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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O preço do petróleo baixou esta semana.



Porque é que o preço dos combustíveis aumentou esta semana?

O preço do petróleo chegou o mês passado a “mínimos de dez anos”; está agora em “mínimos de onze anos”. Atingidos precisamente na semana em que as gasolineiras portuguesas aumentaram o preço dos combustíveis. Porquê?

Os órgãos de informação (!?) portugueses difundiram a semana passada, a patranha de que era “previsível uma inversão da tendência” na redução constante do preço do crude. Incompetentes e calões; é o mínimo que se pode dizer de tais “órgãos” e dos seus jornalistas.

Não era segredo o excesso de crude no mercado, a crise chinesa, o petróleo de xisto americano, e fundamentalmente o papel que a Arábia Saudita reserva ao seu petróleo como arma política. Sabia-se da confusão da última reunião da OPEP onde os países produtores não chegaram a acordo com os sauditas, para cortar na produção e parar a descida de preços.

É uma palermice grosseira difundir que a agudização do conflito entre a Arábia Saudita e o Irão desse em “inversão da tendência” de descida do preço do petróleo. Se não se entenderam quando mantinham relações é depois de aumentarem as declarações de ódio mútuo que se iriam entender? A Arábia Saudita extrai mais barato o crude e domina o preço de mercado.

O petróleo barato da Arábia Saudita é a estratégia para enfraquecer o Irão (e a Rússia) na disputa de domínio geoestratégico regional. Serve igualmente os interesses dos EUA na sua intervenção na política Venezuelana. Terá efeitos colaterais em outros países produtores, mas a guerra que o reino saudita trava está para durar. Previsível, é que ainda vai baixar mais os preços antes de quaisquer aumentos do petróleo. (O melhor é não atestar o depósito).

Porque é que os combustíveis aumentam em Portugal, quando já milhares de gasolineiras espanholas têm gasóleo abaixo de um euro, (habitualmente ela por ela)?

Os jornalistas apenas têm adormecido a opinião pública, não são os primeiros culpados de o governo português não fazer nada. O governo (de esquerda), a DECO, o ACP, e os etc; o amparo do Bloco e do PCP que ouvimos diariamente com as médias-pequenas-e-micro-empresas na boca, na pretensa defesa do emprego, estão a permitir que muitas das mais-valias do trabalho vão para os bolsos dos especuladores dos combustíveis, para os lucros excessivos na energia e nas telecomunicações, em portagens e outros “custos de contexto”.

Coisa pouca quando se anda de olhinhos fechados ou muito preocupado com a bola que não entra e o treinador que não sai. Para “lopeteguis e jezuses” há centenas de horas de televisão e dezenas de jornalistas especializados.

Ainda se espera o ano da mudança.


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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Escalada para a guerra civil na Ucrânia.

Blindados ucranianos mudam de mãos. Abr.2014

Não é adquirido que o grupo de extrema-direita que tomou o poder em Kiev tenha as forças armadas ucranianas consigo.

O passeio de blindados (abandonados pelos militares ucranianos?) com bandeiras dos opositores pró-russos - mostra o possível sarilho que será recuperar as posições tomadas pelos manifestantes armados, no leste do país.

A União Europeia, os Estados Unidos e a NATO, meteram mais uma vez a pata no charco. Desta vez nas portas da Europa. Os ucranianos russófonos não vão viver em paz com o actual poder fascista de Kiev, nem a Rússia irá ficar a observar passivamente um banho de sangue na região.

Uma guerra pode ser inevitável na Ucrânia, se tal acontecer falta saber com que intensidade e se vai alargar-se envolvendo a Rússia. O “ocidente” meter-se num conflito bélico dessa natureza seria a loucura total.

Há em Kiev, nos Estados Unidos - e na Europa - doidos suficientes para nos levar a uma guerra generalizada.

Que a política conceda, desta vez, uma oportunidade à paz.

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Ex-guerrilheiro eleito presidente de El Salvador.

Sánchez Cerén eleito presidente de El Salvador.Mar.2014
 
Post Scriptum -13 de Março


Confirma o que aqui se escreveu na segunda-feira:


Sánchez Céren, o candidato da FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional) foi eleito, à segunda volta, presidente de El Salvador.

Segundo relata o canal de televisão Telesur, o escrutínio final confirma a vitória tangencial de Céren, com 50,11% contra 49,89% do candidato da direita Norman Quijano.

