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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Secretas, OSINT, Movimento Sem Emprego.

Secretas há muitas. Jun2012
O jornal Público (online) publicou ontem ao fim do dia uma notícia, dando conhecimento de uma convocatória do Movimento Sem Emprego, para uma manifestação no próximo dia 30.

Vi a notícia hoje, tem 3 comentários:

1º - 19.45h – Luís Afonso, Carcavelos: “Trabalhar? Como não temos nada para fazer e o rock em rio já acabou, bora fazer uma manifestação e dar-nos emprego, porque em vez de procurar emprego, é mais giro fazer uma manifestação…que é muito útil…muito mesmo”.

2º - 20.50h – Zé, Lisboa: “e? e depois tirem fotos com telemóveis de 500euros e põem no facebook a partir da manifestação”.

3º - 21.31h – Rui, Fortios: “Como. Como o pleno emprego tem um custo e uma vez que seria artificialmente criado pelo estado, eu como contribuinte oponho-me frontalmente ao mesmo. E, sim, em Angola há muitas oportunidades”.

À primeira vista parecem 3 comentários de patetas, como se andasse por aí uma ideologia popular que defende o desemprego ou o emprego precário. Há quem não se importe com o desemprego (dos outros) e quem o ache necessário para os seus interesses, os primeiros não se dão ao trabalho de escrever comentários, os segundos não escrevem assim. Serão portanto militantes da causa do desemprego (necessário) ou uns funcionários cujo emprego é fazer deste tipo de comentários.

Em 23 de Janeiro publiquei aqui um post sobre o artigo do Expresso “Técnicas do SIS usadas a favor da Ongoing”, entre outras coisas dizia:

O Expresso de 7 deste mês é claro, e não foi desmentido. Conta a história das 300 contas de Twitter do “perito ex-espião do SIS”, agora na Ongoing, que camuflado em várias identidades, divulgou no Twitter informações favoráveis à Ongoing, e lançou boatos sobre grupos adversários para os prejudicar. Isto é a prática diária no que se refere à política, sejam notas nas redes sociais, nos blogues ou nas caixas de comentários dos jornais online*. Pelo artigo do Expresso parte dessa contra-informação e boataria, será obra do serviço público do Estado, de recolha de informação.

O Expresso chama Open Source Intelligent (OSINT), a acções que “basicamente se resumem a técnicas camufladas de disseminação de informação”. Camufladas, diz o artigo, “para que não se corra o risco de ser alvo de um processo-crime”. Ora o SIS diz que “no combate às ameaças” recolhe “dados e notícias: Processando informações recolhidas através de fontes abertas e documentos não classificados que se encontram ao alcance do público em geral, método designado por OSINT (Open Source Intelligent)” – (sublinhado meu). Não é a mesma definição.

Sabe-se hoje, ou suspeita-se fortemente, depois do caso Silva Carvalho/ Relatórios/SIED que outras “secretas” – estas ilegais – utilizam a metodologia OSINT para fazer contra-espionagem e agiprop (agitação e propaganda), um termo antigo para o moderno “marketing político”. O Movimento Sem Emprego é só mais um alvo.

Sobre a manifestação de dia 30, o ClariNet associa-se à sua divulgação, no blogue e no Facebook, diariamente até à sua realização.

Notas:
*sublinhado hoje.
-Deste post foi feito um ping para o artigo do jornal Público

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

SIS? Métodos das secretas em democracia.

Técnicas do SIS - contrainformação na NET.Jan 2012


“O Serviço de Informações e Segurança (SIS) é um serviço público que se integra no Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), depende directamente do primeiro-ministro e, por natureza, encontra-se ao serviço dos cidadãos”…”exclusivamente ao serviço do povo português”, “rigorosamente apartidário”, “com a missão exclusiva de produção de informação de segurança”. Diz o próprio serviço.

O SIS (como o SIED) tem deveres; tem “direitos, liberdades e garantias fundamentais constitucionalmente consagrados, bem como um quadro legal” a respeitar.

Os métodos das secretas respeitam esse quadro legal, ou ele é vago o suficiente para ser contornado? No caso dos serviços de informações, a lei é clara em não permitir, por exemplo, “realizar intercepções de comunicações” e sabe-se o que tem acontecido; “escutas ilegais” denunciadas por juízes, procuradores, e pelo próprio procurador-geral, sem ninguém responsabilizado.

Casos longínquos como o de Pieter Hendrik Groenewald, ex-espião sul-africano, que afirmou no tribunal de Cascais – onde foi julgado pela posse de material ilegal de escutas telefónicas – que fazia “escutas” para o SIS, à última da toupeira na Optimus, sugerem a prática, pelas secretas, de encomendar “trabalho” (que estão proibidos de executar) a “espiões privados”. Ninguém parece importar-se.

Mais problemático ainda, porque são práticas que manipulam as opções cívicas e políticas dos cidadãos, é o SIS fazer “guerras de informação” ou “contra-informação”, o que só pode traduzir-se em beneficiar interesses ou personalidades, ou partidos, bem determinados.

O Expresso de 7 deste mês (imagem acima) é claro, e não foi desmentido. Conta a história das 300 contas de Twitter do “perito ex-espião do SIS”, agora na Ongoing, que camuflado em várias identidades, divulgou no Twitter informações favoráveis à Ongoing, e lançou boatos sobre grupos adversários para os prejudicar. Isto é a prática diária no que se refere à política, sejam notas nas redes sociais, nos blogues ou nas caixas de comentários dos jornais online. Pelo artigo do Expresso parte dessa contra-informação e boataria, será obra do serviço público do Estado, de recolha de informação.

O Expresso chama Open Source Intelligent (OSINT), a acções que “basicamente se resumem a técnicas camufladas de disseminação de informação”. Camufladas, diz o artigo, “para que não se corra o risco de ser alvo de um processo-crime”. Ora o SIS diz que “no combate às ameaças” recolhe “dados e notícias: Processando informações recolhidas através de fontes abertas e documentos não classificados que se encontram ao alcance do público em geral, método designado por OSINT (Open Source Intelligent)” – (sublinhado meu). Não é a mesma definição.

O que delimita a actividade do SIS? Recolhe e trata informações ou difunde falsa informação que, como as fugas com motivação política na Justiça, manipulam as escolhas políticas dos cidadãos? Faz toda a diferença entre um serviço de informações da República e uma polícia política dum governo, dum partido, ou de dois partidos.

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