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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Movimento Forconi despoleta rebelião em Itália.

  Forconi acende rebelião em Itália.Dez 2013 Fronteira entre Itália e França desbloqueada.
 
Censura internacional

Itália está em pé de guerra. Para o ministro do interior Angelino Alfano (nº2 de Berlusconi antes da cisão no partido “Povo da Liberdade”) o tumulto social em curso por todo o país é “susceptível de causar uma rebelião, dirigida contra as instituições nacionais (de Itália) e da Europa”.

Os protestos do Movimento dei Forconi (forquilha) provocaram um contágio espontâneo que envolve agora todas as categorias sociais italianas, de norte a sul, das ilhas às fronteiras terrestres. Já não são só os agricultores, pescadores, transportadores e comerciantes que estiveram no início do movimento; estenderam-se a desempregados e precários, estudantes e trabalhadores de várias profissões. É uma revolta social autónoma de partidos e organizações políticas. 

Desde o princípio do movimento da forquilha que tentam ligar as suas reivindicações (acusação dos patrões da Cofindustria) a iniciativa da máfia - por ter origem na Sicília (como se não fossem da Sicília os mais corajosos opositores da máfia). 

Nas manifestações desta semana (que continuam) aparecem quer elementos da extrema-direita quer de extrema-esquerda, velhos comunistas (foto em baixo) anarquistas, etc. A maioria é “povo” sem partido. Como se dizia em Espanha, nem de esquerda nem de direita – de baixo.

Das esquerdas às direitas . Italianos protestam por todo o país..Dez 2013 
Esta revolta social assusta. Assusta de tal maneira que há um acordo tácito nos meios de informação internacionais para não lhe dar voz. Tenho em subtítulo que a fronteira (Ventimiglia) entre Itália e França já foi desbloqueada, poucos sabiam que esteve fechada por manifestantes.

Os jornais nacionais italianos autocensuraram ontem as notícias sobre os protestos (tenho o Corriere della Sera que não traz uma linha), hoje já voltaram a noticiar pois as televisões e os órgãos locais, não alinharam no boicote informativo. 

Em Portugal é uma vergonha! Nem um jornal nem um jornaleco - como se fechar uma fronteira ao trânsito entre dois países da União Europeia não seja notícia, para não falar na convulsão social.

Os blogues ainda estão a tentar perceber a coisa e quem tem um “partido irmão” em Itália ou a falta de um “partido irmão” em Itália não arrisca sequer olhar para a Itália de hoje. Faz mal.

O que lá se passa é importante, o que se passa na rua e o que se passa nos corredores do poder com a alteração radical da lei eleitoral. Servia de exemplo para cá. Acompanhem pelas televisões italianas, as melhores da europa desde que Rajoy interveio na TVE.

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Movimento da Forquilha. A revolta social em Itália.

Movimento da Forquilha - Camionistas bloqueiam estradas de Itália. Dez. 2013
  Quando rebelar-se é um dever.
 
E quando a extrema – direita aproveita os movimentos sociais.

O dia de ontem, 9 de Dezembro, fica marcado em Itália por protestos em toda a península. Bloquearam estradas, ocuparam estações ferroviárias, degenerando em confronto violento com a polícia em Turim. Agricultores, desempregados, camionistas, trabalhadores liberais e estudantes, responderam por toda a Itália à convocatória do movimento “Forconi” (forquilha).

A forquilha já é um símbolo da revolta social em Itália. O movimento nasceu em Janeiro de 2012 quando agricultores, pescadores e transportadores, se organizaram na Sicília, na sua primeira greve por tempo indeterminado contra o governo Monti. A greve alastrou à Calábria e a Roma, bloqueando o abastecimento de combustíveis e alimentos.

O movimento vive desde o início no receio de sofrer infiltrações da máfia e de organizações extremistas, e ontem veio a confirmar-se “penetras” de grupos da extrema-direita em várias cidades, nomeadamente na Piazza Castello de Turim, onde se registaram os maiores desacatos. Segundo os jornais italianos seriam organizações de extrema-direita como o MSE, a CasaPound, a Forza Nuova, alguns identificados com as cores das claques ultras de clubes como o Torino e da Juventus em Turim ou do AC Milan e do Inter, em Milão.

Para o porta-voz da coordenadora do protesto, Andrea Zunino, a violência foi provocada por “um punhado de jovens agressivos e violentos, pouco tendo a ver com o evento, que foi totalmente pacífico”. 

Numa altura em que em Itália se assiste a uma importante recomposição das forças políticas; com a viragem à direita do Partido Democrático elegendo Renzi, com o novo líder Matteo Salvani na Liga Norte, ainda mais racista e xenófobo que Umberto Bossi e com Berlusconi preparando o regresso em força da Forza Itália, o panorama das lutas sociais e da sua incorporação partidária será problemática; para todos, e mais para a esquerda.

As condições económicas da força do trabalho italiana contrariam a política europeia e o Euro, nesse sentido a oposição da direita eurocéptica terá vantagem no ainda maior caos político que se adivinha em Itália. 

Ler ainda:

http://oclarinet.blogspot.pt/2013/12/movimento-forconi-despoleta-rebeliao-em.html

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