Mostrar mensagens com a etiqueta Língua Portuguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Língua Portuguesa. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A violência da praxe.

Irrevogável irregovável. Fev.2014

A maior parte das vezes em que os canais nacionais de TV estão a “dar notícias”, estou de costas, frente ao monitor do computador. Por vezes ouço aqui ao lado, - isto é uma violência! - O quê? - As legendas! Ter dado aulas de português e ler o rodapé das “têvês”, pode ser irritante.

Hoje, logo pela manhã, a violência da praxe. Não aquela dos doutores da mula ruça, isentos (não se sabe porquê) de cumprir o código penal, mas das legendas. Confrontos no Rio; deve ser o Rio do mês passado (tal como na canção do Zeca, de 1975, o PPD fascista era do Sábado passado, calculem); com bombas de chorar que são para fugir; dentro e fora da estação porque chove pancada em qualquer época. Come-se.

Ao mesmo tempo, “RETIRADA DE MARCELO NÃO É IRREGOVÁVEL” passa a correr na tira das gralhas fugidias. Esperamos esperançados que na próxima volta a bicha tenha voado, mas a cada nova viagem o “irregovável” retorna. “Irregovável” é irrevogável porque veio para ficar, seja qual seja o desacordo ortográfico.

É como aquela mosca da TV que não se sabe se volta, volta não volta, pela atracção das luzes se pelo cheiro da programação.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Acordo ortográfico fora do CCB. Tem graça, Graça Moura.

CCB.Fev.2012


Vasco Graça Moura, fez distribuir ontem à tarde uma circular interna, na qual dá instruções aos serviços do CCB para não aplicarem o Acordo Ortográfico.

Vasco Graça Moura, recém-nomeado presidente do Centro Cultural de Belém (CCB) mandou desinstalar os conversores informáticos que adaptam textos ao “Acordo Ortográfico” (AO). A escrita é como cá se conversa e os conversores vão “bater papo” para outro lado. A directiva tem o acordo unânime da actual direcção do CCB.

É louvável a iniciativa de Vasco Graça Moura, um notável homem de cultura com o qual não tenho qualquer sintonia política. Sempre estive nas antípodas das suas opções e guerras políticas, excepto no que à defesa da língua portuguesa diz respeito. Também eu recuso aplicar o último Acordo ortográfico.

O facto de Graça Moura espetar uma lança em defesa da língua portuguesa numa das montras mais importantes da cultura nacional, vai relançar a polémica sobre um tema impossível de gerar consenso. Decorre a subscrição da Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o AO, espera-se que esta acção permita acelerar a recolha de assinaturas.


(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)