Recorde-se que o candidato da esquerda não foi eleito na 1ª volta, também tangencialmente; obteve 48,92%, a um escasso 1,09 da maioria. Nesta 2º volta toda a direita de uniu contra Sánchez Céren (Quijano tinha obtido na 1º volta apenas 38,95% e António Saca, 3º mais votado - 11,40%).

Se o escrutínio final confirma a vitória de Sánchez Céren, era possível hoje ler que esquerda e direita reclamam vitória nas presidenciais de El Salvador”.

Apesar de os próprios Estados Unidos aconselharem calma na espera dos resultados finais e de os observadores internacionais não se terem pronunciado por alguma anomalia nas eleições, a direita já pedia a intervenção das Forças Armadas - decerto para “desempatar”.

As forças neo-liberais travam uma contra-ofensiva na América Latina que não vai ter tréguas. Os Estados Unidos e o poder financeiro internacional, aliados aos oligarcas de cada país onde há governos progressistas, tudo farão para que a história volte atrás.

Na América Latina resiste-se; e em muitos lados governando.

(Sobre a 1ª volta e as forças políticas em El Salvador - Clicar AQUI)

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domingo, 2 de março de 2014

Ucrânia. Guerra Fria está a aquecer.

Preparativos de Guerra. Mar.2014

Nato acusa a Rússia de “estar a ameaçar a paz na Europa e John Kerry ameaça a Rússia de expulsão do G8. A infantilidade da “diplomacia ocidental” para consumo dos “senhores ouvintes” menos exigentes.

A guerra fria voltou, Portugal não tem interesses directos no Mar Morto, na Crimeia ou na Ucrânia. Portugal fez-se membro da NATO quando ela se dizia, (e era discutível) uma estrutura defensiva e pela paz; nada beneficia em dela fazer parte quando a NATO leva a guerra a todo o lado, patrocinando golpes de Estado, de África ao Médio Oriente, e até às portas da Rússia.

A Rússia não deixará de “proteger os cidadãos russófonos” e os seus interesses estratégicos. A carta das Nações Unidas é todos os dias violada por Israel e pelas potências ocidentais, seja com intervenções militares, ocupações ou financiamentos de grupos cuja missão é fazer golpes de Estado.

A hipocrisia não tem limites quando se trata da ingerência dos imperialismos nos assuntos internos de países independentes. Estamos a ser preparados para aceitar uma guerra e um golpe de Estado de uma oligarquia ucraniana contra outra.

A Europa que viveu o terror do nazi-fascismo, ainda há poucos anos, é agora aliada de um poder liderado no terreno por nacionalistas nazis. Se não se percebeu Hitler é natural que se confunda os efeitos de uma guerra na Crimeia, hoje, com a outra do século XIX.

Estamos nas mãos de loucos perigosos.

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No princípio do mês os posts mais lidos no mês anterior:

08/02 – Ucrânia. Uma fotografia perigosa.

03/02 – Ex-guerrilheiro quase presidente de El Salvador.

04/02 – Nicolau Breyner candidato contra o euro.

14/02 – Absolvidos submarinos do processo dos submarinos.

02/02 – Catalunha vai votar.

21/02 – Nós cidadãos. Mais um partido.

01/02 – Manifestação 1 de Fevereiro.

19/02 – Cantar Grândola 40 anos depois.

23/02 – Relvas regressa ao PSD para fazer o que sabe.

09/02 – Vendo o meu Miró.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ucrânia – a posição do PCU.

Ligações perigosas na Ucrânia.Fev.2014
Senador John McCain com Oleg Tyanybok (Svoboda)

Chegou-me por e-mail, um texto que acredito ser uma boa tradução da mensagem do dirigente do PCU, Piotr Simonenko, cujo original está em:
http://www.kpu.ua/obrashhenie-pervogo-sekretarya-ck-kpu-petra-simonenko-k-tovarishham-po-partii/

Embora reconhecendo as responsabilidades que os regimes da “cortina de ferro” tiveram no surgimento dos movimentos de extrema-direita nesses países e na influência que os neo-nazis têm hoje, a mensagem do PCU ajuda a compreender a situação actual.

Mensagem do Primeiro Secretário do Comité Central do Partido Comunista
da Ucrânia, Piotr Simonenko, aos camaradas do Partido.

Caros camaradas comunistas!

