quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Embargo russo prejudica Portugal.

Nova guerra fria prejudica produtores. Ago.2014
 
A Rússia respondeu às sanções aprovadas na semana passada pelos ocidentais decretando um embargo total à importação de produtos alimentares oriundos dos Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Canadá e Noruega.

Tomate, maças, peras e marmelos portugueses, entre outros produtos agroalimentares exportados para a Rússia, pelos produtores nacionais, estão abrangidos pelo embargo anunciado por Moscovo.

Mais de dois séculos de tentativas de normalizar o comércio entre a Rússia e Portugal, e após os bons resultados obtidos pela actual geração de produtores portugueses, a política (que nada fez para abrir as portas russas) vem arruinar os esforços daqueles que neste país trabalham para criar riqueza.

O primeiro-ministro russo Dimitri Medvedev disse que o embargo, decretado por um ano, poderá ser levantado se os parceiros da Rússia demonstrarem uma abordagem construtiva. Citando do Público: “Espero sinceramente que o pragmatismo económico prevaleça sobre considerações políticas estúpidas (…) ”.

Medvedev pode esperar sentado - e os exportadores nacionais também – políticas estúpidas são o forte deste aliado pateta das políticas estúpidas dos Estados Unidos.

Com o embargo ao Irão assinado também por Paulo Portas aumentou-nos o preço dos combustíveis, com estas sanções “ocidentais” vai aumentar o desemprego  na Europa (sobretudo na Alemanha e na Itália) e é mais uma bordoada no “motor português das exportações”.

Em nome de uma Nova Guerra Fria…! É mesmo - política muito estúpida!!!

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Novo Banco. Crimes dentro e fora do BES.

Fraude no BES.Ago. 2014
Novo Banco na falência do BES

Os mafiosos da banca alargaram o buraco do Grupo Espírito Santo ao banco BES com a complacência das autoridades e a cumplicidade dos homens de mão na comunicação social (económica e não só).

A fraude que criou hoje o Novo Banco vai custar dinheiro aos contribuintes - e não é só os juros do empréstimo da troika. Vai custar em falências, em desemprego, em destruição da economia real, para além das minudências do possível aumento das taxas bancárias dos comparsas do Fundo de Resolução.

Cavaco, Passos Coelho, todos os comentadores encartados ao serviço da ideologia do governo e o Banco de Portugal, andaram a adormecer o pagode.

A almofada que Carlos Costa anunciou na Comissão de Orçamento e Finanças da AR como “suficiente para tapar eventuais buracos” serviu para tapar a boca durante duas semanas à opinião pública. Enquanto isso e até ao último instante desviaram-se milhões do BES e destruiu-se a sua cotação em bolsa.

As dívidas que a actual administração (Vítor Bento) do BES entretanto pagou; em montante e a quem, é algo que é preciso saber. Os activos que conformam o “banco mau” e o provisório “Novo Banco” não se conhecem; ora, e como se viu no BPN, é aí que está o “grande negócio” da futura venda do “Novo Banco”.

O resgate do BES com dinheiro público é um facto (dívida pública da linha troika). Salva-se o banco com a injecção de 4,9 milhões de euros (sete vezes mais que o valor de mercado do BES) e Carlos Costa diz que “não terá custos para o erário público nem para os contribuintes”.

As “almofadas” de Carlos Costa são agora para tapar os olhos e os ouvidos dos portugueses. Para intoxicar, que isto nos produtos tóxicos anda tudo ligado; Passos nas calmas de férias no Algarve, fortunas pessoais dos Espírito Santo e demais gestores em bom recato, créditos bancários às empresas a desaparecerem.

Precisam-se investigações da Justiça a esta gente e provavelmente investigações à própria Justiça. Isto anda tudo ligado e sempre ligado ao péssimo funcionamento da Justiça em Portugal.

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sábado, 2 de agosto de 2014

José Afonso - 85 anos.

85 anos do nascimento de José Afonso.Ago.2014

Rua de São Bento, 170 – Lisboa

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Poemas de Carlos Loures. O Atlas Iluminado.

Novo Livro de Carlos Loures. Ago. 2014
 
Faz depois de amanhã oito dias, que me chegou às mãos o último livro de Carlos Loures, li-o nesse dia e encontrei nos poemas algo que me dá jeito. Gosto da obra literária do Carlos Loures também por isso; dá-me jeito. Estes poemas, O Atlas Iluminado, até têm no subtítulo “manual…” e, como o bom design, é para usar.

Das páginas 50 e 51, das 60 do livro fino e jornada longa, duas passagens da viagem poética.

A espera

Pela noite vou esperando, ansioso,
que o sono me restitua o sonho.
A gente que me habita quero voltar a ver.
Tanta esperança na vida ponho
que a espera me deixa tão nervoso
que até me esqueci hoje de beber.
Soam as vésperas e o dia escurece.
Saio da locanda sem cambalear
é a primeira vez que tal acontece,
chega gente às portas para apreciar.
Sem tropeços corro para a alfurja,
Passo pela gorda quase sem a ver, vou dormir enfim,
e voltar a ver a estranha gente que vive dentro de mim.

Mas o sonho do debuxante muda – no convés é interrogado por um meirinho.

Para que queres um mapa, idiota
se não tens plano traçado, rumo certo? –
Para que te serve a agulha de marear?
- sabes lá se estás longe ou se estás perto!
Se a utopia que procuras, a tal ilhota,
fica onde o sol se põe ou à mão de semear;
se dista mil léguas ou cem toesas.
Cuida mas é dos perigos que se tecem
agora e aqui. Tem as lanternas bem acesas,
está nevoeiro, é mau – é assim que elas acontecem.
Quem anda a olhar para o horizonte, esquece
o chão que pisa e não tarda muito que tropece.

