Mostrar mensagens com a etiqueta Terrorismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Terrorismo. Mostrar todas as mensagens

domingo, 11 de agosto de 2013

Arriba estátua do Cónego Melo? Mais alto?

Arriba estátua - ainda mais alto. Ago.2013

Conseguiram erguer uma estátua à figura sinistra do Cónego Melo, em Braga.
Ainda lá está.


Não há dúvida do envolvimento do Cónego Melo com a extrema-direita e os operacionais do ELP/MDLP, responsáveis por lançar o terror, principalmente a norte, com assaltos a sedes de partidos de esquerda e o atentado bombista que vitimou o Padre Max - candidato a deputado da UDP pelo círculo de Vila Real - e a sua aluna Maria de Lurdes. 

A homenagem ao terrorista Eduardo Melo Barroso, o Cónego Melo, é motivo de discussão e faz lembrar outra querela; a da estátua de Salazar em Santa Comba Dão, inaugurada pelo corta-fitas Américo Tomás, em 1965.

  oclarinet.blogspot.com Estátua de Salazar antes do fim da discussão.Ago.2013

O Salazar em bronze esteve sentado numa cadeira rija até depois do 25 de Abril de 1974. Depois, alguém foi cortando a cabeça da estátua, em vários turnos, até à decapitação. Saudosistas quiseram voltar a pôr uma cabeça na estátua enquanto outros se insurgiam contra a reposição; ainda fizeram uma cabeça para enxertar no tronco mas enganaram-se nas medidas e aumentou a celeuma.

Até que, na madrugada do dia 12 de Fevereiro de 1978, Santa Comba acordou com um estrondo e a estátua distribui-se em pedaços pela vila. Os jornais da época escreviam, “acabou-se a discussão”. E foi.

Não se sabe como vai acabar a discussão em Braga, mas se ouvirem dizer “Arriba estátua do Cónego Melo, mais alto que a de Salazar”, o melhor é sair das redondezas.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial







sexta-feira, 23 de março de 2012

Al-Qaeda na campanha presidencial de Sarkozy.

França.Març2012

Mohamed Merah, o jihadista islâmico abatido pelas autoridades francesas, deu oportunidade, com os seus actos fanáticos, para que Nicolás Sarkozy tire partido da crise de violência em tempo de campanha eleitoral. A primeira consequência política é a subida nas sondagens de Sarkozy que voltou ao discurso do “presidente protector” dos franceses.

Os radicais islâmicos, usados por países ocidentais nas alterações políticas iniciadas pela “Primavera Árabe”, apoiados entre outros pela França no Norte de África e no Médio Oriente, particularmente na Líbia e na Síria, mas também no Egipto, têm no seu seio elementos que nunca esconderam o desejo de atacar a Europa. São diversas “famílias” em grupos dispersos saídos dos grandes movimentos fundamentalistas que agora disputam eleições nos países árabes, unifica-as a aceitação dos princípios da Al-Qaeda.

As aventuras no Afeganistão e na Líbia, como antes no Iraque, no fundo as alterações geoestratégicas promovidas pelo ocidente nos países do petróleo, ou que são ameaças a Israel, criaram condições para o aumento do jihadismo; do recrutamento, do treino e financiamento.

A adesão à rede difusa e descentralizada da Al-Qaeda de jovens europeus é conhecida das autoridades. A Reuters cita fontes dos serviços secretos franceses de que se sabe de cerca de 30 cidadãos franceses treinados pelos talibãs. Merah era um deles, detido em 2007 em Kandahar por fabrico de engenhos explosivos; fugiu com centenas de talibãs da prisão no Afeganistão, voltou ao Paquistão em 2010 e 2011. Mohamed Merah fazia parte da No-Fly List do FBI.

Não se sabe, por enquanto, se houve razões políticas para não apanharem vivo o atirador de Toulouse, (salta desarmado da varanda e com um polícia junto a ele - vídeo Youtube) mas sabe-se que a tese do “lobo solitário” não se enquadra no tipo de organização por células dos aderentes à Al-Qaeda.

A operação policial rende eleitoralmente, o inimigo que “está entre nós” e aparenta ser um vulgar cidadão (o que é falso) rende quando se defende o extremismo anti-emigrante. Sarkozy que nem tinha feito “uma chamada do Eliseu” para as famílias dos pára-quedistas assassinados, (sabe-se agora, por Merah) viu nos últimos acontecimentos uma oportunidade de surgir como pacificador da pátria, afirmando as ideias securitárias da direita xenófoba.

Assim, depois de Sarkozy perder o Senado para a esquerda, de ver François Hollande como o mais provável vencedor das presidenciais, uma acção da Al-Qaeda ameaça influenciar decisivamente o futuro da França e da Europa. Eis um terreno fértil para as teorias da conspiração.

(Para ver últimos posts clicar em – página inicial)

domingo, 24 de julho de 2011

Extrema-direita na Noruega - de islamófoba a terrorista.

AndersBehringBreivikJul2011


A situação que se vive no mundo e particularmente na Noruega após os atentados executados por Anders Behring Breivik é de incredibilidade.
Um terrorista, alto, louro e de olhos azuis, “norueguês de gema”, não era até aqui a figura padrão do terror.

Há muito que existem sinais preocupantes, nomeadamente nos países mais apreciados pela sua “democracia de sucesso”, como os da Europa do Norte.
Há uma nova extrema-direita que vem ganhando adeptos e votos aproximando-se ou chegando às instituições do poder em países ou regiões, com peso para influenciar a vida política europeia.

A nova extrema – direita é de natureza frentista a nível nacional, englobando alguns neo-nazis; dei aqui o exemplo da associação Sisu nos “Verdadeiros Finlandeses” sendo mais correcto designá-los genericamente de pró-fascistas, defensores de um nacionalismo étnico-religioso com variantes entre os de leste e do ocidente e a natureza das contradições históricas de cada país. Uns serão mais anti-semitas outros anti-islão, ou contra as minorias étnicas (que pode chegar a extremos como a “caça ao cigano” na Hungria). Têm sido chamados populistas, ultranacionalistas, fundamentalistas cristãos, racistas, anti-emigrantes, xenófobos e outras classificações mais ou menos rigorosas.

Quando encontram objectivos comuns, como o anti-islamismo, têm-se reunido numa espécie de Internacional da extrema-direita. Foi assim em Outubro do ano passado, em Viena, onde participaram partidos da Áustria, Eslováquia, Itália, Suécia, Dinamarca, e os nacionalistas flamengos. O propósito era um referendo europeu sobre a entrada da Turquia na União Europeia, um intuito que lhes trará mais visibilidade e alianças com a direita tradicional.

Tem sido no caldo de cultura existente na Europa, (contra o islão e também anti-emigração), que tem prosperado esta nova extrema-direita, com a complacência das outras direitas, que em alguns países precisam do apoio parlamentar dos extremistas para conseguir maiorias.

A extrema-direita tem conseguido capitalizar o descontentamento popular e o medo de se perder o Estado Social nas democracias do norte, e vai estar representada em maior número nas instâncias europeias.

O êxito político de organizações que se apresentam socialmente à esquerda, que passaram de eurocépticas para eurofóbicas, e de pendor ultranacionalista é um facto.

O que este acto terrorista intimidatório irá provocar na percepção política dos povos europeus não se sabe; será mais medo ou resistência ao avanço da extrema – direita?