Dirijo-me a vós num dos momentos mais dramáticos da história do nosso país. Durante os trágicos acontecimentos dos últimos três meses foi derramado sangue, morreram pessoas. Foi ameaçada a integridade territorial da Ucrânia e a sua própria existência como Estado unificado, independente, soberano.

Estes acontecimentos não têm um carácter unívoco. A participação neles de grandes massas de pessoas  reflecte o profundo descontentamento na sociedade com o regime político de Yanukovitch e do seu círculo, que governou o país de forma inepta, enganando as pessoas, abandonando as suas promessas de campanha, e em momentos difíceis abandonando
cobardemente o seu posto. O clã que se formou em torno de Yanukovitch, que recebeu a designação de «Família» e que se enriqueceu de forma desavergonhada, afastou de si a maioria dos seus adeptos e eleitores.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Ucrânia. Uma fotografia perigosa.

Um quarteto da corda. Fev.2014

Quando a responsável do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, é apanhada a dizer “fuck the EU” num diálogo com o seu embaixador em Kiev, Ucrânia, revela algo importante.

A European Union é, para o governo dos EUA, uma “potência” que não merece respeitabilidade; está degraus abaixo, das duas únicas e verdadeiras potências. Russos e Americanos fizeram um simulacro de intervalo na Guerra Fria que, como é patente, está a terminar.

O teor da conversa entre os responsáveis diplomáticos americanos (reproduzida no Público) denuncia uma flagrante ingerência nos assuntos internos da Ucrânia.

A ver passar outros glutões, fica a despeitada Ângela Merkel. Os alemães estão a ter sucesso imperial na velha europa, mas o velho sonho da Grande Germânia, a leste, tem outra concorrência. Nem os russos abrirão mão da Ucrânia, nem os Estados Unidos deixarão de ultrapassar os aliados da NATO para afirmar os seus interesses geoestratégicos.

Com as convulsões em crescendo nos Balcãs e a destabilização na Ucrânia, um país que está verdadeiramente em leilão, o confronto pela influência política pode descambar em algo mais que retórica e escaramuças de baixa intensidade.

Especialistas em espalhar discórdia, para benefício próprio, são habitualmente os iniciadores dos sarilhos bélicos.

Prefigura-se uma Europa perigosa - onde se estão a juntar motivações para um novo conflito armado em grande escala.

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ex-guerrilheiro quase presidente em El Salvador.

Sánchez Cerén. Eleições presidente de El Salvador.Fev.2014





As eleições de ontem em El Salvador deram a vitória ao candidato da FMLN (Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional) mas obrigam a segunda volta.

Sánchez Céren (FMLN) obteve 48,92% contra 38,95% de Norman Quijano do ARENA (Aliança Republicana Nacionalista), da direita neo-liberal. António Saca, o terceiro mais votado e antigo presidente, apoiado por uma coligação (União) de direita e centro-direita (democratas cristãos do PDC) arrecadou 11,40% dos votos.

Entre 1980 e 1992, El Salvador viveu uma guerra interna que fez 75 mil vítimas, a oposição optou pela luta armada contra o governo em 1980, após o assassinato do arcebispo, defensor dos direitos humanos, Óscar Romero

O actual presidente, Maurício Funes, eleito pela FMLN em 2009 (51,96% dos votos) sucedeu aos presidentes de direita, eleitos após o acordo de paz entre a guerrilha e o governo, em janeiro de 1992. Estas são as quintas eleições desde a pacificação.

A FLMN resultou da fusão das Forças Populares de Libertação Farabundo Martí (FPL) com mais quatro organizações; ERP, RN, PCS e PRTC; o seu nome tem como referência o fundador do Partido Comunista Salvadorenho (em 1930) Farabundo Martí. Após o acordo de paz as organizações que deram origem à Frente extinguiram-se e a FLMN transformou-se em partido político. (Assim como, se, com a fundação do Bloco de Esquerda, a UDP e o PSR se dissolvessem…pois!)

O actual candidato da FMLN foi comandante guerrilheiro, Maurício Funes o actual presidente não esteve na guerrilha, era jornalista apoiante da FMLN. Teve litígios com o partido quando enviou tropas para o Afeganistão a pedido dos EUA. Apesar de iniciativas significativas, estão por resolver as grandes questões das desigualdades sociais e da violência dos gangues de marginais (maras).

De El Salvador emigra-se constantemente; em números será um terço do êxodo provocado por Passos Coelho em Portugal. As remessas dos emigrantes representam cerca de 17% do PIB salvadorenho. É um país dividido ao meio entre esquerda e direita, mas em paz política/militar.