Carlos Loures

in O atlas iluminado – manual de poemonáutica.

Edições Colibri



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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Para mais tarde recordar.

Mudar de política. Jul.2014

Promessas/compromissos - para mais tarde recordar:

Promessas de Costa. Jul.2014


Costa (ou Seguro) não poderão cumprir esta promessa, coligados com os partidos defensores da política do actual governo. Eles sabem, que todos sabem, que é assim.

A campanha interna no Partido Socialista é interessante de seguir, quer dentro, quer fora; seja na comunicação social controlada pelos governantes, seja nas várias esquerdas (aflitas).

No final (das tricas dos entusiastas) o que conta são este tipo de propostas, porque têm a ver com a vida das pessoas, porque é dito que algo vai ser feito, para repor alguma coisa do muito que foi roubado.

O resto, são bolas para o quintal.

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domingo, 20 de julho de 2014

Sair do euro para voltar? Hans-Werner Sinn.

Hans-Werner Sinn - sair do euro. Jul 2014
 
Uma casa em que pode entrar mas não sair, é uma prisão. É uma frase da entrevista do professor universitário alemão Hans- Werner Sinn, presidente do Instituto IFO de Munique (“considerado um dos mais influentes da Europa”), ao Expresso. Refere-se ao Euro, à Zona Euro.

Em Maio de 2013 publicámos (clicar aqui) a posição do professor Hans – Werner sobre as saídas do euro, dos países do sul ou da Alemanha, e a declaração dele ao Die Welt de que “se a Grécia tivesse ido à falência na primavera de 2010, estaria hoje [em 2013] livre de perigo”.

Ao último Expresso, o economista reitera a necessidade de os países do sul se libertarem da prisão do euro, diz nomeadamente que “o BCE ajudou os credores mais do que era permitido. Agora é o momento de ajudar a população dos países atingidos pela crise com uma moratória da dívida, bem como com opções de saída e de regresso [da zona euro]. Há em Portugal posições semelhantes de economistas prestigiados.

Hans - Werner Sinn propõe uma Conferência Europeia sobre a dívida dos periféricos, à imagem da Conferência de Londres de 1953 (sobre-endividamento da Alemanha) ou da crise das dívidas de 80 ou da crise asiática de 90, que “não foram resolvidas com dinheiro dos contribuintes”.

Importante entrevista a ler no Expresso - Clicar AQUI.

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Carlos Costa idêntico a Vítor Constâncio.

Carlos Costa enganado. Jul.2014
 
O pedacinho que hoje vi, da audição parlamentar ao governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, dá para dizer: Volta Constâncio, estás perdoado.

Perante as perguntas de deputados da oposição, sobre a reacção atrasada do Banco de Portugal às manigâncias no grupo BES, ouviu-se o mesmo troco do tempo da supervisão Constâncio; “ninguém está a coberto de uma fraude”, as respostas da supervisão dependem “da qualidade da informação fornecida”, informou Carlos Costa.

Até se acredita nas dificuldades dos reguladores (da supervisão) em descobrirem contas marteladas, fraudes são trapaças que só o são quando descobertas. O que é difícil de engolir é a campanha de elogios a Carlos Costa que a “máquina da propaganda” tem difundido.

Como se fosse mais fácil no tempo de Constâncio fisgar o esquema ardiloso do BPN mais o banco Insular e noventa e tal offshores, que agora chegar ao tribofe, Grupo BES, BES Angola, Família Espírito Santo.

Na verdade, supervisão, só a do super-homem e quando não está perto de kriptonite.
Há criminalidade em rede no sistema financeiro; as ocultações e as conivências na pirâmide de gente-bem e insuspeita, já são demasiadas para não se duvidar de tudo e de todos.

A ética não mora onde as dependências e cumplicidades entre o poder político e o dinheiro (muito dinheiro) é Deus.

Soube agora (disse-o Carlos Costa) que mesmo os testes de stress à banca estão dependentes da tal “qualidade de informação fornecida”. Testes de esforço que foram por cá garantidos inclusivamente pela Troika.

É de ficar stressado.

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Razões marxistas para manter Passos Coelho?

Quem manda é o Capital. Jul.2014
 
Dei com isto no Facebook: - “Mais do que uma mudança de governo, do que precisamos é do fim deste regime de castas (…) ”

Numa leitura rápida, o governo é secundário, o regime tem de ser alterado. O regime é alterado antes das eleições legislativas de 2015? Ou é indiferente ter Passos ou Seguro ou Costa como primeiros-ministros deste país?

Parecia-me aquilo em voga, nos debates abreviados e com carimbo aviados; fulano não é de esquerda, são todos iguais, vai fazer assado, é pior que o outro e vices-versas até serem todos sociais-democratas, coisa que – dizem – já não existe.

Do Facebook enviam-nos para o jornal i, onde Nuno Ramos de Almeida fez um artigo interessante. Diferente da leitura rápida da frase descontextualizada, concordo que alegar uma política realista pode ser perigoso. Tem limites óbvios e na matéria versada (as posições de Ana Drago) parecem-me estar balizados.

Não consta que os dissidentes do Bloco de Esquerda aceitem ir para o governo com quem tenha uma posição “ortodoxa” sobre o Manifesto da Troika e o Pacto Orçamental. Passos, Seguro ou Costa têm, cada um deles, posições díspares sobre esses assuntos. Costa, pelas intervenções na Quadratura do Círculo, é um crítico (é agora, mas é) dos dois papéis.

