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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Alemanha baixa idade de reforma e aumenta salários.

Acordo SPD - CDU.Nov.2013

Para convencer o SPD a aliar-se a um governo de direita, a CDU aceitou como condições adoptar o salário mínimo, reduzir a idade da reforma para alguns casos, e aceitar a dupla nacionalidade.

O salário mínimo irá ser de 8,5 euros/hora a partir de 2015 e a pensão correspondente ao nosso Rendimento Social de Inserção, será de 850 euros; cá ficamos pelos 178 euros (e quinze cêntimos) e são agora menos os abrangidos. Está ainda previsto o aumento das pensões para mães de filhos nascidos antes de 1992 e o aumento dos salários mais baixos.

A idade da reforma baixa, para quem tiver 45 anos de descontos, dos 67 anos actuais, para 63 anos. Por cá sobe…

O que as notícias não dizem são as repercussões nos ordenados dos emigrantes. A falta de mão-de-obra qualificada na Alemanha, e a crise de emprego em países de fora e de dentro da União Europeia, tem levado à “requisição” de trabalhadores estrangeiros, cujos salários têm sido reduzidos. 

O ano passado, o governo alemão impôs às empresas empregadoras de trabalhadores qualificados de fora da Europa, um corte para cerca de metade nos salários. Já havia, portanto, um salário mínimo (anual e a ser reduzido) para emigrantes qualificados. Esse serve para baixar salários, o agora acordado vai servir para subir o poder de compra de 5,6 milhões de alemães. 

Coisas do Euro…

Post Scriptum.  - Nem de propósito, o que aqui se escreveu ontem e as notícias de hoje:

No próximo ano, a idade da reforma sobe para os 66 anos e, apesar de o relatório do Orçamento do Estado (OE) indiciar o contrário, este requisito deverá manter-se em 2015. Só a partir de 2016 a idade de acesso à pensão aumenta progressivamente, até chegar aos 67 anos em 2029. As estimativas são do Governo (...)

Consta que isto está num documento deste governo  que vai ser discutido "com os parceiros sociais na próxima segunda -feira". Em Portugal a idade de reforma sobe na Alemanha desce. Este governo não vai decidir hoje o futuro das próximas décadas, vamos voltar a discutir este assunto com outra ponderação e outros personagens.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Dificuldade do Estado em pagar salários? Em escudos?

Não há euros imprime-se escudos.Nov.2013

A mesma campanha que serviu para chamar a troika, está em campo para continuar com a troika, em versão “cautelar”.

Serviços públicos com dificuldade em pagar salários e subsídios; lê-se. A intenção do governo ao não provisionar verbas aos serviços públicos para pagamento ao seu pessoal, é incutir medo nos funcionários públicos e restante população, o mesmo medo que fez a opinião pública admitir a intromissão da troika na governação do nosso país. 

“Sem a troika não há dinheiro para salários”, diziam. Com ela e 15 mil milhões de cortes depois, continua a não haver dinheiro. Depois de descapitalizarem empresas e famílias, destruindo a economia e empobrecendo a população; depois de obrigarem a juventude a emigrar e a abandonar a escola, os velhos a definhar, e a maioria à infelicidade de não ver futuro, não há dinheiro para pagar salários nos serviços públicos?

Pior. Sugere-se atrasar os pagamentos aos fornecedores do Estado para com essas “poupanças” pagar vencimentos e subsídios, ou seja, fechar mais algumas empresas. Asneiras atrás de asneiras.

Mas há campanhas que são contraproducentes, o medo pode fazer perder a paciência, a falta de euros que a tutela estrangeira garantiria, promove a discussão sobre as vantagens e benefícios do Euro e de Portugal continuar nesta Zona Euro. 

Dois terços dos portugueses estão contra o euro, muitos já sentem mais desvalorização do que se tivéssemos regressado ao escudo. Centenas de milhares de portugueses preferiam ter escudos e trabalho, do que estar no desemprego a viver sem euros (sem dinheiro algum) ou de esmolas.

O que acontecia se Portugal saísse da Zona Euro? Haveria dinheiro para salários nos serviços públicos? Clicar aqui. 

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