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sábado, 3 de maio de 2014

Massacre em Odessa.

Massacre fascista em Odessa. Mai.2014

Apoiantes do “governo de Kiev” encurralaram na Casa dos Sindicatos em Odessa, dezenas de “activistas pró-russos” e em seguida atearam fogo ao edifício. Terão morrido queimadas vivos ou intoxicadas 36 pessoas, mais 8 morreram ao lançarem-se das janelas, para fugir à morte pelo fogo.

O período acima é o que a imprensa internacional minimamente independente (jornalistas!) relata.

O jornal Público faz agora título “Serviços de informação da Ucrânia denunciam ataque orquestrado pela Rússia sobre Odessa”. Sabendo-se que as autoridades policiais de Odessa identificaram todos os mortos como sendo ucranianos, e conhecendo-se o desenvolvimento dos confrontos, não se entende este jornalismo.

Gabriel García Márquez, que vi recordado em entrevista na TVE há uns dias, dizia que tinha saudades do “jornalismo clássico”, aquele que dizia o que se passava e nada mais, que noticiava.

Também eu tenho saudades - de o ver por cá.

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domingo, 24 de março de 2013

Em memória do massacre nazi de Sant´Anna di Stazzema.

Napolitano e Joachim Gauck no monumento- ossário de Sant Anna di Stazzema.Mar.2013

Em 12 de Agosto de 1944, três centenas de soldados nazis alemães cercaram a vila italiana de Sant´Anna di Stazzema, na Toscânia, e assassinaram 560 pessoas incluindo mulheres, crianças e idosos, naturais e refugiados na aldeia.

Os alemães, em retirada pelo norte de Itália perante o avanço dos Aliados e o aproximar da derrota militar, cometeram crimes de guerra sobre as populações. Represálias pelo apoio à resistência partigiana que combatia a ocupação alemã, ou simples terror; os relatos são de atrocidades de grande crueldade.

O massacre foi comprovadamente documentado em 1994, quando foram encontrados acidentalmente centenas de relatórios num armário metálico (chamado pela imprensa “armário da vergonha”) na cave do tribunal militar de Roma. Em 2004, um tribunal militar italiano iniciou o julgamento de 10 ex-soldados nazis envolvidos e ainda vivos, condenando-os em 2005 a prisão perpétua. Vivem na Alemanha.

Hoje, os chefes de Estado de Itália e da Alemanha, Giorgio Napolitano e Joachim Gauck, prestaram homenagem à memória das vítimas do Nazi-fascismo, visitando o lugar simbólico de Sant´Anna di Stazzema. 

Uma carta do sobrevivente Enrico Pieri, dirigente da associação dos mártires de Sant´Anna di Stazzema, entregue pelo presidente italiano ao seu homólogo alemão o mês passado, despoletou o evento histórico de hoje; “como a visita de Willy Brandt ao gueto de Varsóvia”, segundo Napolitano, “onde ele se curvou pedindo perdão”.

Giorgio Napolitano disse ser “provavelmente o último acto público no fim de sete anos” de presidência, e “estar feliz” pelo seu significado. Subir o monte até ao monumento para tocar “o absurdo e a crueldade sem desculpa, que atingiu a pequena aldeia” para “não se esquecer a vergonha e a catástrofe para onde o fascismo arrastou a Itália”.

O presidente alemão destacou o público no derrube dos muros de silêncio sobre os massacres. Joachim Gauck disse “inclinar-se perante” Enrico Pieri, o sobrevivente, que “fala do futuro da Europa e não do passado”. Ambos os presidentes realçaram a conciliação entre os povos.

Enrico Pieri dirigiu-se aos dois presidentes e disse: “ A Europa em 45 foi destruída, nós reconstruímo-la, agora cabe a vós torná-la maior”. (piú grande)

Memorável num dia que pode ser trágico para a Europa. Nada aponta para o discurso da montanha toscana; do anti-nazi-fascismo, da conciliação entre os povos, do respeito pelos países independentes, da paz, ou da Europa “piú grande”. 

Para já, vamos ver no que dá Chipre…

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