Comissão Europeia e Eurogrupo vão “explorar a questão” da extensão da maturidade do empréstimo a Portugal. É porque nos portámos bem, ou porque pensam que assim recebem? O empobrecimento forçado tem limites.
Portugal não consegue pagar os juros da dívida (já serão cerca de 8.000 milhões) e os empréstimos nos prazos acordados, já se sabia - sabiam eles (credores) e nós; a espiral recessiva a que eles e o governo nos estão a sujeitar, a isso obriga. Desempregados não criam riqueza e sem dinheiro não se pagam dívidas; pagar dívidas com dinheiro emprestado é uma forma de ir enriquecendo os agiotas.
É com agiotas que Portugal lida, como lidaram os países da América Latina, entre outros; prolongar os prazos é uma das medidas que vão ser aceites, também perdoarão parte da dívida e dos juros, se tal for necessário. O preço dos empréstimos já tem integrado riscos ou perdas eventuais.
O papel do FMI sempre foi garantir que os países pagam, pagam mais com governos “bem comportados”, pagam menos quando os governos têm experiência ao nível de um micro-empresário. Negociar empréstimos faz toda a gente a toda a hora, como este governo faz, só cá e agora.
O governo mentiu. Já nem tem importância. No que a oposição devia matutar é no nível de empobrecimento e de destruição do Estado e da economia.
A fase de denúncia da incompetência do governo já lá vai, anda por aí nas redes sociais e na boca de todos de todos os quadrantes, agora cabe à oposição (paga pelos contribuintes) e aos portugueses mudar as coisas, mudando o governo.
Estou cansado das críticas à governação, não preciso de ver programas políticos alternativos nem que alguém me convença que faz melhor.
O tempo é outro.
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