segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2014.

oclarinet.blogspot.com - Bom Ano 2014.Dez 2013




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domingo, 29 de dezembro de 2013

Bolívia. Somos más.

MAS – Movimiento al Socialismo – Grupo Tupay.
 MAS – Movimento para o Socialismo (partido de Evo Morales)


A Bolívia tem razão para festejar, vai fechar o ano de 2013 com um crescimento económico recorde, de 6,5%.

A notícia, partilhada por amigos no Facebook; AQUI


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sábado, 28 de dezembro de 2013

Olli Rehn. as mesmas condições com ou sem cautelar.

Troika continua depois da saída da troika. Dez.2013

O vice de Durão Barroso, Olli Rehn, veio premiar-nos com um artigo da sua opinião, sobre a nossa situação. 

Dá conselhos, de formidável inovação, como dizer; “promovam o crescimento e emprego, sem esquecer a disciplina orçamental”. Faz de La Palice; “o sucesso ou o fracasso da estratégia para repor a sustentabilidade da dívida pública será aferido pelo acesso de Portugal aos mercados de dívida soberana e a taxas de juro comportáveis”. Diz também o notável Olli Rehn, que o nosso “ajustamento é notável”. Nota-se.

No meio do seu paleio desenxabido do costume, o vice- presidente da Comissão Europeia deixou o recado de que “o caminho da responsabilidade orçamental tem de continuar”. Para ele (e para a Comissão Europeia), “o futuro imediato do país passa por condições que serão as mesmas com ou sem cautelar”. 

Sendo a Comissão, uma das três patas da troika, quer dizer que a troika continua por cá, depois da saída da troika. Que não haja dúvidas.

Pela notícia, Olli Rehn despede-se com as provocações habituais ao Tribunal Constitucional; “há algumas das reformas orçamentais e estruturais que o governo português adoptou que foram consideradas constitucionais, enquanto outras esbarraram em interesses instalados”.

A raivinha de dentes destes mandaretes do imperialismo germânico, só tem equivalente nos vende pátrias que pululam por Portugal.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Reino Unido favorecido por não estar no Euro.

Economia britânica cresce sem euro. Dez.2013

Segundo a previsão do Centro de Pesquisas em Economia e Negócios, (CEBR) citado pelo jornal Público, a economia britânica pode ultrapassar a alemã em 2030.

O centro de análise e previsões económicas “adianta que o facto de a Alemanha estar unida, pelo euro, aos países periféricos que enfrentam graves limitações financeiras, tornou-se num problema que não é sentido no Reino Unido, que mantém a sua própria moeda e, por isso, conseguiu evitar os impactos mais profundos da chamada crise da dívida.”

A Alemanha, que já usou os países europeus “periféricos” para despachar os seus excedentes industriais, que está a fixar os jovens de melhor formação desses países, vai acabar por largar a tralha das economias fragilizadas, cujo reboque atrasa o seu crescimento.

Seria uma ventura para países como Portugal, onde a sua classe política, da esquerda à direita, vende a ilusão de uma reforma do Euro. 

Portugal nunca devia ter aderido a este Euro, é a convicção de cada vez mais portugueses. Sair do euro é uma discussão tabu nos partidos, do Bloco de Esquerda ao mais à direita, mas que urge fazer. 

Há problemas em sair do euro que devem ser discutidos, como temos problemas reais insolúveis dentro da Zona Euro. Para recuperarmos a soberania e os meios normais da política em democracia, é preciso sair do Euro. 

Quem não acredita na reforma profunda das instituições europeias e da moeda comum devia defender a nossa saída do Euro e preparar essa saída. Os partidos nacionais mais representativos apostam em modificações na Zona Euro que nos sejam favoráveis, embora não se vejam nenhuns sinais disso.

Serão os responsáveis, por um dia nos acharmos fora do Euro, empurrados, e sem termos prevenido essa saída.

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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Militantes do Bloco de Esquerda querem saída do Euro.

oclarinet.blogspot.com - Euro parte Bloco de Esquerda. Dez.2013

A soberania monetária passou a ter defensores (públicos) dentro do Bloco de Esquerda (BE), sair do euro é a discussão.