Depois, há dentro da “política realista” aritmética simples, como a necessidade dos votos do PS (só Costa chega lá) para tirar Passos Coelho do governo. Não será preciso apresentar razões; fundamentais como o Serviço Nacional de Saúde ou a Escola Pública bastariam para procurar entendimentos muito alargados nessas causas.

Penso que é possível uma política hegemónica a partir da recomposição inevitável das forças políticas e sociais existentes, defensoras da Constituição. Mais que doutrina a maioria dos portugueses afectados pelas crises esperam soluções. A decisão do “Fórum Manifesto” é uma demonstração de insatisfação com o impasse da representação política.

Ana Drago era das políticas da esquerda mais elogiadas e partilhadas nas redes sociais, agora, para alguns é social-democrata quando não pior. Mas atrás dos tempos vêm tempos e em política as coisas medem-se pelos resultados.

A cena política vai mudar porque tem de mudar.

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domingo, 13 de julho de 2014

Bloco de Esquerda mais forte e pequenino.

Bloco mais forte... Jul.2014
O Bloco de Esquerda (BE) está mais forte e pequenino. Atarracado.

A corrente criada por Miguel Portas - Política XXI / Fórum Manifesto - decidiu no sábado desvincular-se do partido. Hoje surgiu a confirmação de que Ana Drago sai do Bloco de Esquerda.

Na quinta-feira, num almoço de amigos onde estava um quadro do BE, este garantia-me que a ex-dirigente e ex-deputada do Bloco não ia sair. Ontem, um fundador da UDP/PCP(R), que não passou para o BE, dizia-me que “quando os deputados do BE eram muitos não havia tantas dissidências”.

Prefiro ir pelos factos políticos. O ponto dois da resolução política aprovada pela Assembleia Geral do Fórum Manifesto diz o seguinte:

“As derrotas consecutivas que o BE acumulou nos últimos anos, e que o conduziram à magra expressão eleitoral obtida nas últimas eleições europeias, não são um reflexo de factores externos. São fruto da acumulação de erros não corrigidos, inscritos numa orientação política que divorciou crescentemente o BE do seu potencial eleitorado. Perante a opinião pública, o Bloco vincou, ao longo dos últimos anos, a imagem de um partido cada vez mais virado sobre si próprio, indisponível para o diálogo e para a convergência com outras forças políticas à esquerda; centrado no protesto, e por isso indisponível para estabelecer compromissos efetivos de governação; revelando uma insuficiente, inconsistente e até, por vezes, contraditória construção programática. Isto é, um partido que surge aos olhos dos cidadãos como incapaz de responder, com realismo, credibilidade e determinação, aos problemas e desafios com que o país se confronta de forma dramática e urgente.”

A demissão de Ana Drago, em Janeiro, da Comissão Política do BE, já anunciava um Bloco que em vez de contribuir para o desbloqueio da esquerda, era o próprio a bloquear. As justificações, em Junho, por parte da direcção, do desastre eleitoral nas Europeias revelava que não haveria consequências para a liderança do BE. Hoje não há surpresas.

Com sondagens a dar a vitória à direita que está no poder, após três anos de destruição do país e de empobrecimento forçado dos portugueses, os problemas internos no BE até podem ser uma boa notícia.

Se o BE é incapaz de contribuir para uma solução que pare a reedição de Passos Coelho, fique com a chamada pureza ideológica e a contestação inconsequente (até dos sacos de plástico- clicar aqui).

A Esquerda tem de ser outra coisa; credível nas soluções e capaz de acordos com forças políticas e sociais que travem a tragédia em que fomos metidos.

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

O saco de plástico do supermercado e o ambientalismo.

 
“A taxa dos sacos seria um imposto sem sentido; o plástico é 100% reciclável, e os sacos podem ser 100% biodegradáveis. O plástico é o mesmo, ao qual se junta um aditivo (d2w) da Symphonyplastic; o produto torna-os degradáveis no ambiente, se não forem reciclados. Pode-se pré-determinar na mistura industrial os meses ou anos do início do processo de degradação. Lesivo para o ambiente é o plástico que se deita fora dentro do saco do lixo se não for reciclado, nunca o saco”.

O período anterior é parte do que escrevi em Dezembro de 2007, na minha coluna no Semanário Transmontano, quando o (na altura) novíssimo deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro propôs mais um imposto na Assembleia da República, pagar os sacos dos supermercados.

A ignorância na época era tal que até o colunista Daniel Oliveira, habitualmente bem preparado, alinhava no disparate dos 200 anos de sobrevida do plástico dos sacos.

Hoje não há melhoras no conhecimento, apesar de já haver vídeos na Internet (o que divulgo é de 2011- https://www.youtube.com/watch?v=Fm3BBk-0Y1o) na imprensa o aditivo d2W passa ignorado até pela distribuição.

A Quercus, a marca do ambientalismo de mercado mais notória, não podia deixar de apoiar mais este imposto; não fosse a Quercus uma holding de uma dúzia de empresas da falsa Economia Verde.

O imposto sobre os sacos de plástico não conduz a uma melhoria do bem-estar humano, não diminui a desigualdade social nem reduz os riscos ambientais ou a escassez ecológica. Não é Economia Verde. É mais um imposto estúpido.

