O pedacinho que hoje vi, da audição parlamentar ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, dá para dizer: Volta Constâncio, estás perdoado.
Perante as perguntas de deputados da oposição, sobre a reacção atrasada do Banco de Portugal às manigâncias no grupo BES, ouviu-se o mesmo troco do tempo da supervisão Constâncio; “ninguém está a coberto de uma fraude”, as respostas da supervisão dependem “da qualidade da informação fornecida”, informou Carlos Costa.
Até se acredita nas dificuldades dos reguladores (da supervisão) em descobrirem contas marteladas, fraudes são trapaças que só o são quando descobertas. O que é difícil de engolir é a campanha de elogios a Carlos Costa que a “máquina da propaganda” tem difundido.
Como se fosse mais fácil no tempo de Constâncio fisgar o esquema ardiloso do BPN mais o banco Insular e noventa e tal offshores, que agora chegar ao tribofe, Grupo BES, BES Angola, Família Espírito Santo.
Na verdade, supervisão, só a do super-homem e quando não está perto de kriptonite.
Há criminalidade em rede no sistema financeiro; as ocultações e as conivências na pirâmide de gente-bem e insuspeita, já são demasiadas para não se duvidar de tudo e de todos.
A ética não mora onde as dependências e cumplicidades entre o poder político e o dinheiro (muito dinheiro) é Deus.
Soube agora (disse-o Carlos Costa) que mesmo os testes de stress à banca estão dependentes da tal “qualidade de informação fornecida”. Testes de esforço que foram por cá garantidos inclusivamente pela Troika.
É de ficar stressado.
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