A actual direcção do BE, e a anterior, de Louçã, são contra. A saída de Portugal da Zona Euro não é matéria que o Bloco tenha discutido publicamente. 

Para quem lê o seu blogue “Esquerda.Net” nem sequer fica a saber que o partido grego Syriza, que apoiam, tem uma tendência apologista da saída da Grécia do Euro. A Plataforma de Esquerda de Panagiotis Lafazanis, vale 30,15% do Syriza unificado, não vale nada nas notícias do BE, suponho eu por ser contra a continuação da Grécia na Zona Euro.

Para os economistas do BE, João Rodrigues, Nuno Teles e Alexandre Abreu, subescritores do manifesto “Um guião político para as Europeias de 2014”, a saída de Portugal do euro devia fazer parte do debate na campanha das Eleições Europeias. 

Estamos de acordo, e se fizer parte da discussão interna no Bloco de Esquerda, também nada se perde, pois todos conhecem membros do BE que são contra a continuação na Zona Euro, pelas razões apontadas no manifesto.

Como por aqui, já há muito se defende a recuperação da soberania monetária e a desvalorização cambial para a competitividade, resta dizer que como os subescritores defendemos a “desobediência democrática à EU e às suas imposições”.

No fim do Manifesto lê-se: -“Assim, a campanha de uma força de esquerda que queira ser portadora de um projecto de esperança para os que aqui vivem, tem de saber articular três grandes linhas: desobediência e recusa das perdas passadas e futuras de soberania, porque quem manda aqui é o povo português; renegociação da dívida, porque esta foi o produto de uma integração disfuncional e constitui um fardo intolerável, e a exigência de saída do Euro, porque é a única forma de recuperarmos os instrumentos de política sem os quais não existe a escolha de que é feita a soberania democrática”.

Ao cuidado do Bloco de Esquerda…entre outros.

O manifesto na íntegra- clicar: Um guião político para as Europeias de 2014


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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

China anunciou fim dos campos de reeducação

Reeducação - repressão - ilegalidade. Dez.2013
  (Sistema ilegal de repressão)

A Assembleia Nacional do Povo, órgão do poder legislativo da China, decidiu o fim dos campos de reeducação pelo trabalho. 

Os campos foram criados em 1957, na era Mao Tsé-tung (1949-1976), resistiram à desmaoização da era Deng Xiaoping, até aos dias de hoje.

Os campos foram usados para reprimir os opositores da linha do partido comunista da China, quadros “caídos em desgraça”, intelectuais, religiosos, manifestantes e outros "dissidentes".

O sistema dos campos de reeducação permitia a detenção sem julgamento até quatro anos e era nos últimos tempos, muito contestado dentro da China. 

Apesar do poder chinês dizer que tiveram um “papel relevante” (imagem) na correção de delinquentes e de alguns críticos preverem que vão continuar com outro nome, o certo é a sua abolição oficial.

Os campos de reeducação pelo trabalho, um método incompatível com os Direitos Humanos, encerram na China; o campo americano de Guantánamo, igualmente ilegal à luz da Justiça e dos Direitos Humanos, continua em actividade.

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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

Ofensiva contra a lei do aborto – em Portugal.

Contra a lei do aborto, com profissionalismo. Dez.2013

Aproveitando a reforma da lei do aborto em Espanha, já se movimentam com mais afinco os grupos contra a lei vigente da interrupção voluntária da gravidez em Portugal.

Como referi no post de ontem; em Espanha o aborto volta a ser delito caso o ante-projecto do governo Rajoy, saído do conselho de ministros de sexta-feira passada, seja aprovado no Congresso de Deputados.

No nosso país, principalmente os movimentos eclesiásticos, nunca deixaram de contrariar a lei actual.

Em Outubro passado, com o patrocínio do Santuário de Fátima, foi lançada uma recolha de assinaturas em todos os países da União Europeia, “solicitando a protecção da vida humana desde o primeiro momento da sua existência”. As paróquias, sacerdotes, religiosos e leigos, foram chamados a colaborar.

No mês seguinte a Conferência Episcopal Portuguesa recordou que “as alterações legislativas introduzidas no nosso sistema jurídico, reflexo da ideologia de género, não são irreversíveis”. 