Os sacos dos supermercados degradam-se -no tempo escolhido- em dióxido de carbono, água e biomassa como tudo o que é biodegradável, não deixam resíduos nocivos ao contrário dos sacos reutizaveis que vão acabar no lixo. Não contribuem para a escassez ecológica como os sacos de papel e são utilizáveis como sacos de lixo - a custo zero em pegada ecológica e em euros.

O saco de supermercado é ecológico, os “ambientalistas" não.

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terça-feira, 8 de julho de 2014

Greve dos médicos. Eu tenho médico.

Greve dos médicos.Jul.2014
 
A greve dos médicos, por 48 horas, em protesto contra a degradação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), não tem a adesão de toda a classe médica como em outras greves convocadas por todos os sindicatos. O Sindicato Independente dos Médicos não aderiu e isso reflete-se nos números.

No entanto, como em greves de médicos anteriores e segundo as notícias, os utentes não protestam; percebem que a indignação dos profissionais de saúde contra as medidas do governo, é igual à revolta dos utentes contra a morosidade nas urgências, a espera por cirurgias e consultas ou a limitação do acesso a medicamentos curativos. Muitas falhas existem no SNS por opção política do governo, há mortes evitáveis e sofrimentos desnecessários.

Privatização da saúde - não obrigado. Escrevia aqui no início deste blogue e muitas outras páginas foram dedicadas ao SNS (clicar na etiqueta Serviço Nacional de Saúde). Hoje estou, como estarão os defensores do Serviço Nacional de Saúde, com os médicos em paralisação.

Estou por princípio e como utente. Entre as associações de profissionais de saúde que apoiam a luta dos médicos está a Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USAF- AN) que “não pode deixar de estar solidária com os portugueses, que necessitam cada vez mais de um SNS de proximidade e qualidade, e que exprimem crescentes dificuldades em manterem um nível de vida digno”.

Uma história muito recente. Telefonaram-me ontem do Hospital Amadora-Sintra informando-me que tinha no fim desta semana uma consulta de oftalmologia no hospital. Se podia ir. Não marquei nenhuma consulta; na última ida ao médico de família foi-me perguntado pela última “revisão” aos olhos, foi há demasiado tempo. Como a doença crónica que tenho provoca complicações oculares, o SNS de proximidade (a minha médica de família) marcou a consulta da especialidade no hospital. Isto é o Serviço Nacional de Saúde a funcionar. Sei que não chega com esta preocupação profissional a todos os utentes mas é o SNS a funcionar.

Para a USAF-NA o seu apoio à greve dos médicos é “uma forma de defesa da saúde e da qualidade dos cuidados prestados aos portugueses”.

Para mim também.

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domingo, 6 de julho de 2014

O banco “tecnocrático” PSD/BES e a Europa.

Banco PSD - BES - tecnocrático e profissional.Jul.2014
LÉuropa non é dei banchieri tedeschi, ma dei cittadini europei (Matteo Renzi).

A presidência italiana da União Europeia iniciou-se com um conflito; o governo italiano, versos, o sistema bancário da Europa e os tecnocratas de Bruxelas.

Em Portugal, o chefe do governo Passos Coelho, realça o carácter “tecnocrático e profissional” da nova administração do Banco Espírito Santo. Tecnocracia PSD, novos banqueiros cooptados do partido; Paulo Mota Pinto, Vítor Bento, João Moreira Rato. Luz verde do também laranja Carlos Costa.

A família PSD adoptou a família Espírito Santo. BPN já foi…

No fórum económico da CDU, de Ângela Merkel, o presidente do Bundesbank Jens Weidmann, acompanhou os medos lançados em Estrasburgo pelo líder do PPE Manfred Weber contra o primeiro-ministro italiano.

Quando a banca se sente ameaçada, lança os políticos que criou e lhes são próximos - em sua defesa. A Europa é dos banqueiros e não dos cidadãos europeus, devido à promiscuidade entre os políticos eleitos e a alta finança.

Por isso, quando aparece alguém de dentro do sistema, com um discurso como o de Matteo Renzi, surge a esperança de emergir uma prédica diferente da oração pela Santa Banca e o seu bem-estar.

Seria normal que os países intervencionados e prejudicados pelas vigarices dos bancos (americanos e europeus) se juntassem à censura de Renzi, mas tal não é de esperar do governo Passos/Portas/Cavaco...

…Estes defenderão sempre a Banca - a Família.

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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Renzi ao PPE; Não tenho medo de cães de guarda!

Renzi pôe em causa entendimento PPE - PSE. JUL.2014

O primeiro-ministro Matteo Renzi iniciou o semestre da presidência italiana da União Europeia, a polemizar com os conservadores do Partido Popular Europeu (PPE).

Renzi fez um discurso europeísta, mais virado para a “identidade europeia” e contra o “rosto de aborrecimento” do “auto-retrato europeu”. Bastou-lhe lembrar que sem crescimento a UE não tem futuro, para ter à perna o líder da bancada do PPE, o alemão Manfred Weber, e o programa da direita contra a concessão de flexibilidade.

Para o dirigente conservador o “endividamento não cria futuro” e deve-se “continuar na linha de rigor”. Weber espicaçou Renzi afirmando: - “a Itália tem uma dívida de 130%, onde encontram esse dinheiro?” Em resposta, Renzi lembrou que apesar da dívida ser alta, a Itália tem uma riqueza privada quatro vezes superior.

Renzi, que disse não aceitar lições moral de ninguém, lembrou aquilo que há muito se diz, mas na boca de um primeiro-ministro tem outra dimensão: - “Se Weber fala em nome da Alemanha, recordo-lhe que nesta mesma sala, no decurso da presidência italiana, a um só país [Alemanha] foi concedida flexibilidade e apesar de violar os limites é hoje um país que cresce”.

