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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sondagem. Maioria de esquerda e grande descida do PSD.

Sondagem.Partido Socialista vale tanto como PSD e CDS juntos.Set.2012

PS com mais sete pontos que o PSD, esquerda (PS, CDU, BE) com mais 24 pontos que a soma do PSD e CDS; é a conclusão da primeira sondagem (Universidade Católica) após a grande manifestação de 15 de Setembro.

PS - 31%; PSD – 24%; CDU – 13%; BE – 11%; CDS – 7%; Outros – 3%;
 Brancos e Nulos – 11%.

O Partido Socialista já estava ligeiramente à frente do PSD na sondagem (Eurosondagem) realizada de 10 a 13 deste mês, após os anúncios, na semana anterior, sobre a Redução dos Escalões do IRS”, e de “Menos um Salário no Privado”. 

O tombo significativo do PSD, de 12 pontos no barómetro da “Católica” ou de 9 pontos em relação à “Eurosondagem”, após a manifestação de 15 de Setembro, significa uma perda de confiança de difícil reversibilidade, com os maiores números de sempre nos votos brancos e nulos. Desta vez é a base social de apoio do PSD que está desiludida com quem elegeu. 

Os partidos claramente anti-troika sobem no conjunto aproximadamente 33,5%, o que quer dizer que a contestação não é apenas sobre a TSU, enquanto o Partido Socialista lidera não subindo e há maioria de esquerda por causa da grande descida do PSD. O CDS não acompanha o desastre PSD. Resultou o distanciamento de Portas em relação à política de austeridade; em rigor não é verdade, mas funcionou.

O plano de António José Seguro é chegar a primeiro-ministro como chegou a líder do PS, esperando que o desgaste governativo elimine o adversário. Tal atitude, quando se está a implementar a destruição do país, é cobardia e colaboracionismo com um programa ideológico contrário aos fundamentos do período democrático pós 25 de Abril.

O governo de Passos Coelho como existia no início do mês foi ao ar. Não são operações de cosmética, mostrando-se agora bom aluno em relação às críticas internas, da sociedade e do próprio PSD, que alteram a matriz extremista que tem evidenciado. 

Já antes anunciaram predisposição para o diálogo, com recaídas constantes na arrogância de cariz totalitário. Nenhum indicador diz que o plano da troika terá sucesso ou que este governo será, algum dia, capaz de inverter a situação de penúria generalizada para onde caminhamos.

A sondagem só confirma; este governo, como o conhecemos, tem os dias contados, e quanto menos tempo exercer o poder menos difícil será a recuperação do país.

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domingo, 22 de abril de 2012

Misericórdias com gestão duvidosa e falta de dinheiro.

A gestão das Misericórdias é de pôr os cabelos em pé.Abr.2012
A gestão das Misericórdias é de pôr os cabelos em pé


Será verdade que as Misericórdias, que dizem ter falta de dinheiro, vão “comprar um BMW topo de gama que custa mais de 70 mil euros para o Dr. Carlos Andrade” do secretariado nacional da União das Misericórdias Portuguesas” (UMP)?

Vamos por partes. Realizou-se ontem uma assembleia-geral da UMP, em Fátima, após a qual o seu presidente Manuel Lemos, acusou o governo de “não pagar dívidas às Misericórdias”, entre “35 a 40 milhões” segundo disse, (este arredondamento de 5 milhões de euros para cima ou para baixo é significativo sobre o conhecimento das contas das Misericórdias pelos próprios responsáveis).

O ministro da Saúde, no Parlamento, já tinha dito; “Não há verba para pagar às Misericórdias e não podemos contratar novos serviços”. É o dossier dos “cuidados continuados”, um horizonte para a Igreja que esbarra nas medidas de austeridade, um negócio contraditório, oportunidade versos dificuldade.

A troika caiu do céu para a Igreja. Em Junho do ano passado D. José Policarpo lembrava que “um dos canais que também o Estado tem com pouca despesa de estrutura, de ajudar, é servir-se das instituições da Igreja”, mas as previsões de chuva de Maná transformaram-se em chuviscos e agora a seca ameaça.

Um estudo da Universidade Católica dizia, ainda no tempo do governo anterior, que 60% das receitas das IPSS ligadas à Igreja vêm do Estado. Hoje será mais devido à proximidade do governo e do ministro da Caridade, com a holding católica.

O Estado não controla o destino do dinheiro entregue às instituições da Igreja, são gente de bem, e as populações nem acreditam nos muitos desvios anunciados pelo país, para elas também são todos gente de bem. O que se vai sabendo vem de dentro e é preocupante – ver site u-misericordias (artigos e comentários) – aí está o BMW, uma quinta doada avaliada em 60 milhões de euros, vendida pela UMP não se sabe a quem, saldo de contas (passivo de 9,8 milhões de euros) sem apresentar balanço e o mais que lá se pode ler.

Como o Tribunal de Contas não verifica a actividade deste Grande Instituto que é a Igreja Católica, solicita-se aos seus responsáveis mais transparência e vida menos faustosa – este país está em “risco de colapso social” como dizem os senhores bispos, procedam como pregam ou pelo menos não tenham uma conduta contrária à doutrina que propagam.

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