Vão querer beneficiar do governo conservador português e da onda espanhola. 

Já hoje vimos, pela manhã, a TVI convidar Ana Cid Poiares Maduro Gonçalves, presidente de uma organização de famílias com muitos filhos e muitas filhas, para comentar os jornais do dia. Começou pelo Correio da Manhã (pág.17) para tecer observações sobre a “lei muito permissiva” que o governo espanhol quer revogar. Daí passou à situação portuguesa e aos “gastos de 45 milhões de euros com os abortos”, a “defesa do direito à vida”, etc e tal.

Pela calada das paróquias e pela exuberância das televisões, a reacção à lei portuguesa da interrupção da gravidez está montada. Dá para ver que está a ser feita com profissionalismo e muitos meios.

A lei não é irreversível, poucas coisas são. Os retrocessos civilizacionais também não são impossíveis, mas os direitos das mulheres, uma vez conquistados, têm de ser defendidos.

O direito de decidirem sobre a interrupção da sua gravidez, conforme a lei em vigor, é um direito inalienável. Urge ficar atento.

Post Scriptum - A evolução da coisa (Jan. 2014):
Governo espanhol defende que restringir o aborto é bom para a economia. (?!)

(O post de ontem, clicar em “O aborto e os meus ovários”.)


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sábado, 21 de dezembro de 2013

O aborto e os meus ovários.

Tirai os vossos rosários dos nossos ovários. Dez 2013
Las consignas; as palavras de ordem; têm de rimar? Gosto desta da imagem em cima: “Tirai os vossos rosários dos nossos ovários”. 

Estive antes de ontem na Cinemateca, com um amigo que há muito tempo afirmava que “uma só solução/revolução socialista” rimava melhor que qualquer palavra de ordem (poética) criada por Manuel Alegre. 

Conheceram-se e desentenderam-se em Argel, também por causa da companhia da palavra socialista; evolução ou revolução? As (r)evoluções têm os seus opostos, os reaccionarismos, e estão a vingar(-se) por aqui e pelos arredores.

O poeta Ary fechava o notável poema As Portas Que Abril Abriu, com os versos “agora ninguém mais cerra as portas que Abril abriu”. Até ele deve ouvir, no bar do céu dos poetas, as portas a bater cá em baixo.

E as portas a bater no nosso vizinho.

O governo de Mariano Rajoy aprovou ontem uma nova lei que restringe o aborto no estado espanhol. Um “retrocesso de 30 anos” como denunciam activistas e a oposição ao governo conservador do Partido Popular (irmão siamês do governo Passos Coelho). Rajoy está a anular uma das leis mais salientes do governo de Zapatero. Pode, deram-lhe a maioria.

Nada é certo e perene, como se vê, as portas do Ary mais parecem de um saloon. Mas esta realidade das alterações profundas em hiatos históricos, também podem ser vistas com optimismo. O Fausto canta que “atrás dos tempos vêm tempos e outros tempos hão-de vir”.

Acredito que há-de vir um tempo em que se volte a nacionalizar o que foi erradamente privatizado e se volte a ter tudo o resto que se está a perder. Olhar para a América Latina de hoje e sabendo o que foi quando intervencionada dá esperança.

Mas ter vivido no tempo de Salazar e Caetano, ter vivido o 25 de Abril, e agora passar por isto, é demais para os meus ovários.


(ver post seguinte, clicar em "Ofensiva contra a lei do aborto - em Portugal")

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Passos Coelho não desiste de baixar pensões.

E não o demite e não se demite.Dez.2013
 
Marques Guedes informou hoje, 2 de Janeiro, que o governo não desistiu de mexer nas pensões. Afinal sempre havia uma porta aberta como aqui dissemos.
 
 
O chumbo do Tribunal Constitucional (TC), da convergência das pensões, melhor dizendo, da convergência retroactiva das pensões, não cortou em definitivo o espaço de manobra do governo.

A governação do PSD/CDS, ainda está a ver o que é que “o TC consente ou pode vir a consentir em matéria de reforma estrutural no sistema de pensões”. Segundo disse Passos Coelho na cimeira de líderes da União Europeia.

