

oclarinet.blogspot.com - Belas. Jan.2014

O que aprendemos na escola ainda serve para ler jornais? A instrução primária fi-la em Belas e uma notícia de hoje, sobre a vila, diz que o “Centro de Saúde de Belas mudou-se para outra freguesia”.

Se a intenção fosse a ironia, enfim… diz o corpo da notícia; “O Centro de saúde de Belas abriu ontem as suas novas instalações no mesmo edifício do Centro de Saúde do Monte Abraão, situado numa freguesia contígua à de Belas”. Na verdade significa que Belas já não tem Centro de Saúde, tinha mas fechou - ficou sem Centro de Saúde.

Os Centros de Saúde não mudam de freguesia, quem muda de freguesia, para ir ao médico, são os utentes que ficam sem centro de saúde e têm de se deslocar a outra freguesia. Os utentes do SNS de Belas têm agora de ir a Queluz, porque deixaram de ter Centro de Saúde em Belas. Ponto!

Belas vai de cavalo para burro, foi sede de concelho no século XIX, é habitada desde o Paleolítico, conhecida pelas antas do Megalítico, pelas quintas dos ricaços, pelos conventos, o golfe, e também pelos doces (Fofos de Belas).

O parque habitacional cresceu desmesuradamente após o 25 de Abril, justifica-se manter um Centro de Saúde; não faltarão médicos para tão perto de Lisboa, mas os cortes na saúde não dão para instalações decentes.

Os respeitáveis autarcas que apoiaram o fecho dizem querer um Centro de Saúde em Belas, e que vão tentar que isso aconteça; “agora não é possível”, informaram. Talvez seja possível quando forem repostos os salários da Função Pública – Passos Coelho disse o ano passado que basta “um excedente orçamental e um crescimento acima de 2,5 a 3%”. Será portanto quando as galinhas que põem os ovos para os Fofos de Belas tiverem dentes.

Entretanto, vi na vila de Belas um painel a anunciar a abertura de novas instalações para um centro clinico privado. Deve ser coincidência.

Daquelas coincidências que se dão por todo o lado onde o serviço público de saúde encerra portas.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Expurgados dos centros de saúde é coisa de carnaval.

Quietos.Fev 2012

Não deram tolerância de ponto no Ministério da Saúde e eles resolveram brincar ao carnaval – no serviço.

Todos os utentes que não recorram a um centro de saúde durante três anos consecutivos vão ser expurgados das listas, noticia o Público. Dito assim, num país de leitores de títulos e raciocínio vertiginoso; tão rápido que não precisam de ler os artigos até ao fim, parece que vão ficar sem médico.

Afinal não é o caso, arquivo morto sempre existiu nos centros de saúde, já por lá andei por não dar sinal de vida. Quando muito é um estratagema para “aumentar os utentes dos médicos de família” como denuncia O Sindicato Independente dos Médicos, e isso sim, seria grave.

O caminho para resolver o problema da falta de médicos de família, não pode ser o de aumentar o número de doentes que cada médico já tem – seria estragar o que de bom foi feito nos últimos anos.

Olhem antes para os excelentes exemplos que as Unidades de Saúde Familiar são, que transformaram por completo a forma de atendimento dos doentes, pelo menos na minha área.
As listas actuais já incluem decerto doentes crónicos, mais ou menos frequentes e passivos. Cabe a cada serviço e médico gerir os seus “clientes”.

Ampliar administrativamente por directiva do ministério o número de utentes por médico – que é do que se trata – vai desorganizar o atendimento, piorando o que hoje funciona bem e não resolvendo o problema de quem não tem médico de família.

Não bastar ter médico de família, é preciso que o serviço prestado funcione e isso não se consegue trabalhando para as estatísticas. Os utentes são pessoas e os médicos também, uns necessitam de ser bem atendidos e os outros de terem o numero de doentes que lhes permita exercer bem a profissão.

Antes de porem em prática as ideias (!?) pensem nas consequências. Não estraguem.

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