A guerra trava-se nos bairros marginais entre criminosos organizados, e no modelo de desenvolvimento inalterado que continua a beneficiar as elites empresariais. O que um novo presidente da FMLN poderá alterar, sendo desta vez um ex-guerrilheiro, não se sabe. Primeiro terá de ganhar, em Março, a segunda volta.

Há bons exemplos de líderes da América Latina que vieram da luta armada contra as ditaduras, e agora há a CELAC - Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos, que tem contribuído decisivamente para a paz e para o desenvolvimento e independência dos povos do continente.

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Estamos sujeitos ao perigo das armas químicas sírias.

Pela primeira vez destroem-se armas químicas no mar. Jan.2014
http://www.youtube.com/watch?v=aeGyQMpPZ5g

Os americanos pediram e as autoridades políticas nacionais estão inclinadas a pôr à disposição um porto dos Açores, para o transbordo das armas químicas recolhidas na Síria, que estão a bordo de um barco dinamarquês, para o navio norte-americano que dará início à sua destruição.

No navio, MV Cape Ray (imagem/vídeo), irá ser feita a primeira tentativa de neutralizar armas químicas no mar. Trata-se de adaptar a um navio os meios já conhecidos de inutilizar as armas químicas em situação de estabilidade terrestre.

Para além dos perigos decorrentes das manobras de transbordo, a fazer nos Açores por ser uma “zona isolada” (é o que dizem!), temos a operação de destruição que vai ser efectuada no navio, algures no Atlântico.

O Pacífico teve o recente desastre de Fukushima, (ainda não completamente avaliado) o Atlântico é palco de uma aventura científica que nem teve tempo para ser estudada. Pedir garantias de que tudo corra bem, como faz alguma oposição e ambientalistas, é o mesmo que rezar a São Cristóvão. É uma experiência.

Sendo uma experiência, e perigosa, é natural que os americanos se tenham lembrado dos portugueses e que até o desmintam; estamos a fazer de ratinhos brancos nos ensaios do FMI, para tratar crises económicas em países sem moeda própria, aguentamos ser as cobaias da “zona isolada” onde se tudo correr bem, até se imaginam uns negócios nas Lajes, mas, dando para o torto – paciência…

Cobaia é assim mesmo, tem dono, sujeita-se.

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domingo, 5 de janeiro de 2014

Estado Islâmico da Al-Qaeda. A ponta do iceberg.

Al Qaeda na estrada Síria - Iraque.Jan.2014
 

Enquanto ganhava espaço na Síria, o ISIS ia crescendo no Iraque, onde a autoridade do governo é questionada pelas populações árabes sunitas.

O grupo que representa a presença da Al- Qaeda na Síria e no Iraque, ISIS ou ISIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) declarou Fallujah, no Iraque, um “Estado Islâmico”. 

O reforço da Al-Qaeda no Médio Oriente e Norte de África é fruto das campanhas ocidentais de interferência na região, os Estados Unidos e a Europa têm feito de aprendizes de feiticeiro armando e treinando milícias, do Afeganistão à Líbia, e agora na Síria, cujo benefício tem sido o reforço do Islamismo radical e a Al-Qaeda.

No Iraque, é patente desde 2011 que os terroristas islâmicos já possuíam meios e organização para aproveitar a incapacidade de pacificar o país. O “ocidente” abandonou o Iraque à sua sorte e as potências (?) regionais não têm influência determinante na Al-Qaeda.

Há quem seja da opinião de que o que sabemos da Al-Qaeda no Médio Oriente é apenas a ponta do iceberg. 

Quando o crescimento e robustez da Al-Qaeda for uma maior ameaça ao “Ocidente”, talvez sejam revistas as iniciativas e prioridades da intervenção da NATO, dos EUA e da Europa, no Médio Oriente.

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domingo, 3 de novembro de 2013

Alemanha pode acolher Edward Snowden?

Edward  Snowden Uma janela na espionagem. Nov.2013

Dezenas de personalidades da sociedade alemã defendem que o analista informático norte-americano "é um herói e não um traidor". 

O jornal Público citando a imprensa alemã, diz que mais de 50 personalidades “exigem às autoridades alemãs que abram as portas” da Alemanha a Edward Snowden. Dentre as personalidades, sobressai o antigo secretário-geral da CDU, Heiner Geissner, que declarou, “Snowden prestou um grande serviço ao Ocidente. Agora é a nossa vez de o ajudar”.