O TC pela voz do seu presidente apontou, sobre a ponderação da relevância dos interesses públicos e a “convergência”, que “esses interesses são legítimos e noutro contexto poderiam justificar uma redução das pensões”. O governo, tudo fará para entrar por essa porta aberta pelo TC.

De resto é mais um chumbo; tenho vários títulos anteriores a chamar fora-da-lei ao governo, a cada chumbo do TC - até o cantor Bezegol a cantar o “fora-da-lei”. 

Serve de pouco, aos chumbos de tribunal Constitucional não corresponde nada na vertente política. O governo Passos/Portas é um fora-da-lei frequente, o ainda presidente Cavaco Silva é uma inexistência constante.

Com a preparação que o governo diz ter feito, do diploma agora chumbado, é pouco crível que os juristas do PSD e do CDS não tivessem previsto o que ia acontecer. 

Na próxima avaliação do Tribunal Constitucional veremos o que significou esta unanimidade.

Cavaco não se demite nem demite o governo, está a ser tecido um enorme barrete para cobrir o nosso país.

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Vigília em Belém. Veto – Demissão - Eleições.

Vigília em Belém. Dez.2013
 
Concentrações Distritais da semana de Indignação e Luta (clicar na imagem)

A semana de Indignação e Luta convocada pela  CGTP, tem hoje uma jornada em Belém, onde se vai “Exigir do presidente que vete politicamente o Orçamento de Estado 2014, demita o governo e convoque eleições antecipadas.”

Vamos Lá!

O ClariNet esteve sem “NET” uns dias, retoma a normalidade
“dentro de momentos”.


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domingo, 15 de dezembro de 2013

Um Tribunal Constitucional a favor do governo?

Juiz Lino Ribeiro. Tribunal Constitucional. Dez.2013


Deve ter passado despercebido à maioria. Marcelo Rebelo de Sousa referiu em tempos num comentário na televisão, que ia haver alterações no Tribunal Constitucional com a nomeação de um novo juiz, disse; “ talvez a correlação de forças dentro do Tribunal se venha a alterar…não sei”; Idealizava Marcelo em voz fraca, a Judite de Sousa.

O Juiz que entrou, em 20 de Junho passado, Chama-se Lino José Baptista Rodrigues Ribeiro, e, como imaginava e desejava Marcelo, mexeu nas maiorias; foi fundamental na aprovação, à tangente, da Lei das 40 horas de trabalho semanal na função pública.

Recordando, votaram sete juízes a favor e seis contra. Os juízes que votaram a favor da lei foram, Pedro Machete, Maria João Antunes, Fátima Mata-Mouros, José Barbosa, Maria Lúcia Amaral, Ana Guerra Martins, e Lino Ribeiro. Os restantes, incluindo o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim de Sousa Ribeiro votaram contra.

Ontem, no seu comentário na televisão, o porta-voz oficioso do governo e divulgador de segredos de polichinelo, Marques Mendes, anunciou, sem disfarçar o seu contentamento, que o relator da próxima e fundamental decisão do Tribunal Constitucional é o Juiz Lino Ribeiro.

Também Passos Coelho já deixou de atacar, com violência primitiva, o Tribunal Constitucional. Será que o TC tem agora uma tendência maioritária pró-governo? Veremos se a próxima decisão o confirma. Para já, a equipa da propaganda governamental nas televisões está confiante.

Sabemos que o Tribunal Constitucional tem deixado passar leis do governo, lesivas para os portugueses, que vários constitucionalistas consideram anti-constitucionais. 

Diz-se do TC que é um último recurso da democracia e que faz o papel de um Senado. Olhando para a situação que os italianos vivem, quando essas instâncias deixam de representar reais equilíbrios criam-se antagonismos entre os povos e as instituições do Estado - sobrevêm revoltas sociais como as que agora sucedem em Itália.

O Tribunal Constitucional só merece respeito se não decidir contra a democracia e a maioria dos portugueses. O primado é a Constituição da República Portuguesa, não qualquer governo, nacional ou estrangeiro. Veremos.

(em actualização)

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Movimento Forconi despoleta rebelião em Itália.

