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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Redução de escalões do IRS é aumento de impostos.

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“Alguém acredita que com a situação financeira do país, com a situação das contas públicas, com a troika a dizer que é necessário mais esforço financeiro, que vai haver um reajustamento dos escalões de IRS no sentido de haver pagamentos de menos impostos? Ninguém acredita nisso”. Disse o fiscalista, (bastonário da OTOC) Domingos Azevedo, no programa de Gomes Ferreira na “SIC Notícias”.

A “simplificação” ou “redução significativa de escalões” do IRS, anunciada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, vai levar à subida de escalão de milhões (dois, três milhões) de contribuintes.

Os escalões são um sistema de progressividade que fazem sentido num país com grandes diferenças salariais e vencimentos médios baixos, como Portugal; comparar com o que é adoptado em outros países europeus, é não perceber a especificidade dos rendimentos nacionais. E é não perceber os efeitos que tal medida vai fazer ao estado de debilidade da nossa economia.

Soube-se hoje (Eurostat) que Portugal lidera (nos tombos) os 27 Estados – membros da Zona Euro, com a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) menos 1,2%.

A mudança de escalão do IRS para a classe média/ média baixa, que vai ser a atingida pelo imposto mal encapotado, vai traduzir-se em menos consumo interno e maiores dificuldades das famílias. É mais austeridade em cima da austeridade.

A medida foi elaborada e apresentada na Comissão do Orçamento por Paulo Núncio, militante do CDS. Que o CDS ande por aí a dizer que é contra a subida de impostos - é um pormenor.

Afinal, como disse Passos Coelho “ninguém dentro do governo pode dizer que os impostos não vão aumentar”. Só se pode dizer em campanha eleitoral, e aí, Passos Coelho e Paulo Portas fartaram-se de o pregar.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Alterações no IRS - salários vão baixar.

Por tabela.Fev.2012


O valor de IRS, retido todos os meses para entregar às Finanças, deve aumentar 10% este ano. A notícia é da SIC, baseada nos cálculos da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC).

“A actualização das tabelas de retenção na fonte deve reflectir não só a subida da inflação como os cortes nas deduções fiscais, que diminuem os valores que podem ser abatidos como despesas de educação, saúde e habitação”; pelo que, “resulta um agravamento fiscal que implica o corte directo nos salários”.

Domingos Azevedo, bastonário da OTOC, afirmou: primeiro “nós vamos ter uma inflação na ordem sensivelmente dos 3%, e não houve uma correcção (actualização) dos escalões, portanto a erosão vai-se sentir agora, no enquadramento dos escalões. Segundo, o efeito que tem a diminuição das deduções com a saúde, educação e habitação, vão levar a que aumente a massa salarial sobre a qual incide o IRS, e esse aumento vai obrigar a que haja uma retenção maior na fonte (dos trabalhadores) daquela que existia o ano passado”.

A SIC deu um exemplo: o contribuinte que tenha descontado 250 euros o ano anterior; passará a descontar 275 euros, mais 25 euros por mês, ou seja 350 euros no ano.

Domingos Azevedo acusa a política fiscal de desumanizar o sistema, aferindo a “capacidade contributiva pelo rendimento na fonte e não pelo rendimento líquido dos cidadãos”. O ministério das Finanças não comenta e diz que as novas tabelas serão publicadas em data oportuna.

Em plena austeridade em cima da austeridade, há trabalhadores que vão ter cortes salariais em cima de cortes salariais.


Próximo Sábado 15h MANIFESTAÇÃO NACIONAL
Cais do Sodré – Martim Moniz – Restauradores – Stª Apolónia
Para o Terreiro do Paço


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