Mais tarde ao programa televisivo “Porta a Porta” Renzi acrescentaria a propósito; “ não tenho medo de cães de guarda, da Alemanha ou de Itália.

A presidência italiana promete; independentemente de Matteo Renzi ser mais parecido com Blair ou com a Gioconda, está a fazer frente à Alemanha. Também o presidente da delegação italiana do Partido Socialista Europeu, Gianni Pittella ameaçou os acordos com o PPE sobre Jean-Claude Juncker, em função da flexibilização das normas europeias.

Uma presidência italiana de discussão europeia ou mais uma falsa partida socialista.

Para já, não se compara ao comportamento do governo português, sintetizado por Cavaco Silva no sublime - “aprendemos a lição”.

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Vai chover muito mais.

Vai chover este Verão. Jun.2014

Os sortudos que vão agora de férias têm o azar de uma entrada com chuva. 

A madrasta acção do São Pedro é superada pela desgraça das acções do Espirito Santo; perder 670 milhões de euros em 24 horas, assinala uma precipitação capaz de criar uma grande enxurrada na economia nacional.

As vozes tranquilizadoras das calamidades financeiras andam a apregoar que não acontece nada aos depositantes do BES. Não? Nem a todos os outros? Por menos, (um dito boato de iminente colapso bancário) há pânico na banca da Bulgária com uma corrida aos levantamentos. Na sexta-feira levantaram 400 milhões e hoje a saga continua. A Bulgária está longe? Está na União Europeia.

Aqui perto, meio milhão de espanhóis deixou o país. Não vieram de férias para aqui, foram ao alcance de um emprego onde exista economia ao serviço das pessoas - em vez de paleio sobre a retoma.

Retoma aqui (desemprego!?), retoma ali ao lado, retoma por toda a Zona Euro; e depois as notícias a desmentir a retoma. Banca ignora BCE e mantém cortes no crédito ao sector privado.

Retoma sem crédito às empresas e às famílias, sem investimento e criação de empregos é o barrete do continente (europeu). A contração da banca nos empréstimos continua e a deflação é uma ameaça, prevendo o Eurostat 0,5% de taxa de inflação anual. Que economia oferece a Zona Euro?

Por cá, a UTAO divulga o seu número para a dívida pública - 132,9% do PIB.

Não é preciso chover, este governo Passos/Portas/Cavaco, mete água suficiente para submergir o país - e quem cá anda a tentar boiar.

Entretanto, boas férias para quem tem disso.

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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Parabéns a todos nós.

Clínica Cabral Sacadura -imagem Google Earth. Jun 2014

- Não escreves nada? Telefonou-me o meu filho mais velho...!

Assim! Um “não escreves nada” - a seco, sem preparar o velho para o responso; antes de um “bom-dia” ou um “olá-como-vais”, como conviria a um moço de tão esmerada e trabalhada educação.

Lá tive de me justificar com os direitos humanos; o direito ao cansaço, a férias e pausas nas tarefas, a lidar outras coisas e a intervalar. Intervalar faz bem à saúde - impede o esgotamento, principalmente quando sentimos que está a ser repetitivo o que fazemos.

A necessidade da blogopausa nem é por minha causa, é por causa das causas, da evolução parada das coisas, dos impasses, dos adiamentos e da paz podre em que está transformada a política e a existência dos portugueses.

Tinha prometido (a mim) não blogar até ao fim deste mês. Como ninguém compre o que me prometeu vou incumprir também. Por uma boa razão.

Para dar os parabéns a nós. A mim primeiro, que fui pai. Em seguida à mãe, pois foi mãe e depois ao meu filho (o mais “velho”) - por ter nascido, faz hoje trinta e sete anos (37). Também à Dra. Cesina Bermudes que assistiu a mãe e o parto. A Doutora que introduziu o “parto sem dor” em Portugal já nos deixou, legando o exemplo de uma grande mulher e de uma médica excepcional.

1977 Não foi um ano fácil; como agora estávamos em crise económica e não seria talvez o tempo de trazer bebés ao mundo. Mas eles vieram e fizeram-se homens e fizeram-se mulheres.

Espera-se, com a mesma esperança, que façam o futuro.

Parabéns Filipe.

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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Subsídio de férias com cortes? Consultar sindicatos!

Lei - subsídio é pago em Junho.Jun 2014
A decisão do Tribunal Constitucional (TC), de não passar cartão às diatribes do governo, está a provocar umas birras nas hostes de Passos Coelho.

O ministro Poiares Maduro, e aquele outro fulano dirigente da bancada parlamentar laranja, já vieram grunhir uma interpretação da decisão do TC, segundo a qual…quem recebeu o subsídio de férias antes de 31 de Maio, portanto - com cortes, está tramado. A decisão do TC não se aplicaria.

Helena Rodrigues, presidente do sindicato dos Quadros Técnicos da FP, disse na TSF que “a lei diz que são pagos os subsídios de férias” (sem cortes, ponto!) e que a lei diz que os subsídios são pagos com o ordenado de Junho.

Está montada uma tentativa de vingançazinha por parte do governo, afetando alguns funcionários públicos (qual será a dimensão da coisa?).

Helena Rodrigues recomenda a todos os trabalhadores que possam ser alvo desta tramoia a “dirigir-se às suas organizações representativas”. Disse ainda que “os sindicatos têm bons profissionais (juristas) para lhes darem apoio”.