Como a “autorização de permanência de Edward Snowden na Rússia termina em Julho de 2014”, esta tomada de posição de cidadãos alemães influentes, pode vir a facilitar alternativas para a continuação do ex-espião americano em liberdade, depois dessa data.

Já há um reconhecimento internacional de que Snowden não é um traidor, iniciativas de gratidão como a destes alemães, reforçam mais esse facto.

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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Síria. Cai argumento das armas químicas.

Uma pergunta de Jornalista. Set.2013

Uma jornalista inglesa perguntou a John Kerry como se poderia travar a intervenção militar dos EUA na Síria e ele respondeu: “Se o presidente Bashar al Assad entregasse as suas armas químicas, já esta semana”. 

Terá sido uma resposta de ocasião, senão os Estados Unidos já teriam feito tal proposta. Kerry sabe que a Síria tem armas químicas porque Israel tem armas químicas, isso mesmo afirmou Assad ontem, em entrevista à CBS. Era uma resposta retórica à jornalista, que John Kerry achava impossível de ser aceite.

Só que, a Rússia, através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, propôs à Síria que entregasse o seu arsenal de armas químicas à supervisão internacional. 

O ministro sírio das Relações Exteriores, Walid al-Mouallen, em Moscovo, concordou e disse que só precisava do apoio oficial de Assad para considerar formalmente aceite.

Nessa fase, a fundamentação americana para o ataque à Síria, está definitivamente abalada. Os EUA/NATO não precisam destruir os meios do exército sírio, que o torna capaz de utilizar armas químicas… se eles não estiverem na posse das armas químicas.

Umas observações: Afirmou-se, na situação Líbia, que foi a destruição por Kadhafi, promovida pelo ocidente, do seu arsenal de armas químicas, que permitiu a ofensiva da NATO e aliados. 

E Israel? Vai pôr o seu arsenal de armas químicas sob controlo internacional?

(em actualização)

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domingo, 8 de setembro de 2013

Guerra Fria. Submarino português no Mediterrâneo.

oclarinet.blogspot.com - Submarino Tridente. Set.2013

É só juntar as peças. John Kerry diz que mais de dez países estão preparados para participar na operação militar contra a Síria quando publicamente só se conhecem dois, os EUA e a França. O secretário- geral da NATO, autoriza o uso das bases militares para atacar a Síria. O submarino português Tridente integra operação NATO no Mediterrâneo, para onde partiu há dias.

No Mediterrâneo estão forças navais colossais, quer Russas quer da NATO, num ambiente de ameaça bélica que não se via desde os tempos mais perigosos da Guerra Fria. 

As forças NATO onde se integra o submarino português estão numa missão genérica de “dissuasão, defesa e protecção contra actividades associadas ao terrorismo”, como informa em comunicado o EMGFA português. Também antes da intervenção na Líbia, o reforço naval da NATO no Mediterrâneo era apenas para “melhor se cumprir o embargo de armas à Líbia”. Viu-se.

O planeamento das opções militares envolvendo a Síria, segundo informaram os falcões EUA/NATO, está a ser feito prevendo “vários cenários de intervenção”. Os portugueses que não mandataram ninguém para fazer a guerra e estão contra ela, (com excepções) precisam de saber qual o papel dos militares nacionais num “cenário de intervenção” em que a NATO participe.

O submarino português no Mediterrâneo não pode ter ido para uma campanha de agressão contra um país a quem Portugal não declarou guerra. 

O Tridente é para voltar a ver o Cristo Rei e realizar as tarefas para que foi comprado; de manter a soberania nas águas nacionais, dar umas comissões a uns corruptos e muitos euros aos alemães.

PS. O ano passado foi notícia, (no estrangeiro) o envolvimento de para-quedistas portugueses que estariam presos na Síria. Seriam mercenários. A equipagem do Tridente não é mercenária, são militares ao serviço de Portugal.

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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Obama. Uma nova imagem.

Fora-da-lei internacional. Set.2013
Quando a CNN dá esta imagem do “Nobel da Paz”
 
pé na secretária, dedo engatilhado
 
temos a confirmação de que as piores armas não estão em boas mãos.
 
(A imagem do justiceiro ajusta-se à campanha, é a "cultura" do meio.)

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

À espera da América e de santos milagreiros.

