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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Obama isolado. Britânicos votam contra ataque à Síria.

Cameron derrotado no Parlamento. Ago.2013

O Parlamento britânico votou contra uma intervenção militar na Síria proposta pelo governo. A medida teve 285 votos contra e 273 a favor.

O Prémio Nobel da Paz Barack Obama está agora isolado para fazer a guerra.

Os falcões da NATO estão divididos sobre o uso da força militar na Síria, a coligação ocidental que permitiu as intervenções anteriores, e das quais resultaram muitos milhares de mortos civis e a destruição conhecida, não está desta vez, e por agora, operacional.

Em Paris, François Hollande disse na manhã de ontem que “deve ser feito todo o possível para chegar a uma solução política” num evidente recuo sobre o acordo com Obama. 

Em Londres, o governo britânico teve de retroceder por imposição do Parlamento; David Cameron comprometeu-se a respeitar a vontade dos deputados, que “inviabilizaram a participação de forças britânicas numa intervenção” independentemente das conclusões dos inspectores da ONU.

Por agora, é um importante revés para a Casa Branca e uma demonstração da vitalidade da opinião pública - pela causa da paz.

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Motim em Inglaterra, a violência alastra.

MapaconflitosAgo2011


Uma manifestação de protesto contra a morte pela polícia dum jovem de 29 anos, em Tottenham, transformou-se num conflito violento que desde sábado se estendeu a outros bairros de Londres, e outras cidades inglesas.

A onda de protestos, com confronto entre polícias e jovens, subiu de tom com os incêndios de carros e edifícios, o saque de lojas. Os jovens conquistaram as ruas e alargaram a acção violenta a bairros onde nunca tinha existido conflitos.

Mais tarde se fará a análise do que despoletou os incidentes, mas desde o início que se ouviu na televisão gente de Tottenham, referir o desemprego e os cortes orçamentais feitos pelo governo de David Cameron, como o “caldo” em que germinou a revolta.

Os cortes orçamentais encerraram os clubes juvenis que ocupavam os jovens dos bairros pobres, foram reduzidos os fundos sociais e o desemprego é a condição habitual para a maioria deles. É nessa realidade que nasceram estes actos de violência.

A repressão policial vai amainar os protestos, mas o explosivo fica lá esperando outro rastilho.

Em Março realizou-se em Londres aquela que foi considerada a maior manifestação da Europa dos últimos tempos, com centenas de milhar de pessoas contra as medidas de austeridade. O governo estava a participar na agressão à Líbia, não deu mostras de ter ouvido os manifestantes.

A Inglaterra está a gastar as libras nas guerras do Afeganistão e da Líbia e não quer pagar a paz social no seu interior; é uma opção de política com os resultados à vista. É também um sinal para outros países que estão a aplicar medidas cegas de austeridade em período de recessão. Quem está encurralado e não vê futuro, pode reagir mal – pode ser muito violento.