Disso sou testemunha. Num caso, com uma familiar despedida após o termo do “contrato a prazo”, um recurso elaborado por um advogado do seu sindicato permitiu-lhe conservar o lugar e desta vez como efectiva.

Sorte? Também!... Mas se não se tivesse dirigido ao sindicato, tinha ido direitinha para o desemprego.

Consultem os sindicatos, ainda há aragens de um Estado de Direito!

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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Portugal – Alemanha. Não vai ter copa?

Muda Brasil - para onde...Jun2014
 
A imagem em cima foi tirada da página “não vai ter copa”, roubada algures. “Não vai ter copa” deve ser a palavra de ordem mais avançada da história do Brasil, tonta e excessivamente adiantada em relação à realidade, como se constata.

Não é nem subversiva nem progressista, apenas atrevida no radicalismo ingénuo - o que é uma forma de desinteressar o povo brasileiro de participar em manifestações enxameadas de misturas desaconselháveis.

As redes sociais e as reportagens jornalísticas internacionais que acompanham o campeonato do mundo de futebol têm dado para promover de tudo, protestos sérios, amalgamados com oportunismos vários.

Um dos acontecimentos que comigo partilharam na rede foi a brutalidade policial sobre uma jovem “repórter ninja” ligada ao colectivo Fora do Eixo. Solidariedade com quem é reprimido é o mínimo que se pode fazer.

Depois, a curiosidade levou-me a pesquisar quem são estes activistas. O que li sobre o colectivo e a “Casa Fortaleza” (ver aqui) deixa qualquer um espantado. É uma “casa” ao estilo de Charles Milles Manson, política nicles, seita quase tudo.

Há uma barricada no Brasil que precisa levar uma vassourada.

Agora, vamos lá ao jogo, pois há copa sim senhor, e joga Portugal. Contra os alemães, não há que enganar, na outra barricada estão os alemães.

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sábado, 14 de junho de 2014

Menos empregos!

Emprego em Portugal deminui. Jun.2014

A “retoma” que o governo vê em Portugal traduziu-se na destruição de mais de 42 mil empregos nos primeiros três meses do ano. Assim começa o esclarecedor artigo de Filipe Paiva Cardoso no Jornal i, sobre os recentes números do gabinete de estatística da União Europeia, Eurostat, referente ao emprego. (clicar aqui).

Cinco países europeus registaram recuos no emprego, Portugal tem a segunda maior queda só ultrapassado por Chipre.

Os números do emprego são os avaliadores naturais do “mercado de trabalho” não a taxa de desemprego, cuja variação ligeiramente positiva tem dado aso à campanha (do governo e seus apoiantes nos media) dos “sinais positivos de retoma”; ora a população activa reduziu em 62 mil pessoas e o desemprego em 20 mil, logo perderam-se 42 mil empregos – não está a ser criado mais emprego.

Nem as exportações, nem o emprego, nem o PIB, estão a crescer. A contracção da economia portuguesa, confirmada agora pelo Eurostat, não é motivo para alardear sinais de retoma.

Badalar descidas das taxas de desemprego quando não há criação de mais empregos é propaganda barata, mas tem estado a passar como coisa boa.

Baixar a taxa de desemprego, soa a mais emprego…mas, afinal, é só mais emigração.

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Obama prepara bombardeamento no Iraque.

CNN no Curdistão iraquiano. Jun.2014
 
Americanos evacuam do Iraque e jihadistas avançam para a capital. Estarão a 90 quilómetros de Bagdad.

Quando o grupo da al-Qaeda na Síria e no Iraque, ISIS ou ISIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante) declarou Fallujah, no fim do ano passado, um Estado Islâmico, falámos (aqui) em conhecermos da al-Qaeda no Médio Oriente, apenas a ponta do iceberg.

Sabe-se que a al-Qaeda depois de ser armada e treinada pelos Americanos no Afeganistão, esteve nas forças rebeldes da Líbia (ver aqui) desde o início. Na Líbia obtiveram armamento sofisticado (ver aqui) e em grande quantidade; retirado ao exército de Kadhafi e traficado por países da NATO. Essas armas foram dispersas pelas células africanas, do Sahel, do Magreb e pelo Médio Oriente.

Com a Guerra da Síria e a entrega, agora descaradamente (ver aqui), de armas aos rebeldes, os europeus e os americanos armaram directamente e até aos dentes a al-Qaeda da região – o ISIS.

A derrota na Síria, pela resistência do exército de Al Assad, levou boa parte dos jihadistas internacionais da al-Qaeda a partir à conquista do Iraque, um país destruído, sem exército moralizado, com divisões internas inultrapassáveis e alianças previsíveis de sunitas e curdos.

Com as melhores armas dos europeus e dos americanos avançam para Bagdad, mais depressa (em três dias) e com mais facilidade que Bush no tempo de Sadam Hussein.

Obama que diz estar a estudar todas as opções, já descartou o envio de tropas terrestres.

Resta a Obama preparar o bombardeamento do Iraque com o apoio habitual da NATO, e aos europeus prepararem-se para maior actividade da al-Qaeda no seu Continente. O rumo dos acontecimentos facilita o recrutamento para a al-Qaeda, será uma questão de tempo.

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terça-feira, 10 de junho de 2014

domingo, 8 de junho de 2014

Bloco de Esquerda in – satisfeito.

Ana Drago Bloco de Esquerda. Jun.2014

Ana Drago dá hoje uma entrevista ao Público, recomenda-se.