Agressão à Síria mal calculada...Set.2013

Nos impasses passa o tempo. Os homens santos passam horas repletos de compaixão para com as misérias humanas - é um modo de passar o tempo. Os homens justos passam anos aguardando pela sensatez dos imponderados.

As misérias humanas e os gestos levianos de homens poderosos estão intimamente ligados. Desde Ronald Reagan e a invasão de Granada, há trinta anos, que os EU não atacam outro país sem o aval da ONU, ou coligados com outras nações. Obama vai perdurar, como os antecessores, no lado negro da História, na ala do uso irrefletido da violência e da agressão (porque são fortes).

Vivemos o dejá vu da invasão do Iraque, da NATO fora-da-lei, agora escondida da opinião pública; tal como no Kosovo, onde países como a Itália "não participaram", mas estiveram lá. 

Portugal, sobre a Síria desovou declarações dúbias e prolixas: Rui Machete diz “parece-nos que isso deverá”; “é desejável”; “na medida do possível”; e… “que o Conselho de Segurança funcione”. Já agora, que funcione com mais nitidez que o nosso ministro.

Na Síria, é novamente a ideologia do imperialismo pseudo-humanitário, ao qual até alguma esquerda cedeu na violação do direito internacional. 

Resta-nos protestar e esperar que se tenham enganado nos cálculos; que na impossibilidade de os deter, a lei do mais forte não os recompense e alguma lição fique para futuro. 

Hoje, na CNN, no programa do jornalista/comentador Fareed Zacarias, dizia-se que a força de Assad está a ser mal calculada por Obama, e não só por Obama.

Haverá santos? E milagres?

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sábado, 24 de agosto de 2013

EUA reforçam Mediterrâneo e ameaçam intervir na Síria.

Forças Navais dos EUA no Mediterrâneo. Ago.2013

Decorre na Síria, o clássico jogo político/militar da provocação que justifique uma intervenção militar externa. Pentágono reforça presença naval no Mediterrâneo enquanto o governo sírio acusa rebeldes de usarem armas químicas e vice-versa.

A preocupação de que o conflito sírio dê origem a uma operação militar estrangeira, do tipo da ocorrida na Líbia, já tem dois anos. As armas químicas na Síria e as ameaças da Casa Branca foram, há um ano, um trunfo eleitoral para Obama. (AQUI)

Nessa altura, há precisamente um ano, o governo sírio declarou que “nenhuma arma química seria usada contra cidadãos sírios”, e que estavam “supervisionadas pelas forças armadas” só prevendo o seu uso “no caso de a Síria ser alvo de uma agressão estrangeira”. 

A Síria completava a resposta aos EUA, chamando à atenção para a “possibilidade de estrangeiros armarem grupos terroristas com armas químicas, fazendo-as explodir em aldeias e acusando as forças sírias”.

Sobre o que realmente se passa na Síria tem-se a propaganda de um e outro lado, e alguns jornalistas independentes. O “ocidente” baseia a “informação do interior” na “ONG” do militante da oposição Rami Abdel Rahmane conhecida por “Observatório Sírio dos Direitos Humanos” e pouco mais.

De facto “O ataque químico na Síria é para especialistas” (ver AQUI). Como diz um correspondente da BBC é “difícil acreditar que o governo sírio, que recentemente recuperou terrenos dominados pelos rebeldes, fizesse um ataque com armas químicas enquanto os inspectores estivessem no país”. 

No mesmo sentido vai a crónica do jornalista José Goulão (AQUI) e o senso comum não comprometido com a agenda bélica dos países da NATO.

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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

U.E. suspende venda de armas ao Egipto, e depois?

Rui Machete foi a reunião extraordinária da UE. Ago.2013

Interromperam as férias a Rui Machete escusadamente; a União Europeia faz de conta em relação ao Egipto, mas…o que havia de fazer?

Os ministros dos estrangeiros europeus decidiram hoje a suspensão da venda de armas ao Egipto. O ministro dos exteriores saudita tinha dito antes de ontem que “os países árabes e islâmicos compensarão o fim da ajuda ocidental ao Egipto” e esclareceu que o apoio era para conseguir “segurança e estabilidade”, leia-se, ajuda militar. 

A União Europeia decidiu apenas reduzir as suas exportações; pelo menos alguma coisa, pois como se sabe, equipamentos militares e de segurança europeus continuarão a chegar ao Egipto (e a todo o lado) pelos meios laterais habituais. 

