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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma semana sem elas.

A luz no buraco - cega.Jan.2013

Um jornalista espanhol disse em tempos, a uns amigos meus, que as “chicas desnudas”, publicadas na sua revista, ajudavam a vender os artigos sérios; e mostrava, na época, uma entrevista com Daniel Cohn-Bendit. 

Não sou adepto da garota da página três, mas a função pin-up aparece habitualmente nos blogues; chamam-se António Borges (sem mais nada), Álvaro (dos pastéis), Passos Coelho (com qualquer mistela), Cavaco (com e sem BPN) etc. (e tal)! Se as chicas desnudas vendem, um blogue vestido com chicos destes, devia dar. Errado.

O balanço de 2012, do ClariNet, (ainda a tempo) com milhares de visualizações de páginas deste blogue sobre as eleições gregas (três posts) faz pensar sobre o papel dos blogues.

Nas dez publicações mais vistas em 2012, estão para além das três sobre a Grécia, de quem se sabia pouco; duas sobre a manifestação de 29 de Setembro e as restantes em temas como a emigração, os mercenários portugueses na Síria, que a comunicação social portuguesa nem tocou; o bacalhau que já vem do ano anterior e os cães de raças perigosas, um assunto actual. Da política diária, entrou os cortes nos subsídios.

Este ano ainda não apareceram por aqui as pin-ups, dei-me umas merecidas férias; voltam quando o que está a quebrar tiver mais fraturas expostas. O que se passa na América Latina, e na Itália (sabe-se tão pouco da Itália por cá) é mais importante para nós que esta fase politiqueira interna.

Por ordem, as dez publicações aqui mais lidas em 2012: 

06/05 – Eleições na Grécia – pré-resultados.SYRIZA surpreende.

07/05 – Eleições na Grécia. Resultados finais. Que saída?

12/09 – Manifestação 29 de setembro. Greve Geral CGTP e UGT?

29/09 – Manifestação 29 de setembro. Greve Geral. Governo Rua.

10/12 - Bacalhau, como escolher, como comprar e preparar.

12/03 – Drama da emigração. Não há empregos lá fora.

25/06 – Mercenários. Para-quedistas portugueses presos na Síria?

03/04 – Corte subsídios; férias, Natal, doença, maternidade.

05/05 – Eleições na Grécia. Quem são os partidos?

25/08 – Cães. Raças perigosas, donos ignorantes ou psicopatas.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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sábado, 25 de agosto de 2012

Cães. Raças perigosas, donos ignorantes ou psicopatas.

Amigos.Ago.2012

 Em poucos dias, por cá, dois cães mataram duas pessoas, um bebé e uma senhora, entre outros ataques, e volta a polémica sobre raças perigosas e comportamentos dos donos.

A controvérsia entre quem defende os animais independentemente da sua acção violenta e os que receando ser atacados querem-nos extintos, não serve para nada. 

A lei das raças perigosas ainda veio introduzir mais desordem, fazer uma lista de raças propensas para atacar pessoas, só deve ter levado ao aumento das vendas dessas raças. Não faltam por aí psicopatas, que na impossibilidade de comprarem uma arma compram um cão. Ser para se defenderem ou para atacar dá no mesmo, é uma arma. Basta olhar para os tiroteios quase diários nos Estados Unidos para se ver que a proliferação de armas não é grande coisa.

Um cão pode ser uma arma; é uma ideia que todos os que se dizem amigos dos animais devem ter presente. Para defender os animais é preciso tirar-lhes o feitio bélico, assim mais pessoas gostarão desses animais.

Os cães não são todos iguais, o homem treinou-os para trabalhos diferentes ao longo de gerações e isso condiciona o seu comportamento. Por isso se diz que nem todos os cães são para qualquer dono.

Cães corpulentos, com força de dentada e temperamento dominante precisam de maior controlo; todos aqueles que têm cães dóceis, das ditas raças perigosas, sabem que não é difícil treiná-los, mas nem todos sabem como. A solução é recorrer a quem sabe. A medida correcta perante um cão agressivo é a reeducação.

Um cão, socializado desde pequeno com os outros cães e as pessoas, que tenha o espaço livre que a sua raça exige, nunca será perigoso. Tive um “Serra da Estrela” (uma das raças ditas perigosas) que cresceu com o meu filho bebé; o “desgraçado” do cão fazia de cavalo, as suas orelhas de rédeas, e nunca ouve problema.

Os meus filhos foram, como eu, criados na companhia de cães de várias raças, o medo instalado na população aos cães (até já fogem do meu Lavrador) não é aconselhável, perante um animal que possa ser agressivo é mesmo o menos indicado. 

Há que tomar medidas, fazer cumprir a lei e denunciar a existência de animais violentos às autoridades, responsabilizar os donos e obrigar os veterinários que tratam cães feridos nas lutas a comunicar à polícia. 

Já agora que se fala tanto em serviço público da RTP e eu vejo tão pouco serviço público, o programa de Cesar Millan “O encantador de cães” pode fazer mais pela pacificação entre homens e animais que todas as conversas sobre segurança e leis repressivas. Devia estar em canal aberto pois é verdadeiro serviço público.


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