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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Manifestantes e polícias confrontam-se no Bahrain.

Confrontos no Bahrain - outra primavera. Ago.2012

 Manifestantes opositores ao regime e as forças policiais enfrentaram-se ontem no reino insular do Bahrain. Comemorava-se o Dia Mundial de Jerusalém (Al Quds) e como em outras nações muçulmanas, protestou-se contra a ocupação por Israel de Jerusalém Oriental.

A solidariedade com o povo palestino foi reprimida pela polícia e a manifestação transformou-se em protestos contra o governo dos al-Khalifa (rei Hamad bin Isa al-Khalifa, primeiro-ministro Khalifa bin Salman al-Khalifa).

As manifestações foram organizadas pela coligação “14 de Fevereiro”; junta os partidos que estiveram na origem das mobilizações de 2011, que reivindicavam reformas democráticas e foram brutalmente reprimidas.

Os protestos no Bharain são constantes e terão provocado cerca de 90 mortos no último ano.

Não são notícia no ocidente porque a maioria reprimida é xiita e a ditadura é da minoria sunita, tal como nos vizinhos Qatar e Arábia Saudita.

Os americanos terem decidido apoiar as ditaduras sunitas, são opções, que os jornais portugueses tenham posição já é mais estranho.

Uma coisa sabe-se, quando as maiorias são xiitas nenhuma revolta popular tem o nome de “Primavera”.

O príncipe herdeiro também é al-Khalifa…

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Síria.Rebeldes atacam bairros cristãos em Damasco.

Rebeldes atacam bairros cristos.Ago.2012

Os bairros “tradicionais” cristãos de Bab Touma e Bab Charqui, em Damasco foram atacados por rebeldes. Apesar de ser reportado pelas agências internacionais de notícias e pelo auto intitulado Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a imprensa portuguesa demora a dar a notícia.  

A RTP adiantou-se no seu noticiário, onde esperava ver o enviado especial Paulo Dentinho, mas ele desapareceu dos écrans. É um caso curioso; o jornalista Paulo Dentinho, responsável pelas reportagens mais caricatas da guerra da Líbia, para onde foi com a cartilha e personificou o medo de quem não estava preparado para repórter de guerra, foi enviado à Síria.

Apareceu uma vez num telejornal a dizer que as coisas na Síria são mais complexas do que se imagina (imagino eu, para quem só lê a imprensa portuguesa).

Dentinho tinha falado com cristãos que lhe expressaram o receio que tinham de um poder islamita, depois fez uma reportagem com eles, filmou clérigos e igrejas cristãs e desapareceu dos noticiários da RTP (que eu tenha visto). Estranho ou talvez não.

Os rebeldes terem entrado em bairros cristãos “frequentados por turistas e palco de manifestações pró-Assad” segundo a imprensa, é significativo e deita por terra a tese de um confronto “dos sírios” contra a minoria Alauíta. É mais complexo, como afirmava Paulo Dentinho quando estava de serviço.

Volto a lembrar que as vítimas do atentado terrorista de Damasco foram o vice-ministro da defesa, Asaf Shawat (alauíta), o ministro da defesa, Daud Rajiha (cristão) e o ministro assistente Hassan Turkomani (sunita). São portanto várias as religiões representadas no poder de Damasco.

Os jornais portugueses falam hoje do discurso do presidente Bachar al-Assad, mas até esta hora não há notícia do ataque dos rebeldes a bairros cristãos, apesar de a RTP o ter feito na hora de almoço. Não é anormal?

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