Fica a intenção e algum prejuízo comercial. Faz lembrar uma canção do Zeca Medeiros (hoje relembrada por uma entrevista sua na TSF) que tem por título “gosto tanto de ti que até me prejudico”. 

O seguidismo da política externa europeia, em relação aos Estados Unidos, é mesmo do tipo “gosto tanto de ti que até me prejudico”. O que aconteceu com o embargo europeu ao petróleo iraniano, assinado por Paulo Portas? Nós sofremos aumento do preço dos combustíveis, o Irão nada.

A União Europeia está neste momento incapaz de influenciar o rumo da crise egípcia, o que atendendo à nefasta intervenção da "Europa" em casos semelhantes - não é má notícia.

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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Egipto. O fim das primaveras árabes.

Egipto revoluções e ditaduras.Ago.2013

As revoluções que nunca o foram têm desfechos decepcionantes, aquilo a que se chamou “primavera árabe” está a resultar em caos, destruição de vidas, países e civilizações. 

O que o “ocidente” promoveu (e persiste em fomentar) no Norte de África e Médio Oriente são os actos mais criminosos - provocados pela ingerência estrangeira - registados no pós-guerra. 

Os Estados Unidos, Israel e União Europeia, sabiam que o modelo de democracia ocidental não ia resultar nos países destruídos, como o Iraque e a Líbia, em devastação como a Síria e o Egipto, ou na Tunísia em fase de terrorismo de Estado islamista. A aliança do “ocidente” com as ditaduras do golfo e organizações islâmicas radicais para alterar o poder na região, algum dele até pouco adverso, não deu nem mais democracia nem governabilidade; originou ditaduras teocráticas (eleitas), guerras civis, desmembramento de países. 

A desordem instalada, inicialmente conveniente para o “ocidente” e seus aliados, está fora de controlo. Desde a guerra do Iraque que fazem de aprendizes de feiticeiro; as prisões de uns, como o líder da Irmandade Muçulmana Mohammed Badie e a libertação de outros como a anunciada de Hosni Mubarak, são remendos numa situação de difícil restauro, não há retorno ao período pré-primaveras árabes nem se vislumbra, a curto prazo, uma saída pacificadora e democrática para aquelas gentes.

Mas o “ocidente” ainda pode piorar as coisas no Egipto, cedendo à tentação de armar a oposição caso perca a influência que tem no exército. A instabilidade foi semeada e vinga na região, não há revoluções ou processos democráticos, apenas e só incertezas.

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terça-feira, 9 de julho de 2013

Avião de Evo Morales. Portas faz número irrevogável.

O voo do avião de Evo Morales deu em directo na TeleSur. Jul.2013
 o número
 

Paulo Portas confessa razões políticas para não ter autorizado, pessoalmente, a aterragem do avião do presidente Evo Morales em Lisboa.

Hoje, no Parlamento, o ministro Paulo Portas, não conseguiu responder à pergunta várias vezes repetida, de quais foram as “considerações técnicas” ou “questões técnicas” que impuseram a recusa de autorização da escala em Lisboa do voo do presidente da Bolívia. Razão dos protestos da América Latina e da queima de bandeiras portuguesas na Bolívia.

A impreparação do Bloco de Esquerda permitiu a Portas fazer um número sobre o sobrevoo de Portugal; voo que foi televisionado em directo pela TeleSUR. Neste blogue até se colocou uma imagem de quando tocava as Canárias. O problema foi criado com a não autorização de aterrar em Lisboa, na vinda de Moscovo e não pelo sobrevoo.

O deputado Bernardino Soares sintetizou bem as razões políticas que levaram Portugal a obedecer aos EUA e a pôr-se “do lado do cerco do Estados Unidos ao senhor Snowden”.

Para Paulo Portas “a questão central não é Portugal nem Portugal é a questão central”. É falso, o incidente aconteceu devido a Portugal, que não autorizou a aterragem na vinda como autorizou na ida para Moscovo, como é falso que tenham existido quaisquer “razões técnicas” para tal procedimento.

As razões de Portas são políticas e está muito enganado quando defende que as tomou para “não colocar Portugal numa posição excessivamente exposta na questão do senhor Snowden".

A não ser que os governos da América Latina a protestar e bandeiras portuguesas a serem queimadas em manifestações, não seja exposição excessiva do nome de Portugal.

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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Carta de Edward Snowden. Pedido de asilo confirmado.

