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domingo, 1 de setembro de 2013

Não é a lei, são os juízes que fazem os fora-da-lei.

Conversa para tolinhos. Set.2013

Passos Coelho resolveu estender a silly season além Agosto, as culpas de um segundo resgate são penosas (custará a demissão?) e nada melhor que juntar o bode expiatório e a vingança pelos chumbos dos diplomas fora-da-lei, na mesma cerimónia.

Passos Coelho lança forte ataque ao Tribunal Constitucional (TC) já não para o pressionar mas para se justificar pelas suas incapacidades de governar.

Ao invés do que sempre afirmou sobre a necessidade de rever a Constituição, o primeiro-ministro diz agora que a lei Fundamental permite as reformas necessárias para cumprir com a troika, a interpretação que o TC faz da Constituição é que não. Que conversa para tolinhos.

Há na verdade uma “impossibilidade de lidar com a realidade”, total, e é de Passos Coelho. 

O que virá em seguida é mais do mesmo; “soluções de preço mais elevado” por culpa dos juízes do TC (lá colocados por todos os partidos do Parlamento) que não interpretam a lei como daria jeito aos fora-da-lei.

É o governo que temos, com a cumplicidade do presidente da República que temos, é a realidade. 

Não sentem, como eu, uma impossibilidade de lidar com esta realidade?!

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

António Borges. Aula na universidade de Verão PSD.

O barro precisa ser preparado antes de o mandar a parede.Ago2012
 
O oficialmente consultor do governo, António Borges, foi dizer no encontro formativo dos jovens PSD que está tudo bem; o ajustamento financeiro “está a correr melhor do que se pensava”, o relançamento económico, embora “não garantido” tem “boas probabilidades” de começar em 2013, que “Portugal conseguiu diminuir o consumo público e o privado” o que está a ser bom, que “o investimento também baixou, e bem”, “tudo bem feito e mais depressa do que o esperado”.

Extraordinário. É um sucesso geral. Há o problema da falta de crédito mas o Governo está a resolvê-lo “bem”, disse ele.

Bem! Se António Borges fosse uma sonda enviada a Marte nunca saberíamos nada do planeta vermelho, está cá como se estivesse no lado escuro da Lua.

Os alunos aprenderam “a dizer dos outros o que os outros pensam de nós”, argumentar com “interesses instalados” que afinal são o objectivo do curso (como ir ao pote); e a “denunciar” a “promiscuidade entre poder político e económico” que é o ADN do PSD - e não só.

António Borges usou a sua passagem pelo FMI, de onde foi corrido por incompetência (ver aqui), para procurar ter alguma credibilidade, mas é difícil.

Depois de ter elogiado o “Sub-prime” como “uma das melhores inovações dos últimos tempos”, de ter dito que baixar salários é uma emergência quando ele ganhou 225 mil euros sem impostos, já nem serve para mandar barro à parede, como se está a ver no caso RTP.

Devia recomeçar como aprendiz de olaria, amassar barro - amassar o barro e deixar de nos maçar.

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