Chávez especula que EUA podem ter método para desenvolver cancro. O presidente da Venezuela considerou “estranho e difícil de explicar” que a doença tenha atingido vários líderes latino-americanos.
Hugo Chávez, num acto público em que enviou à sua homóloga argentina, Cristina Krichner, apoio e solidariedade, interrogou-se sobre “se haviam inventado uma tecnologia para induzir o cancro e nada se saiba até agora”, e juntou “não sei, só o digo para reflexão”.
Em pouco tempo foram diagnosticados cancros a vários presidentes e candidatos latino-americanos, o mais recente a Cristina, antes a Fernando Lugo, presidente do Paraguai, Lula da Silva e Dilma Roussef quando candidata, e o próprio Chávez agora em período eleitoral.
Chávez referiu operações contaminantes com químicos lançadas pelos serviços secretos norte-americanos, sobre a Guatemala nos anos cinquenta, assim como a morte de Yasser Arafat, cujo “único diagnóstico conhecido, dito pelo seu médico, foi estranhas alterações sanguíneas”.
O clima vivido na Venezuela é de permanente vigilância contra possíveis acções dos EUA. O poder venezuelano mantém a população atenta, alertando para o que se passa no médio oriente e norte de África com as guerras do petróleo. A Venezuela tem as maiores reservas de crude do mundo e fica a dois passos dos EUA. As iniciativas conjuntas, politicas e comerciais dos líderes actuais latino-americanos, muito independentes dos EUA, estão a ser um engulho na geoestratégia norte americana.
O discurso de Chávez seria esquisito desenquadrado da situação política existente na América Latina e as relações tensas de Chávez com os EUA. Para mais os Estados Unidos já há várias semanas que não liquidam um líder político.
Como coincidências e lei das probabilidades não são matemática, é o que cada um quiser e lhe agrada; se Rafael Correa do Equador e Evo Morales da Bolívia também tiverem cancro brevemente, deve-se suspeitar de qualquer coisinha.
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