Asilo de Edward Snowden.Jul.2013

O embaixador da Nicarágua na Rússia, Luis Alberto Molina, confirmou hoje à agência de notícias Itar-Tass, ter recebido a carta de Edward Snowden com o pedido de asilo e que esta foi enviada para que o presidente Daniel Ortega a examine.

Entretanto aguarda-se na Venezuela e na Bolívia, a resposta de Snowden à oferta de asilo político feita pelos dois países.

A carta, na integra, de Edward Snowden, tradução publicada no portal oficial nicaraguense El 19:

Al Representante de la República de Nicarágua

Yo, Edward Snowden, ciudadano de los Estados Unidos de América escribo para solicitar asilo en la República de Nicaragua debido al riesgo de ser perseguido por el gobierno de los Estados Unidos y sus agentes en relación a mi decisión de hacer públicas serias violaciones de parte del gobierno de los Estados Unidos de su Constitución, específicamente de su Cuarta y Quinta Enmienda y de varios tratados de las Naciones Unidas que son vinculantes sobre mi país. Como resultado de mis opiniones políticas y mi deseo de ejercer mi libertad de expresión, a través del cual he demostrado que el gobierno de los Estados Unidos está interceptando la mayoría de comunicaciones en el mundo, el gobierno de los Estados Unidos ha anunciado públicamente una investigación penal contra mí.

Miembros prominentes del Congreso y otros en los medios me han acusado de ser un traidor y han pedido que yo sea apresado o ejecutado como resultado de haber comunicado esta información al público. Algunos de los cargos que han sido presentados en mi contra por el Departamento de Justicia de los Estados Unidos están conectados con la Ley de Espionaje de 1917, uno de los cuales incluye prisión de por vida entre las posibles sentencias.

Un precedente internacional para proveer asilo a personajes en mis circunstancias ha sido ya establecido con la concesión de asilo de Ecuador al fundador de Wikileaks, Julian Assange en relación a este tipo de investigación en represalia. Mi caso además es muy similar al del soldado estadounidense Bradley Manning, quien hizo pública información gubernamental a través de Wikileaks revelando crímenes de guerra, y fue arrestado por el gobierno de los Estados Unidos y ha sido tratado de forma inhumana durante su tiempo en prisión. El fue puesto en confinamiento solitario antes de su juicio y el representante de las Naciones Unidas contra la tortura juzgó que el Sr. Manning fue sujeto a actos crueles e inhumanos por parte del gobierno de los Estados Unidos.

El juicio contra Bradley Manning está en curso ahora y se han presentado documentos secretos a la corte y han testificado testigos secretos. Yo creo que dadas las circunstancias, es improbable que yo recibiera un juicio justo o tratamiento apropiado antes de ese juicio y enfrento la posibilidad de prisión perpetua o incluso la muerte.

Edward Joseph Snowden
Moscú, 30 de junio 2013

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Prism. É legal sermos espiados na internet?

Avião de Evo Morales. Governo português uma vergonha.

Edward Snowden pede asilo á Nicarágua.

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domingo, 7 de julho de 2013

Edward Snowden pede asilo à Nicarágua.

Edward Snowden ex-técnico da CIA pede asilo à Nicarágua. Jul.2013


A imprensa da Nicarágua transcreve hoje uma carta de Edward Snowden pedindo asilo à Nicarágua. 

O ex-informático da CIA que há mais de duas semanas se encontra na zona em trânsito do aeroporto de Moscovo, enviou na última noite à embaixada da Nicarágua, na capital russa, uma carta onde pede asilo político.

”Eu, Edward Snowden, cidadão dos Estados Unidos, escrevo a solicitar asilo á República da Nicarágua devido ao risco de ser perseguido pelo governo dos EUA, por ter revelado a existência de um programa de espionagem mundial da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos”.

Edward Snowden considera improvável um julgamento justo nos Estados Unidos, e que corre o risco de ser condenado a prisão perpétua ou à pena de morte, por espionagem.

Três países da América Latina ofereceram asilo a Snowden; Venezuela, Nicarágua e Bolívia, desafiando os EUA e separando as águas entre eles e os países europeus que se indignaram com a espionagem praticada pelos Estados Unidos, mas colaboram para deter o homem que a denunciou publicamente.

Portugal, com a iniciativa do “governo de Portas/Passos” de não deixar sobrevoar ou aterrar em Lisboa o avião de Evo Morales, por simples suspeitas e a ordens dos EUA, (ainda não deram outra razão defensável) é dos países que mais envergonham o mundo civilizado.

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