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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Oferta de emprego - do M.A.M.A.

Quem paga é o consumidor. Abr.2012
Só Cristas não percebeu - quem paga a taxa é o consumidor.
 

“Podem ganhar dinheiro e enriquecer”. Quem o diz não é um dos muitos anúncios de promessas ilusórias que abundam por aí, é a ministra Conceição Cristas.

O discurso da ministra, no encontro “Novos desafios do Sector Agro-alimentar, Uma Estratégia para o Crescimento da Economia”, está repleto de pérolas.

“Não falta emprego, falta é gente para trabalhar” afirma Cristas, para um país que vê aumentar o desemprego exponencialmente (mais 19,8% em Março comparando a Março de 2011) e que ouve do próprio governo a garantia de que o desemprego vai continuar a subir. Quer ela dizer que o desemprego é fruto do povo ser madraço, de não querer trabalhar? É patético, e ofensivo para as muitas famílias que já suportam a fome por não terem ganha-pão.

Onde oferece Conceição Cristas os empregos? Não é no Ministério da Agricultura, do Mar e Ambiente (MAMA) que lá as tetas já estão ocupadas, é na agricultura; porque há “fundos comunitários e terras para cultivar” coisas que temos há anos a par das queixas de quem trabalha a terra.

O que a ministra quer não será apenas o trabalho para gaibéus sazonais, mas convencer os portugueses a trabalhar o campo. Ora isso não se faz com promessas de enriquecimento, mudar de vida não é aceitar conversa de banha da cobra; todos vêem, ouvem e lêem, o que os agricultores dizem sobre as dificuldades da sua actividade.

Cristas repete a léria da sua reforma agrária mas o enxerto não pega, os rendimentos não viabilizam o sector, o governo nada faz para alterar as circunstâncias em que o sector primário se encontra.

Conceição Cristas não tem culpa, O Portas do Boné achou-a num debate sobre o aborto, viu-lhe lábia e fotogenia e fizeram-na ministra; só que fazer politica não é apenas relações públicas, falta-lhe substrato.

Falar hoje em “aumentar o consumo interno”, ou em agricultura biológica para quem já nem dinheiro tem para produtos de marca branca, é isso mesmo, falta de substrato.

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Vem aí a reforma agrária!

Se a conversa fizesse florir...Fev. 2012 

A ministra Conceição Cristas, da Agricultura, do Mar, do Ambiente, do Ordenamento do Território e da Fé, – este último divide-o com o primeiro-ministro entre outros ministros, secretários de Estado e o próprio Presidente da República – deu uma entrevista ao jornal Público. O que disse deu para o jornal escrever que o que a ministra quer fazer, “lembra uma reforma agrária”.

Lembra mais a necessidade de fazer relações públicas porque não se tem solução para nenhum dos problemas prementes dos agricultores, dos produtores pecuários e das populações.

Depois de se ter conseguido, do governo de Cavaco Silva para cá, que agricultores e pescadores abandonassem as terras e o mar, quer-se agora recuperar o sector primário, coisa que todos os portugueses apoiam. Só que isso não se faz com conversa.

Como quer o governo atrair alguém para agricultura quando o que todos vêm nas televisões, nos jornais e ao vivo são queixas, com razão, dos homens da terra? O que fez Conceição Cristas para resolver os problemas que agora existem? Nada.

Em relação à seca prolongada, tem fé que chova. Sabe que já se perderam culturas de Outono/Inverno, que não há pastos suficientes e que os descapitalizados agricultores têm de comprar fenos e rações para dar de comer aos animais.

Diz na entrevista que os seguros “não funcionam”, sabe das dificuldades económicas do sector; no entanto o Estado ainda não pagou o que deve de 2011 aos agricultores, ouvi hoje na televisão que era para ser em Janeiro e foi atirado para o Verão. As reivindicações da reposição da ajuda à electricidade agrícola ou o aumento do benefício fiscal ao “gasóleo verde” não têm resposta, assim como não se vê uma iniciativa para minorar os prejuízos irreversíveis da seca.

A política do governo, como já se está a tornar habitual, é contraditória com os objectivos que apregoa, como querem auto-suficiência de produtos agrícolas, com o acumular de prejuízos dos produtores e esmagamento dos preços à produção.

O financiamento directo à agricultura não seria mais barato e eficaz que à banca, porque é que os contribuintes têm de pagar comissões aos accionistas dos bancos? Ou produtos mais caros e subida da inflação, ou produtos importados e consequente efeito na balança externa.

De nada serve expor planos de marketing para encher páginas de jornais e o próprio ego, a realidade está bem presente, a agricultura está ao Deus-dará – é preciso ter muita fé para trabalhar o campo.

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