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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Sair do Euro. Orçamento de Estado 2013.

oclarinet.Que se lixe a troika e o euro.Out.2012

Com o nível de empobrecimento actual e o previsto para 2013 e 2014, aos portugueses convém-lhes continuar no “Euro”? Essa conta é tão importante de fazer, como saber o que fica em cada casa depois do governo levar o que quer.

O agravamento dos impostos, agora e em 2013, terá um efeito arrasador na economia e nas famílias. Ou é o último prego no caixão do governo ou a classe média portuguesa está bem para o Passos Coelho que inventou.

Promoveu-se a “fuga” do conteúdo do OE de 2013 para ajudar a propaganda PSD. Não serve de nada. O “professor Marcelo” consegue dizer na televisão que o IRS aumenta menos que o previsto, fala-se em recuo no IMI, quando só há adiamento, fazem-se títulos dizendo que são menos os despedidos na função pública quando são os mesmos que foram anunciados. Não serve de nada.

A recessão vai ser superior ao vaticinado para 2013, e em 2014 temos de reduzir o défice de 4,5 para 2,5%. Ninguém acredita em tal.

A entrevista de ontem, de Bagão Félix à SIC (mal relatada nos jornais), para além da conversa política secundária, realçou a relação do aumento das taxas com a quebra de receita, o que todos perceberam excepto os modelos de Gaspar. Insistir na mesma fórmula para 2013, e já depois da Comissão Europeia alertar para o risco do aumento de impostos, é impensável. 

Mas Bagão Félix confirmou um elemento, do qual não há percepção pública, perguntado sobre a saída de Portugal do “Euro”, disse não concordar, mas foi adiantando que existem casos, como alguns funcionários públicos de vencimentos médios, que já tiveram quebras de rendimento na ordem dos 40%. “Ora”, disse, “nunca houve uma desvalorização cambial de tal valor”. 

Sair do “Euro” tem custos que têm sido apresentados para desencorajar a ideia; falou-se em desvalorizações de 30,40,50% (lá estamos a chegar), em não haver empréstimos e outros dramas, (discutíveis). O melhor é fazer contas à situação de quebra de rendimento de cada um e às vantagens de escolhermos o próprio caminho.

Pessoalmente, não tenho nada a perder com a saída de Portugal do “Euro”, os empresários obrigados a encerrar portas não têm nada a perder, os que já não recebem subsídios pelo desemprego não têm nada a perder, os obrigados a emigrar não têm nada a perder, e mais chegarão à conclusão que nada têm a perder. 

Com a actual “arquitectura” do “Euro”, que se lixe a troika é pouco, para os portugueses que nada têm a perder, que se lixe o “Euro”. 

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Para cumprir com a troika é preciso mais austeridade.

Obediência vai trazer mais austeridade. Mai.2012

Enquanto a selecção treina em Óbidos a OCDE fez uma selecção de recomendações para o óbito da economia real em Portugal.

De mais “aumento de impostos (IVA e IMI)” ao “congelamento de salários”, de mais “cortes em benefícios e deduções fiscais” à “revisão do subsídio de desemprego”; mais medidas de austeridade serão necessárias para cumprir com as metas da troika.

A OCDE prevê um défice do PIB de 4,6% em 2012 e de 3,5% em 2013. Prevê também o aumento da taxa de desemprego, que chegará a 16,2% em 2013.

Com este panorama, as medidas de consolidação orçamental terão de ir para além do previsto pelo governo, que tem afiançado não serem necessárias mais medidas de austeridade.

O governo está a aprofundar o problema, o ajustamento depende das receitas quando a sua política leva ao encerramento de empresas, mais aumento de impostos reduzirá o consumo a níveis de entorpecimento da economia, a continuada negação de investimento do Estado acabará por paralisar o resto.

No fundo, a conversa do crescimento não passa de conversa, ainda para mais uma conversa feita agora, por quem sempre disse que consolidação orçamental ao ritmo exigido e crescimento eram incompatíveis, e são, como se verificará.

Portugal tem duas alternativas, ou faz do objectivo do défice conversa e do crescimento realidade, ou o inverso, fala em crescimento mas dá prioridade aos objectivos da troika. Portugal e Espanha optaram por alinhar com as exigências de Merkel, a Península é o grande impedimento ao isolamento da política Alemã.

A troika que falhou rotundamente na Grécia, está cá, são os mesmos indivíduos, as mesmas soluções, porque haveria de dar resultados diferentes?

Pouco depende dos portugueses, incapazes de se mobilizarem ou sequer perceber que há alternativas e nada depende da troika que são uns mandaretes dos interesses financeiros.

Estamos subordinados ao que conseguirem políticos e povos europeus que não falam português. Se o resultado for bom para nós (como no futebol) faremos a festa.

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