  Forconi acende rebelião em Itália.Dez 2013 Fronteira entre Itália e França desbloqueada.
 
Censura internacional

Itália está em pé de guerra. Para o ministro do interior Angelino Alfano (nº2 de Berlusconi antes da cisão no partido “Povo da Liberdade”) o tumulto social em curso por todo o país é “susceptível de causar uma rebelião, dirigida contra as instituições nacionais (de Itália) e da Europa”.

Os protestos do Movimento dei Forconi (forquilha) provocaram um contágio espontâneo que envolve agora todas as categorias sociais italianas, de norte a sul, das ilhas às fronteiras terrestres. Já não são só os agricultores, pescadores, transportadores e comerciantes que estiveram no início do movimento; estenderam-se a desempregados e precários, estudantes e trabalhadores de várias profissões. É uma revolta social autónoma de partidos e organizações políticas. 

Desde o princípio do movimento da forquilha que tentam ligar as suas reivindicações (acusação dos patrões da Cofindustria) a iniciativa da máfia - por ter origem na Sicília (como se não fossem da Sicília os mais corajosos opositores da máfia). 

Nas manifestações desta semana (que continuam) aparecem quer elementos da extrema-direita quer de extrema-esquerda, velhos comunistas (foto em baixo) anarquistas, etc. A maioria é “povo” sem partido. Como se dizia em Espanha, nem de esquerda nem de direita – de baixo.

Das esquerdas às direitas . Italianos protestam por todo o país..Dez 2013 
Esta revolta social assusta. Assusta de tal maneira que há um acordo tácito nos meios de informação internacionais para não lhe dar voz. Tenho em subtítulo que a fronteira (Ventimiglia) entre Itália e França já foi desbloqueada, poucos sabiam que esteve fechada por manifestantes.

Os jornais nacionais italianos autocensuraram ontem as notícias sobre os protestos (tenho o Corriere della Sera que não traz uma linha), hoje já voltaram a noticiar pois as televisões e os órgãos locais, não alinharam no boicote informativo. 

Em Portugal é uma vergonha! Nem um jornal nem um jornaleco - como se fechar uma fronteira ao trânsito entre dois países da União Europeia não seja notícia, para não falar na convulsão social.

Os blogues ainda estão a tentar perceber a coisa e quem tem um “partido irmão” em Itália ou a falta de um “partido irmão” em Itália não arrisca sequer olhar para a Itália de hoje. Faz mal.

O que lá se passa é importante, o que se passa na rua e o que se passa nos corredores do poder com a alteração radical da lei eleitoral. Servia de exemplo para cá. Acompanhem pelas televisões italianas, as melhores da europa desde que Rajoy interveio na TVE.

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Morreu o Mestre Nadir Afonso.

Nadir Afonso fica connosco.Dez.2013

O arquitecto e pintor Nadir Afonso morreu esta quarta-feira aos 93 anos

Modernista e mestre do abstracionismo geométrico, natural de Chaves (também a minha terra) onde tive por duas vezes a oportunidade de falar com ele.

Infelizmente não assistiu à inauguração da obra do Siza Vieira, em Chaves, a Fundação Nadir Afonso; esteve prevista para este ano (Julho), mas foi adiada (será em Julho de 2014) porque o governo de Passos Coelho retirou ao projecto o estatuto de utilidade pública.

Em Chaves foi decretado dois dias de luto.

Mestre Nadir Afonso fica connosco através da sua obra. Está há uns anos por cima do meu posto de trabalho (imagem em cima).

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As palavras de Lagarde são para levar a sério.

Palavras de Christine Lagarde são para levar a sério. Dez.2013

Perguntam os patrões (às voltas com a troika) se as palavras de Christine Lagarde são para levar a sério. São. Quando diz que o FMI errou e Portugal deveria ter tido mais tempo para cumprir programa de ajustamento, diz o que muitas pessoas acusadas das piores coisas disseram - e muitas outras pessoas não levaram a sério.

Agora; batatas!

As palavras do FMI e a prática conhecida do FMI deviam ter sido levadas a sério, antes do chumbo do PEC 4. O programa de Passos Coelho para o país, devia ter sido levado a sério, antes de o elegerem. As palavras de aviso sobre o euro sobrevalorizado e a economia portuguesa não o suportar, deviam ter sido levadas a sério, antes da adesão à Euro Zona. 

