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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Acabaram os cuidados do fim do ano.

oclarinet.blogspot.com Jan.2013


Dezembro de 2012 foi um mês de desassossego, aqui e lá fora. Termina à maneira de Hollywood, com o desarme da bomba do “abismo orçamental” americano - no último momento. Aliás, para lá do último momento, o que só é possível nos argumentos cinéfilos e por efeitos especiais, coisa em que o senado americano “vai muito à frente”.

O facto de boa parte da Europa estar já no abismo fiscal, e nós particularmente, em queda desamparada dentro do abismo, não deixa que a nossa querida imprensa se congratule ruidosamente com a boa nova para a classe média americana. Não haverá recessão nos Estados Unidos, o que seria insuportável - por cá a malta aguenta…

O que seria da classe média portuguesa se a sua congénere dos Estados Unidos tivesse de pagar mais impostos? Ao certo ninguém sabe, mas diz o argumento que seria uma tragédia global só equiparada ao futuro choque do asteroide Apophis com a Terra.


No dia 1 de cada mês, os posts mais lidos no mês anterior no “ClariNet”:

No observatório que representa este blogue, os dados dizem, que em Dezembro 2012 havia por aqui duas vezes mais gente preocupada com o bacalhau, que com outra coisa. Não é um fenómeno de Portugal, é de portugueses espalhados pelo mundo e de muitos brasileiros. Dura todo o ano desde que o post foi publicado em 2011, em Dezembro de 2012 excedeu tudo. As primeiras dez publicações:

10/ 12 (2011) – Bacalhau, como escolher, como comprar e preparar.

27/12 – Padre italiano culpa as mulheres da violência sexual.

11/12 – Coligação vai treinar rebeldes sírios.

10/12 – Alemanha. Peer Steinbruck quer governar com Os Verdes.

12/12 – Álvaro o mentor? A reindustrialização da Europa.

16/12 – Passos: Tirar dinheiro das pensões é constitucional. 

15/12 – Manif. 15 Dez. Milhares pedem veto do Orçamento 2013.

26/12 – Um bom discurso de Passos Coelho - e da oposição.

14/12 – CDS sem voz no governo, diz Portas - malandrice (!).

6/12 – Ângela Merkel e Netanyahu concordaram em discordar.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Padre italiano culpa as mulheres da violência sexual.

Padre Piero Corsi acusa mulheres por violncia sexual.Dez 2012

O pároco de Lerice, cidade do noroeste de Itália, lançou uma polémica ao fixar na porta da sua igreja, pelo Natal, um manifesto em que pedia às mulheres para refletirem sobre a forma como se vestem.

A nota “Mulheres e Violência de Género” dizia sobre a violência sexual que “uma imprensa fanática e desviante deita todas as culpas ao homem”. Pedia uma “saudável autocritica às mulheres” que “com a sua roupa reduzida e que se afastam da vida virtuosa e da família, provocam os piores instintos.”

A tese do pároco é velha, só anoto o tema porque no Público online, os primeiros comentários foram uns lamentáveis apoios ao padre. 

Também por cá se ouve que o problema da violência sexual é as mulheres provocarem os homens. As mulheres que “se acham auto-suficientes” como diz o padre Piero, que “tantas vezes vemos - jovens e mulheres maduras andarem pelas ruas, trajando vestidos provocantes e justos”. 

Não é só de padres esta ideia idiota de que a violação é uma tentação, seja das mulheres, seja na pedofilia; a inversão da culpa absorve o pecado e desculpa o crime. Chega até, e é isso que se pretende, a que mulheres violadas sintam culpa pelo acto de que foram vítimas.

 Notas: -Em Itália, segundo a imprensa italiana, foram assassinadas 118 mulheres este ano, vítimas de violência de género. 
 -Don Piero Corsi já era notável pelos manifestos que habitualmente afixa na sua igreja, contra o islão e contra os emigrantes.
 -Apesar da maioria da imprensa dizer que o pároco abandonou o sacerdócio devido a este escândalo, não mostrou remorsos em entrevista à rádio. O jornal La Reppublica diz que Don Piero negou ter pedido a demissão e que a carta de renúncia não é dele.

O que é perverso nesta história tem confirmação, os violadores e criminosos de género têm apoio onde se esperaria que a moral apregoada os condenasse.

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