Sobre a liderança do Bloco de Esquerda, Ana Drago afirma que o problema do Bloco não é um problema de liderança, ou de comunicação. É um problema de estratégia. Há uma espécie de auto-suficiência. Temos o nosso espaço de representação e isso chega. Para o desafio político com que o Bloco nasceu, todos compreenderão que isso é insuficiente. (Sublinhado meu)

Enfim, se o problema é de estratégia é igualmente da liderança; concordando que a questão do BE põe-se em termos da sua utilidade política, vale a pena ler a análise de Ana Drago (clicar AQUI).

A entrevista é elucidativa do caminho do Bloco de Esquerda e também indicativa do destino de Ana Drago.

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

O que são primárias abertas? No PS são fechadas.

Seguro engana os eleitores. Jun.2014
O que a direcção do Partido Socialista de António José Seguro anunciou, não são eleições primárias abertas.

No nosso país, os candidatos dos partidos a cargos locais ou nacionais são designados pelos órgãos dos partidos e estes eleitos pelos seus militantes, ou então por voto directo dos militantes.

Os eleitores não inscritos nos partidos não têm tido o direito de contribuir com o seu voto, para escolher os candidatos aos mais altos cargos públicos – e assim determinar decisivamente a política nacional.

As eleições primárias (internas aos partidos) são eleições fechadas quando só podem votar eleitores inscritos no partido.

A solução que o actual PS quer fazer passar por eleições abertas, obriga a inscrição no partido como simpatizante; uma espécie de “terceira via” entre abertas e fechadas - para satisfazer o “aparelho” que já se agitava com a ideia das abertas.

Os eleitores não inscritos no partido são impedidos de votar, não são eleições primárias abertas.

Nas eleições primárias abertas participam todos os eleitores, sejam simpatizantes com a área política ou com os candidatos propostos; não têm obviamente de ter filiação no partido e só votam uma vez em eleições abertas (não são adversários a fazer batota - ver aqui). Pérez Rubalcaba, do PSOE, quer em Espanha eleições primárias abertas  em todos os partidos parlamentares.

Na Europa, do próximo Partido da Terra galego ao distante Partido Democrático (PD) italiano há vários exemplos recentes que pelos vistos Maria de Belém não estudou – ou estudou muito bem. Em França, os eleitores no PS declararam defender valores gerais da esquerda e pagaram um euro.

Em Itália, desde 2005 que são usuais as eleições directas abertas, para governadores, como Nicola Vendola em 2005 e 2010 (SEL- Esquerda, Ecologia e Liberdade) da região de Puglia, às últimas do Partido Democrático, para a câmara de Roma (Ignazio Marino) e aos recentes candidatos eleitos primeiros-ministros, Luigi Bersani e Matteo Renzi.

Quando muito as primárias de Seguro corresponderiam às primárias no seio do PD para encontrar os candidatos às eleições abertas. Em Itália, no PD, quem teve mais de 15% no partido, candidatou-se em eleições abertas a todos os italianos; pagaram dois euros e não tiveram de se filiar como simpatizantes de ninguém.

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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Passos Coelho, Bruno de Carvalho – os incontinentes.

Passos Coelho incontinente.Jun.2014
 
A conversa de caca – explícita – tomou conta das televisões. A violência verbal atinge o clímax com um dirigente desportivo a chamar a atenção para ele próprio, através do uso da linguagem de esgoto. A urbanidade e delicadeza de quem tem chuteiras nos neurónios. E não é fácil perceber o que Bruno de Carvalho pretende.

Passos Coelho, o outro incontinente verbal do dia, percebe-se perfeitamente o que quer. Um presidente, um governo, uma maioria - e um Tribunal Constitucional.

Qualquer ditador governaria com qualquer Constituição e sem disparar um tiro com os quatro trunfos do sonho de Passos Coelho.

É só mais um trunfinho do que o sonho de Sá Carneiro, caramba.

Pois é. Mas aquilo que Passos diz que “não se resolve acabando com o tribunal evidentemente. Resolve-se escolhendo melhor os juízes”, é a diferença entre governar em democracia num Estado de Direito e o poder absoluto numa ditadura de trampa (para citar Bruno de Carvalho).

Andam as boas almas nacionais preocupadas com o recrudescimento da extrema-direita na Europa. Não enxergam o que têm em casa?

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

E que tal – um governo constitucional?

Já não vale a pena criticar o governo. Jun2014
 
O governo de Passos e Portas lançou a sua máquina mediática infernal contra o Constitucional, até o futebol passou para segundo plano nas televisões. 

Devia alertar os democratas defensores de um Estado de Direito, devia mobilizar toda a sociedade, independentemente de serem muito à esquerda ou mais ao centro ou além de tudo isso. Temos o governo mais retrógrado da democracia.

Já não vale a pena criticar o governo, tem de se tirar Passos Coelho do poder. Não se pode permitir que só ou acompanhada, esta direita continue no próximo governo.

Hoje escrevi na caixa de comentários deste blogue (acerca de António Costa) o seguinte:

Há uma esquerda que prefere um governo de direita ou do bloco central. Limita-se à denúncia ou à contestação aos governos e tem vivido (muito bem) assim - e disso.

Costa é um inconveniente, pois conseguiu quer como líder parlamentar quer na Câmara de Lisboa, aproximações à sua esquerda e trabalhar com eles; é também estranho ao aparelho do PS que já anda às turras com a proposta de eleições primárias abertas de Seguro (não são nada abertas como se confirmará brevemente) que lhes iria aos tachos.

