segunda-feira, 3 de março de 2014

Octávio Teixeira. Os receios da esquerda.

Ou se desvaloriza a moeda ou se desvalorizam salários. Mar.2014

O economista Octávio Teixeira, ex-líder parlamentar do PCP, deu uma entrevista ao jornal i cuja leitura se recomenda. Apresentado como “defensor claro e frontal da saída de Portugal do euro”; entre outras matérias, pronuncia-se também sobre as esquerdas e os seus receios, sobre a “saída” do programa da troika e a crise da Zona Euro, a impossibilidade de Portugal pagar a dívida e a “estupidez” do Tratado Orçamental.

Sobre a saída de Portugal do euro e o facto de nenhum partido português fazer disso bandeira, Octávio Teixeira diz nomeadamente:

“Estas eleições para o Parlamento Europeu são importantes nesta perspectiva. Tem de se clarificar e esclarecer as situações. É evidente que a saída do euro tem custos. Mas há duas coisas: os custos são a muito curto prazo. Veja-se a Islândia há dois ou três anos. A Islândia fez uma desvalorização brutal, superior a 50%. Teve uma inflação de 12%. Mas passado ano e meio, dois anos, além do crescimento económico que teve, a inflação veio para os 4%. A alternativa que nos é apresentada, a desvalorização interna, tem estes inconvenientes. O programa que está a ser aplicado pela troika e pelo governo é formalmente conhecido como desvalorização interna. A recuperação do escudo, da soberania monetária, teria como consequência uma desvalorização, mas os efeitos são a muito curto prazo e nas exportações, passados seis meses, teríamos efeitos claros. E na redução de importações – com a substituição de importações pelo consumo de produtos nacionais. A inflação – já fiz cálculos sobre isso, admitindo uma desvalorização de 30% – nunca iria além dos 10%. Saímos do euro, recriamos o escudo e imediatamente determina-se que um escudo tem o mesmo valor que um euro. Todas as contas são transformadas de euros para escudos com o mesmo valor. E a seguir desvalorizamos o escudo. A perda para as pessoas na prática não existe.”

Para o economista “o debate público está a passar ao lado das questões centrais e essenciais” como a questão da saída do euro.

O partido de Octávio Teixeira, o PCP, pouco tem ajudado a recentrar o debate.
Receios…!?

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4 comentários:

Unknown disse...

Que razão haverá para que personalidades como os Economistas Octávio Teixeira e Ferreira do Amaral prossigam submissos face aos ditames aberrantes dos partidos políticos e, em vez disso, com vantagens para a maioria dos portugueses, não coloquem o seus saberes ao serviço da causa inadiável, esta sim verdadeiramente patriótica, que é a da saída portuguesa da ditadura do "euro". Afinal também têm receios o que é vergonhoso.CLV

JFS disse...

Mais não seja, tem a virtude de apresentar as questões que deviam estar no debate público.

Teresa Baptista disse...

Por vezes tenho que me afirmar de "esquerda" lol... Eu, que sou a favor de uma sociedade despartidarizada, como sou a favor de uma sociedade desmilitarizada, excatamente pelos mesmos princípios e pelos mesmos motivos!
Octávio Teixeira e Ferreira so Amaral estão certíssimos quanto aos efeitos da saída do euro.
estamos à espera de quê? Saíamos do euro, e saíamos agora!

Carlos Leça da Veiga disse...

Que razão haverá para que personalidades como os Economistas Octávio Teixeira e Ferreira do Amaral prossigam submissos face ao disparatado e malquisto europeísmo dos partidos políticos e não coloquem os seus saberes ao serviço da causa mais grave que aflige a larga maioria dos portugueses, sujeitos como estão à voragem colonizadora da chamada união europeia, afinal nada mais que o IV Reich. Mais que colocar um ponto final à involução económica que tem estado a ser imposta aos portugueses, a sua saída tanto da política perversa dessa tal união europeia como, também, mas não menos importante, da asfixia económica e financeira imposta pelo "euro", haveria de tornar-se o começo - mais uma vez - da destruição deste Reich - o IVº - que na História dos europeus, mais uma vez, só tem servido para satisfazer os expansionismos inaceitáveis dos imperialistas continentais do centro europeu desejosos de tudo esmagarem inclusive a nossa autonomia política o que, nos dias de hoje, como sendo a consequência mais decisiva por ser a mais nefasta, permitirá conquistar o acesso directo ao Oceano Atlântico através do cobiçado porto de Sines, o único de águas profundas na Europa ocidental, fim e inicio do corredor marítimo que liga, de sobremaneira, via Canal do Panamá, a Europa às riquezas do Oceano Pacifico e que, tal como penso e desejo, é um porto de mar que, para sempre, deve manter-se inteiramente sob a Soberania portuguesa."

Abração do CLV