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quinta-feira, 7 de março de 2013

Rebeldes da Síria sequestram soldados da ONU.

M. Ed- Mar.2013

A oposição armada síria sequestrou 21 militares das forças de paz da ONU. Os militares, de nacionalidade filipina, integram o contingente da UNDOF, encarregue de vigiar o cumprimento do cessar-fogo entre Israel e a Síria, nos Montes Golan.

Tropas da UNDOF - site ONU. Mar 2013

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança exigem a libertação imediata e incondicional dos militares da força de observação, detidos pelos rebeldes.

Não deixa de ser curioso, que a oposição armada ao regime sírio, apoiados pelas monarquias do Golfo e pelo "ocidente" que (quase) controla a ONU, não respeitem as forças pacificadoras das Nações Unidas.

Como seria se alcançassem o poder político na Síria?




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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Síria.Rebeldes atacam bairros cristãos em Damasco.

Rebeldes atacam bairros cristos.Ago.2012

Os bairros “tradicionais” cristãos de Bab Touma e Bab Charqui, em Damasco foram atacados por rebeldes. Apesar de ser reportado pelas agências internacionais de notícias e pelo auto intitulado Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a imprensa portuguesa demora a dar a notícia.  

A RTP adiantou-se no seu noticiário, onde esperava ver o enviado especial Paulo Dentinho, mas ele desapareceu dos écrans. É um caso curioso; o jornalista Paulo Dentinho, responsável pelas reportagens mais caricatas da guerra da Líbia, para onde foi com a cartilha e personificou o medo de quem não estava preparado para repórter de guerra, foi enviado à Síria.

Apareceu uma vez num telejornal a dizer que as coisas na Síria são mais complexas do que se imagina (imagino eu, para quem só lê a imprensa portuguesa).

Dentinho tinha falado com cristãos que lhe expressaram o receio que tinham de um poder islamita, depois fez uma reportagem com eles, filmou clérigos e igrejas cristãs e desapareceu dos noticiários da RTP (que eu tenha visto). Estranho ou talvez não.

Os rebeldes terem entrado em bairros cristãos “frequentados por turistas e palco de manifestações pró-Assad” segundo a imprensa, é significativo e deita por terra a tese de um confronto “dos sírios” contra a minoria Alauíta. É mais complexo, como afirmava Paulo Dentinho quando estava de serviço.

Volto a lembrar que as vítimas do atentado terrorista de Damasco foram o vice-ministro da defesa, Asaf Shawat (alauíta), o ministro da defesa, Daud Rajiha (cristão) e o ministro assistente Hassan Turkomani (sunita). São portanto várias as religiões representadas no poder de Damasco.

Os jornais portugueses falam hoje do discurso do presidente Bachar al-Assad, mas até esta hora não há notícia do ataque dos rebeldes a bairros cristãos, apesar de a RTP o ter feito na hora de almoço. Não é anormal?

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