A campanha contra Costa já anda em “blogues de esquerda” (aliada da primeira tropa do Relvas) ao estilo negro anti-sócrates. Os votos em partidos pequenos reflete a penetração da publicidade contra a política mas dispersa-se num primeiro momento para reagrupar mais tarde, estamos a ver em Itália. Pode demorar muito ou pouco tempo, depende da acção dos governos sem oposição, como o actual.

Para mim, e para aqueles que vivem o dia-a-dia semelhante ao meu (e percebem porquê), o primeiro objectivo é tirar esta gente de qualquer governo, o resto é cavaqueira (muito politizada) com promessas de desenlaces lindos e utópicos para antes de 2015, ou qualquer dia. Nenhum governo será igual ao que temos hoje é para mim uma observação objectiva e que vai haver um governo a seguir a este também.

Como os portugueses têm quase todos a 4ª classe, sabem somar. Somando os partidos pequenos que não querem governar, às tertúlias que nem votam não dá para fazer um governo. Dá apenas para passar o tempo na conversa.


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segunda-feira, 2 de junho de 2014

O Bloco de Esquerda e as migrações.

BE fecha-se . Jun.2014
João Semedo justificou os maus resultados do Bloco de Esquerda (BE) com a migração; os emigrantes e os votos migrantes do BE para novos partidos, acrescente-se outros eleitores que migraram para a abstenção, nulos e brancos.

A emigração de muitos portugueses não explica em nada o desastre eleitoral do BE, basta olhar para o resultado do LIVRE em Lisboa (à frente do Bloco) para entender que a “migração interna”, no espaço político do BE, é a razão fundamental do desaire.

Tanta migração só pode ser acatada à perda de identificação dos anteriores eleitores, com o Bloco de Esquerda actual, com a função do BE no espetro partidário nacional.

Visto de fora, (cabe ao BE descobrir as razões da derrota) as dissidências internas, que representaram o abandono de quadros que quiseram fazer do Bloco uma força de desbloqueio governativo à esquerda, terão sido determinantes.

A convergência no discurso e o fechamento na prática política, não aglutina. A indefinição que coloca o BE, ora entre o PS e o PCP, ora pretensamente como força mais à esquerda do Parlamento, confunde mas nem interessa.

A imagem que se quer passar para o exterior, não corresponde à discussão que baila nas redes sociais sobre o que se passa dentro do partido. Veneno puro. A propósito, vi há umas semanas na RAI, Matteo Salvini, secretário do Lega Nord gritar num comício que não queria ninguém da Liga a “twitar”, que o lugar dos militantes da Liga Norte era nas empresas, nas fábricas nos bairros.

Pois é, os resultados da extrema-direita também têm a ver com a militância nos locais próprios, em vez do paleio intestino em parlatórios como o Facebook que tanta delícia faz por cá.

O BE mingua por opção própria e tem esse direito, fecha-se mais adiando a discussão política. Escusa de sugerir ser uma alternativa de governo mas pode dizer que papel quer desempenhar numa alternativa ao actual governo de direita. Assim, parecendo um PCP pequenino e ainda mais europeísta, caminha para a irrelevância. Sem a dissolução (a sério) das organizações que deram origem ao Bloco, parece ser o seu destino.

Sempre pode voltar ao útero e entreter-se a “construir o partido”. Como cantava o Zeca; “uns são do partido velho, outros andam a fazer o novo”. O disco não muda e a discussão para isso já está feita.

Discutir o hoje fica para Novembro – qual é a pressa (Ana Drago)?

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domingo, 1 de junho de 2014

Directas abertas à moda de Seguro.

Costa enfrenta blindados de Seguro. jun.2014

Eleições primárias abertas, na boca de António José Seguro são um ardil. Tal proposta mereceu uma carta de militantes socialistas ao último Congresso do PS (ler aqui) e Seguro impediu a sua discussão. Tal proposta foi aliás defendida por António Costa (ler aqui) o ano passado. E tal proposta não vem secundada, por Seguro, da forma de a viabilizar. O facto de não ser para a eleição do secretário-geral do PS mas apenas do candidato a primeiro-ministro é a outra armadilha.

Controlar o partido mais votado é controlar o apoio parlamentar ao primeiro-ministro. O caso italiano e a ascensão de Matteo Renzi, do Partido Democrático, ao governo, é exemplo disso. As eleições abertas para serem sérias e não à moda de Seguro, terão de ser para secretário-geral, como proposto na carta ao Congresso do PS. A oposição ao método com os argumentos de batota dos eleitores, (ouvi ontem Marques Mendes, ouvimos antes Louçã) não faz sentido. Nunca aconteceu nos outros países.

Seguro está convicto que se não se demitir não há candidatura de Costa, como ditam os estatutos - que Seguro assegurou, para se apropriar do PS. Depois destas cenas, se Seguro ganha (com ou sem congresso) abre-se um espaço imenso no centro-esquerda português para novos e emergentes partidos… como o Livre.

No dia um de cada mês, os títulos aqui mais lidos no mês anterior:

06/05 – Zona Euro - O pior de dois mundos.

02/05 – Avaliação. O herói surpresa.

27/05 – António Costa agita o pântano.

30/05 – Mário soares explica com desenhos.

10/04 (2013) – João Ferreira do Amaral, sair do euro, a entrevista.

18/05 – TSU dos pensionistas vai acabar. Diz o PS.

01/05 – Manifestação do 1º de Maio é na rua.

23/05 – Abstenção e apelo ao voto. Marinho e Pinto.

03/05 – Massacre em Odessa.

26/05 – Abstenção promove bloco central.

(clicar nos textos a cor para ler os artigos)

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