 Agora; batatas? Talvez não…do efeito FMI/troika já não nos livramos, mas de Passos Coelho podemos livrar-nos, assim como da Euro Zona.

Os partidos parlamentares portugueses não estão pelos ajustes, precisamos de um programa de ajustamento da partidocracia actual, da direita e da esquerda, que nos livre dos Passos Coelhos, este e os vindouros; nos livre deste Euro como moeda nacional. 

Livra!

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Movimento da Forquilha. A revolta social em Itália.

Movimento da Forquilha - Camionistas bloqueiam estradas de Itália. Dez. 2013
  Quando rebelar-se é um dever.
 
E quando a extrema – direita aproveita os movimentos sociais.

O dia de ontem, 9 de Dezembro, fica marcado em Itália por protestos em toda a península. Bloquearam estradas, ocuparam estações ferroviárias, degenerando em confronto violento com a polícia em Turim. Agricultores, desempregados, camionistas, trabalhadores liberais e estudantes, responderam por toda a Itália à convocatória do movimento “Forconi” (forquilha).

A forquilha já é um símbolo da revolta social em Itália. O movimento nasceu em Janeiro de 2012 quando agricultores, pescadores e transportadores, se organizaram na Sicília, na sua primeira greve por tempo indeterminado contra o governo Monti. A greve alastrou à Calábria e a Roma, bloqueando o abastecimento de combustíveis e alimentos.

O movimento vive desde o início no receio de sofrer infiltrações da máfia e de organizações extremistas, e ontem veio a confirmar-se “penetras” de grupos da extrema-direita em várias cidades, nomeadamente na Piazza Castello de Turim, onde se registaram os maiores desacatos. Segundo os jornais italianos seriam organizações de extrema-direita como o MSE, a CasaPound, a Forza Nuova, alguns identificados com as cores das claques ultras de clubes como o Torino e da Juventus em Turim ou do AC Milan e do Inter, em Milão.

Para o porta-voz da coordenadora do protesto, Andrea Zunino, a violência foi provocada por “um punhado de jovens agressivos e violentos, pouco tendo a ver com o evento, que foi totalmente pacífico”. 

Numa altura em que em Itália se assiste a uma importante recomposição das forças políticas; com a viragem à direita do Partido Democrático elegendo Renzi, com o novo líder Matteo Salvani na Liga Norte, ainda mais racista e xenófobo que Umberto Bossi e com Berlusconi preparando o regresso em força da Forza Itália, o panorama das lutas sociais e da sua incorporação partidária será problemática; para todos, e mais para a esquerda.

As condições económicas da força do trabalho italiana contrariam a política europeia e o Euro, nesse sentido a oposição da direita eurocéptica terá vantagem no ainda maior caos político que se adivinha em Itália. 

Ler ainda:

http://oclarinet.blogspot.pt/2013/12/movimento-forconi-despoleta-rebeliao-em.html

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Bacalhau sem fosfatos. Como escolher bacalhau.

Bacalhau português sem polifosfatos. Dez.2013

O governo português emendou a mão e assinou hoje com o principal fornecedor de bacalhau - a Noruega, “um acordo sem prazo para garantir que o bacalhau destinado a Portugal mantém a cura tradicional e estará isento de fosfatos”.

Portugal votou a favor (em 1 de Julho) no Comité Permanente para a Cadeia Alimentar e de Saúde Animal da União Europeia, da introdução de polifosfatos na cura do bacalhau; apenas se opuseram a França e a Croácia. 

A adição de químicos, para além de ter custos adicionais, altera a textura, a cor e o sabor do bacalhau. Seria o fim do bacalhau tradicional português, e por isso, quer consumidores quer industriais do sector reprovaram o aval dado pelo governo de Passos Coelho na União Europeia. 

Agora, o bacalhau destinado à cura tradicional portuguesa, proveniente da Noruega, está livre de fosfatos, como seria de defender, sem cedências, em Julho. Ainda falta ver nos mercados a rotulagem correspondente.

