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quinta-feira, 13 de março de 2014

Estado condenado a pagar a ex-espião.

oclarinet.blogspot.com- Espiões e PSD  ligação familiar. Mar.2014

Estado terá de pagar salários a Jorge Silva Carvalho desde Janeiro de 2012. A decisão é do Supremo Tribunal Administrativo.

Jorge Silva Carvalho, o ex-espião que depois de ter saído das secretas foi contratado pela Ongoing, foi “acusado” de ter espiado conversas do telemóvel do jornalista Nuno Simas e de enviar clippings diários de imprensa a Miguel Relvas. A principal matéria passível de incriminação foi a de passar informações classificadas à Ongoing.

Jorge Silva Carvalho, ex-director do SIED - Serviço de Informações Estratégicas de Defesa e ex – funcionário (técnico coordenador) do SIS, foi exonerado pelo secretário-geral dos serviços de Informação em Dezembro de 2010 e contratado em Março de 2013, como técnico superior para a Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros, por despacho de Passos Coelho e Vítor Gaspar. Com seis anos de serviço, tinha “adquirido o vínculo definitivo ao Estado”.

Já estão esquecidas as polémicas sobre a relação de certa maçonaria com políticos do partido do governo e homens de negócios; no caso, através da loja Mozart, da qual era membro o ex-espião assim como Nuno Vasconcelos (presidente da Ongoing) e Luís Montenegro (líder parlamentar do PSD).

Segundo o Jornal i, o ordenado (sujeito a retroactividade) do ex-espião, “deve rondar os 3.500 euros mensais limpos”.

Miguel Relvas também está reintegrado.

Mais sobre o tema:

As secretas e a manipulação de relatórios pelo PSD

SIS? Métodos das secretas em democracia



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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Secretas, OSINT, Movimento Sem Emprego.

Secretas há muitas. Jun2012
O jornal Público (online) publicou ontem ao fim do dia uma notícia, dando conhecimento de uma convocatória do Movimento Sem Emprego, para uma manifestação no próximo dia 30.

Vi a notícia hoje, tem 3 comentários:

1º - 19.45h – Luís Afonso, Carcavelos: “Trabalhar? Como não temos nada para fazer e o rock em rio já acabou, bora fazer uma manifestação e dar-nos emprego, porque em vez de procurar emprego, é mais giro fazer uma manifestação…que é muito útil…muito mesmo”.

2º - 20.50h – Zé, Lisboa: “e? e depois tirem fotos com telemóveis de 500euros e põem no facebook a partir da manifestação”.

3º - 21.31h – Rui, Fortios: “Como. Como o pleno emprego tem um custo e uma vez que seria artificialmente criado pelo estado, eu como contribuinte oponho-me frontalmente ao mesmo. E, sim, em Angola há muitas oportunidades”.

À primeira vista parecem 3 comentários de patetas, como se andasse por aí uma ideologia popular que defende o desemprego ou o emprego precário. Há quem não se importe com o desemprego (dos outros) e quem o ache necessário para os seus interesses, os primeiros não se dão ao trabalho de escrever comentários, os segundos não escrevem assim. Serão portanto militantes da causa do desemprego (necessário) ou uns funcionários cujo emprego é fazer deste tipo de comentários.

Em 23 de Janeiro publiquei aqui um post sobre o artigo do Expresso “Técnicas do SIS usadas a favor da Ongoing”, entre outras coisas dizia:

O Expresso de 7 deste mês é claro, e não foi desmentido. Conta a história das 300 contas de Twitter do “perito ex-espião do SIS”, agora na Ongoing, que camuflado em várias identidades, divulgou no Twitter informações favoráveis à Ongoing, e lançou boatos sobre grupos adversários para os prejudicar. Isto é a prática diária no que se refere à política, sejam notas nas redes sociais, nos blogues ou nas caixas de comentários dos jornais online*. Pelo artigo do Expresso parte dessa contra-informação e boataria, será obra do serviço público do Estado, de recolha de informação.

O Expresso chama Open Source Intelligent (OSINT), a acções que “basicamente se resumem a técnicas camufladas de disseminação de informação”. Camufladas, diz o artigo, “para que não se corra o risco de ser alvo de um processo-crime”. Ora o SIS diz que “no combate às ameaças” recolhe “dados e notícias: Processando informações recolhidas através de fontes abertas e documentos não classificados que se encontram ao alcance do público em geral, método designado por OSINT (Open Source Intelligent)” – (sublinhado meu). Não é a mesma definição.

Sabe-se hoje, ou suspeita-se fortemente, depois do caso Silva Carvalho/ Relatórios/SIED que outras “secretas” – estas ilegais – utilizam a metodologia OSINT para fazer contra-espionagem e agiprop (agitação e propaganda), um termo antigo para o moderno “marketing político”. O Movimento Sem Emprego é só mais um alvo.

Sobre a manifestação de dia 30, o ClariNet associa-se à sua divulgação, no blogue e no Facebook, diariamente até à sua realização.

Notas:
*sublinhado hoje.
-Deste post foi feito um ping para o artigo do jornal Público

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