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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Passos Coelho não sabia do Pingo Doce mas sabe da China.

Quem deve sair. Jan 2012


Dos debates quinzenais com o governo e o parlamento raramente resulta algo de produtivo, um ou outro sound bite para os jornalistas justificarem a deslocação, ou a atenção ao televisor. Disse Passos Coelho que o Governo não foi informado sobre a decisão de Soares dos Santos. E se fosse? O que alterava?

No dia em que o Eurostat diz que a taxa de desemprego em Portugal atingiu o recorde de 13,5% (em Novembro, agora já é mais!), depois de o FMI rever em baixa a previsão de crescimento mundial, os índices de confiança dos nossos consumidores e empresas, serem os mais baixos, e etcs de outras desgraças; Passos Coelho manda a economia para a China (e Índia) e nada faz para impedir os capitais de deixarem o país.

Os anteriores primeiros-ministros mandaram expandir, para a Espanha uns, para os PALOPS outros, ou para a América Latina, ou ainda para todo o lado em simultâneo; apesar de tantas ordens o que se tem expandido no estrangeiro são os capitais que daqui fogem; 6 mil milhões só para a Holanda, a um ritmo de 5,4 milhões/ dia para offshores, dizem por aí. Soares dos Santos é só mais um, merece reparo por ser um pregador da ética empresarial patriótica, só isso.

Sem solução para combater o desemprego que sobe em flecha, e é o nosso principal problema, para segurar o capital privado ou reter profissionais e licenciados dos mais capazes, o que quer Passos Coelho expandir e atrair? Pobreza, impostos, austeridade, falta de formação; como se um país pobre, sem mercado interno ou financiamento bancário, investimento público ou gente qualificada e sem vantagens fiscais, fosse atractivo ao investimento.

Vão continuar a sair capitais, profissionais e formados; é o resultado da política de austeridade, de desinvestimento e empobrecimento da nossa sociedade; só acaba a sangria quando acabar esta forma de governar. O problema é quem devia sair…

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Jerónimo Martins; fuga de impostos para a Holanda.

Sabe bem pagar tão pouco - de impostos. Jan 2011

Quem não se lembra de Alexandre Soares dos Santos, o presidente da Jerónimo Martins, em todos os canais e vários programas das televisões, a dar aulas de patriotismo, de ética política, a pedir transparência e a “exigir dos políticos que prestem contas do que andam a fazer”.

Então o que anda a fazer a família detentora da fortuna merceeira do Pingo Doce? A Sociedade Francisco Manuel dos Santos vendeu a totalidade do capital que detinha na Jerónimo Martins à sua subsidiária na Holanda, mas mantendo os direitos de voto.

O patriota que fez o choradinho de que tinha “funcionários que roubam para comer”; em vez de pagar os impostos no país onde os consumidores lhe dão o lucro, leva a sociedade para um paraíso fiscal, ainda por cima num país que acusa os portugueses de não se governarem, de não conseguirem criar riqueza, de serem pouco produtivos.

A “publicidade enganosa”, as “práticas comerciais desleais” de que o Pingo Doce foi acusado, são amendoins comparados com isto.

Como se recordarão, Soares dos Santos falando do seu grupo afirmou: “Os truques é para o Sócrates, ele é que gosta de truques, o nosso sucesso assenta no trabalho”. O que lhe valeu o comentário agastado de Sócrates de que “não basta ser rico para ser bem-educado”.

Afinal havia truques, vários, sendo este último da fuga de impostos para a Holanda, o fim de cena, da peça e do teatro. Depois disto já não há palco para Alexandre Soares dos Santos. Quem o usou nas suas campanhas políticas deve-se envergonhar, mas a vergonha não paga impostos, nem a falta de vergonha. Como se vê!

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