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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ministra da Justiça. Reposição dos subsídios, nem em 2015.

Ministra da Justiça não garante subsídios em 2015. Abr.2012 

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, admitiu em entrevista à Antena 1 que o corte dos subsídios de férias e de Natal vá para além de 2015 - depende do “espaço”, um novo vocábulo da terminologia complicativa da comunicação do governo.

Disse a ministra: “Para mim era claro que o programa de assistência financeira se estende até 2014, e portanto, naturalmente que só a partir de 2014 haveria espaço. Para mim, não vejo lapso – se houver espaço”. Em seguida faz depender a normalização dos subsídios da fezada; “Esperemos que a situação europeia não se agrave”.

João Semedo, do Bloco, em reacção às palavras da ministra acusa todo o governo de mentir, disse à antena 1: - “A ministra da Justiça acaba de confirmar aquilo que todos os portugueses já tinham percebido: o Governo mentiu. Relvas, Passos Coelho, Vítor Gaspar, mentiram aos portugueses relativamente à reposição dos subsídios. Não houve lapso nenhum”, todos os ministros sabiam que, pelos vistos, só em 2015 é que seriam repostos, mesmo assim parcialmente.


Portanto, os únicos portugueses que sabiam essa data de 2015 como momento da reposição dos subsídios eram os membros do Governo. Mas a ministra diz uma outra coisa, é que, provavelmente, nem em 2015, o que significa que também desta vez o próprio primeiro-ministro e o ministro das Finanças continuam a mentir aos portugueses. É também esse o sentido que têm as palavras da ministra da Justiça”; finalizou o deputado João Semedo.

Se me permite o deputado do BE, com quem concordo, já era esse o sentido das palavras de Passos Coelho no início do mês. Escrevi-o em 4 de Abril – AQUI – num post com o título “Subsídios de férias e Natal em 2015? Passos e Gaspar mentem.”

Disse. «A história da reposição dos subsídios de férias e Natal é uma trafulhice pegada.
Passos Coelho afirmou hoje que os subsídios aos funcionários públicos e pensionistas só regressam em 2015”, resume a comunicação social. O primeiro-ministro disse: “Tem de haver um processo que nos vá permitindo ao longo do tempo repor esses subsídios. Quanto tempo vai demorar não sei, porque não sei quais as condições em 2014 e 2015”. Portanto nem sequer garante a reposição em 2015


A ministra confirma, mentiras e desmentidos são apenas estratégias de comunicação. O governo não tem a mais pequena ideia do que anda a fazer e se resulta em alguma coisa, governa (?) sem rumo ou destino e arrasta todo o pais consigo.

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Subsídios de férias e Natal em 2015? Passos e Gaspar mentem.

Mentida atrás de mentira. Abril 2012 

A história da reposição dos subsídios de férias e Natal é uma trafulhice pegada.

“Passos Coelho afirmou hoje que os subsídios aos funcionários públicos e pensionistas só regressam em 2015”, resume a comunicação social. O primeiro-ministro disse: “Tem de haver um processo que nos vá permitindo ao longo do tempo repor esses subsídios. Quanto tempo vai demorar não sei, porque não sei quais as condições em 2014 e 2015”. Portanto nem sequer garante a reposição em 2015.

Hoje de manhã, na Comissão de Orçamento, Vítor Gaspar tinha reafirmado; “a suspensão vigorará até ao final do período de vigência do programa de ajustamento, como claramente dito no relatório do Orçamento de Estado para 2012. Esta é a posição que o governo tem, esta é a posição que o governo sempre teve”.

Recorde-se que no texto do memorando assinado com a troika, se diz que “o programa de assistência financeira termina em Dezembro de 2013”, daí que os portugueses a quem estão a ser roubados estes meses de vencimentos, acreditassem que a situação seria reposta em 2014.

Nesse sentido iam mais duas afirmações do governo; que não será preciso novo resgate e que estamos em condições de ir aos mercados no fim de 2013.

É tudo mentira.

Com este governo os portugueses nunca mais vêm os subsídios, prometeram dois anos de sacrifícios – afinal não têm fim. Todos os dias mais mentiras, todos os dias mais cortes e austeridade. Este governo, para bem do país e de todos nós, não pode chegar ao fim da legislatura.

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