A propósito do nosso bacalhau, um post que publicámos aqui faz amanhã dois anos, continua a ser dos mais procurados do “O ClariNet” através da Internet.

Clicar em; Bacalhau, como escolher, como comprar e preparar.

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domingo, 8 de dezembro de 2013

Cavacolândia. Cavaco Silva vaiado em Viseu.

Cavaco vaiado em Viseu. Dez.2013

Cavaco Silva tem arrostado nos últimos dias com o seu passado anti-ANC, a morte de Mandela veio lembrar a votação na ONU ao lado de Ronald Reagan e de Thatcher. É a vida, o passado não sai com tira-nódoas.

A única curiosidade é a enorme quantidade de portugueses que criticando Cavaco, estão do lado da luta armada, do direito dos povos em responder à violência com a violência. Uma surpresa.

No entanto, há um passado de Cavaco que em vez de o perseguir quer sacudi-lo. Viseu era conhecida como a “cavacolândia”, tantos os apoios que o ainda presidente da República aí tinha.


Cavaco ouve Apupos em Viseu. Dez.2013 
Agora foi vaiado. Os membros do governo Passos/Portas/Cavaco não podem viajar pelo território nacional sem dar de caras com protestos. 

Ainda não são violentos, apesar da violência do Poder sobre a população portuguesa. Até quando?

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Todos Somos Mandela.

MORREU MADIBA
oclarinet.blogspot.com - Delegação portuguesa com Nelson Mandela 2010.Dez.2013
 Carlos Godinho, Cristiano Ronaldo e Carlos Queiroz
com Mandela
 
Visita da Selecção Portuguesa de Futebol a Nelson Mandela em 2010
(foto.Pierre Van Der Hoven)
 
Tirado do blogue Todos Somos Portugal do Carlos Godinho
 

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A mãe de Sócrates. Os professores.

Ministério quer dividir docentes. Dez.2013

Sócrates, nascido no demo de Alopécia, estaria hoje careca de saber que cada vez que se fala nos tabloides da sua mãe, ou dos seus familiares, é para desviar as atenções.

Aproveitar a mãe de Sócrates para fazer política é feio…e daí talvez não!

A mãe de Sócrates chamava-se Feneretes, diz-se que fazia de parteira. 

Feneretes são uma família portuguesa de sindicalistas de direita, uma porção do PS e outros lotes do PSD e do CDS, que dá pelo apelido ou nomeada FNE. 

Os Feneretes da FNE também fazem partos.

Nuno Crato, o grávido, tem contado para a sua prenhe ininterrupta e os seus desmanchos, com os cuidados obstétricos dos Feneretes.

O último desenlace abortivo está a ser a “prova de avaliação de conhecimentos,” um dos estados interessantes de Nuno Crato. Os Feneretes cortaram o cordão umbilical para agradar e a pedido do parturiente, com a paridela mal consumada.

Como resultado, temos uma reacção para debelar a infecção geral, provocada por um parto que não devia ser feito. O Crato não sabe parir e os Feneretes não sabem assistir.

 
Amanhã, quinta-feira, toda a família do corpo docente/doente e maltratado vai-se manifestar frente a São Bento – e lá dentro.

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Passos recebe polícias…mas não se volta a repetir.

Polícias tomam escadarias de São Bento Nov. - Dez.2013

Polícias exigem reunião com Passos ou protestos voltam à rua com mais agentes.

A comissão coordenadora, dos sindicatos e associações profissionais das polícias e guardas, quer encontrar-se com Passos Coelho. Dizem que “será um erro se o primeiro-ministro recusar o convite” e não se espera que Passos Coelho cometa tal “erro”.

As forças de segurança não são distintas dos outros reivindicadores por serem abrangidos por vários ministérios, mas sim por serem elementos com que o governo conta para exercer o poder.

O secretário nacional da “Coordenadora”, Paulo Rodrigues, que adverte o governo, de mais manifestações e com mais polícias, é claro:

“Há um estado de revolta e estamos numa situação limite em que as pessoas agem já como quem perdeu tudo. O governo deve ouvir os polícias para refrear os ânimos. Poderá ser muito complicado e ter consequências negativas imprevisíveis se se insistir num afastamento entre os polícias e os eleitos para governar o país”. (In Público)

O que as polícias vão dizer a Passos Coelho? Na manifestação apregoaram “Ó Passos toma atenção – os polícias têm razão! Mas também gritaram; “Está na hora, está na hora! De o governo ir embora!” 

