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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Erro do FMI no impacto da austeridade. Será?

Erros do FMI.Out.2012


 O FMI entendeu ser a hora de dizer que subestimou o impacto negativo da austeridade na economia europeia. Não é nada credível que uma instituição com a experiência do FMI só agora tenha dado pelos efeitos da austeridade.  

O papel do organismo é garantir que os credores são pagos, incluindo o próprio FMI. Se agora admite falhas é porque a exposição às dívidas soberanas pela Finança é de pouco risco. O pior para a banca terá passado, as dívidas foram deslocadas.  

O perigo da austeridade no discurso do FMI não é novo. Numa volta aqui pelo Blogue; encontro um post em Abril que dizia “FMI avisa que mais austeridade pode fazer implodir o país e o governo”, outro anterior, de Fevereiro em que o “troiko” Poul Thomsen dizia, “temos de abrandar um pouco no que diz respeito ao ajustamento orçamental”, e citava o próprio numa entrevista ao Expresso de Novembro de 2011 em que Thomsen afirmava “se virmos a economia afundar-se reconsideraremos as medidas de austeridade”.  

Há um ano que o FMI faz o discurso do polícia bom e a Comissão Europeia do polícia mau, “reconsiderar as medidas de austeridade” apesar de a economia estar a afundar-se, ninguém se lembrou. Nem Passos Coelho (o polícia péssimo) deixava.  

Os Socialistas Europeus querem desculpas da Comissão Europeia em nome do “enorme sofrimento dos cidadãos”, vítimas do erro da política recessiva, mas ninguém ainda reclamou que se emende o erro com outras medidas.  

Desculpas, pede-se por içar uma bandeira ao contrário; por virar a economia de um país (e a população) de pantanas não bastam pedidos de desculpas.  
 
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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Partido Socialista (Português) com regra de ouro.

Triste PS.Abr.2012 

Triste PS, o de António José Seguro, que acha inevitável aprovar um tratado como o Pacto Orçamental da União Europeia, que se durasse tempo suficiente, acabaria com a pouca soberania que ainda resta a Portugal.

Triste PS, o de António José Seguro que tenta acrescentar uma adenda na ratificação desse tratado orçamental, imposto por Merkel, com a mesma sagacidade da pequena querela do Orçamento de Estado (OE) para 2012.

Em ambos os casos partiu para negociações já vencido, pré-anunciando primeiro a viabilização e agora o voto a favor. No OE usou a fórmula estapafúrdia da “abstenção violenta”, que significará (?) bater o pé para aquecer os ditos, agora nem isso.

Pérez Rubalcaba líder actual do PSOE herdou a medida de Zapatero, Seguro não pode dizer que a herdou de Sócrates, como não pode dizer que herdou as medidas que viabilizou no Orçamento de Estado, pois vão muito além das assinadas com a troika.

Entretanto, Carlos Zorrinho, líder parlamentar do PS, está em Bruxelas, numa reunião do Partido Socialista Europeu, com a adenda a fazer de capa ao Tratado Orçamental da Merkel; tratado cuja aprovação diz ser importante.

Enfim, já não bastava a barraca cá, tinham de a exportar para o PS europeu; particularmente numa altura em que os socialistas (e não só) têm fundadas expectativas de que a provável vitória de François Hollande nas presidenciais francesas, permita reduzir a “regra de ouro” a nada, como Hollande prometeu.

De qualquer maneira a “regra de ouro” é uma inutilidade que nem sequer é consensual na Alemanha, como assinalei na 2ª feira.

E nós, dependemos mais dos resultados do Partido Socialista francês, que das consequências de ter um Partido Socialista Português (na oposição).
Triste PS, o de António José Seguro.

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