Se Passos Coelho abrir uma excepção, ultrapassando os ministros, para receber as polícias; não deixará de tirar partido político da sua boa-vontade e de lhes dizer que a privilégio de aceitar a reunião não se volta a repetir.

De um primeiro-ministro tipo Passos Coelho, espera-se que seja, ora polícia bom ora polícia mau.

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domingo, 1 de dezembro de 2013

História. A clandestinidade das Brigadas Revolucionárias.

Outubro de 1975. Conferência de Imprensa da separação das BR do PRP. oclarinet Dez.2013

A historiadora Raquel Varela escreve no seu livro sobre a história do PCP, (de que li um fragmento na Net) o seguinte: (…) “O partido não iria apoiar uma guerra civil. Esse argumento, o de que o PCP teria evitado um “novo Chile” em Portugal, foi considerado à altura e mantido como argumento estrutural da posição do PCP a 25 de Novembro de 1975. Nesta política, da potencialidade do regresso a um regime ditatorial, o PCP era apoiado por vários sectores da extrema-esquerda – o PRP-BR, por exemplo, anuncia o regresso à clandestinidade em Novembro de 1975”.

Num outro livro, “Revolução ou Transição”, coordenado por Raquel Varela; na parte lavrada por Jorge Fontes diz-se: “Um capitão do COPCON desvia um milhar de G3 para o PRP-BR, que decide passar à ilegalidade de forma a preparar a «insurreição armada».”

Não foi assim. O PRP-BR não passou à “clandestinidade” ou à “ilegalidade” (!). Foram as Brigadas Revolucionárias. Houve uma separação das Brigadas, do PRP, em Outubro de 1975 (não em Novembro) anunciada em conferência de imprensa (foto em cima).

O desvio das G3 de Beirolas foi em Setembro (dia 10), a separação das BR estava decidida pela Comissão Central do PRP-BR desde Junho, por causa da lei do desarmamento e para “logo que houvesse necessidade disso” (Revolução Nº51, 30/10 anúncio da separação). O prazo da lei do desarmamento saiu em Outubro 75 e deu-se nessa data a separação. Só isso.

Já agora, e lembrando a onda de terrorismo impune da direita, na altura, o PRP-BR dizia em Outubro 75, ser curioso que a lei do desarmamento seja idêntica, e saia numa altura idêntica, à ocorrida no Chile dois meses antes do golpe de Setembro de 73. 

As preocupações com o caso chileno não podem ser baralhadas com qualquer apoio político do PRP-BR ao PCP, antes pelo contrário. Basta ver a quem se dirigia o discurso de Cunhal no Campo Pequeno, após o 25 de Novembro, e a prática seguinte do PCP sobre a esquerda revolucionária. Aliás, os comunicados de todas as organizações da esquerda após o 25 de Novembro são claros, os coincidentes com o PCP, (que são muitos) não são do PRP-BR.

PS. Coloco esta nota neste blogue, por estar cansado de ver na Internet alterações de factos, seja por esquecimento, desconhecimento ou outra razão; parecem menores mas contribuem pouco para a História. 

 Como habitual, no dia 1 de cada mês os 10 posts mais lidos no mês anterior:

27/11 – Alemanha baixa idade de reforma e aumenta salários.

02/11 – Carvalho da Silva. Precisam-se pessoas para a porrada.

22/11 – Cresce a resistência à violência pré-ditadura.

10/11 – Paul de Grauwe também se engana. Que Comissão Europeia.

25/11 – Eleições primárias abertas, Louçã e os outros.

20/11 – Função pública e aposentados roubados no subsídio.

17/11 – Livre. O partido lançado por Rui Tavares.

13/11 – Durão Barroso, o servente mole da Alemanha.

01/11 – Manifestação 1 de Novembro.

07/11 – O embuste da taxa de desemprego - há menos empregados.

(para ler os artigos clicar nos textos a cor)

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