quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Silva Lopes presente na manifestação contra Merkel.

Silva Lopes contra Merkel.Out.2012

José da Silva Lopes, o economista português com a mais longa carreira técnica e política, na área da economia e finanças públicas, disse ontem que estará “presente nas manifestações quando estas visarem os políticos europeus, nomeadamente, a chanceler alemã Ângela Merkel”.

Antes de ontem a comissão Executiva da CGTP marcou um protesto (acção de rua) para o dia da visita de Ângela Merkel a Portugal - dia 12 de Novembro – dois dias antes da Greve Geral. 

A posição de Silva Lopes tem um importante significado político. Por ser quem é, e por colocar o protesto na dimensão europeia. 

Lembremos que o governo e os seus apoiantes têm em relação à Europa e às instâncias internacionais uma posição de obediência subserviente. Também boa parte dos críticos do governo vai na conversa do poder, de identificar os males nacionais como tendo origem em Sócrates e “termos vivido acima das nossas possibilidades”. Paul Krugman junta-lhe “os malefícios da dívida” para lhes chamar as lérias populares da Europa.

As ingenuidades analíticas anti-socráticas, que nos trouxeram aqui e dificultam ver a muitos a razão da crise, não são fáceis de contrariar, a campanha foi ao nível dos Pastorinhos de Fátima, é crença que terá peregrinos por muito tempo.

O que é fundamental nesta situação é saber se a classe média, atingida sobremaneira com as medidas do governo, está disposta a alterar a situação, juntando-se em massa aos protestos de rua, (hoje já ninguém diz que as manifestações não servem para nada).

A participação de Silva Lopes em demonstrações de protesto ajuda a ultrapassar algumas reticências, quer sectárias, quer classistas. É por isso uma boa notícia.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

A educação cara de Vítor Gaspar ao serviço de quê?

Cavaco Silva no Facebook. Out.2012

“A minha educação foi extraordinariamente cara. Portugal investiu na minha educação de forma muito generosa durante algumas décadas”, afirmou Vítor Gaspar na apresentação do Orçamento de Estado.

Curiosamente, fruto das suas medidas, muitos estudantes têm abandonado os estudos por falta de condições económicas ou bolsas de estudo. Adiante.

Consta que Vítor Gaspar estudou as mesmas matérias que Cavaco Silva; são aliás ambos vendidos na comunicação social como grandes especialistas na área das Finanças. (Nota-se…nos dois).

Por isso não se compreende outra afirmação de Vítor Gaspar na mesma conferência. Instado a comentar as declarações (na imagem) de Cavaco Silva disse; “ Confesso com algum embaraço que não estudei as afirmações, que têm vindo a ser reportadas, do Sr. Presidente, e não estou suficientemente preparado para lhe dar um comentário devidamente informado”.

É um embaraço para quem pagou a “educação extraordinariamente cara de Vítor Gaspar”. Precisa de muito estudo para perceber a mensagem de Cavaco Silva? Não lida todos os dias com a ponderação dos factores enunciados pelo Presidente? Ou não tem coragem para afirmar que pensa de maneira diferente?

Pensam diferente agora. Gaspar porque insiste no erro, Cavaco porque faz previsões no fim do jogo para não se enganar.

De qualquer forma esta diferença de pensamento conta na crise política existente. Gaspar está disposto a continuar a surpreender-se com a realidade, enquanto aqueles que o têm suportado começam a vê-lo insuportável. O outro partido da coligação, vários economistas que antes o apoiavam, barões e baronesas do PSD, autarcas do PSD assustados com o ciclone dos Açores, o presidente da República.

Vítor Gaspar não entregou um Orçamento, mas sim um testamento em forma de ultimato, ameaça como Luís XV com o dilúvio e tem a mala feita para ir embora. Está claro, ou é como o governo e os seus mandantes estrangeiros querem, ou não é.

Há aqui uma guerra que abrange todos os portugueses, participem ou não.

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Cerco a S.Bento – fotos.

Foto 1 Cerco a S.Bento. oclarinet Out.2012
Foto 2 Cerco a S.Bento.oclarinet.Out 2012foto 3 Cerco a S.Bento.oclarinet.Out.2012
No Cerco a S.Bento caíram grades…subiu-se um pouco.


foto4 Cerco a S.Bento.oclarinet.Out.2012Foto 5 Cerco a S.Bento.oclarinet.Out.2012


Mas a “Casa da Democracia” continuou longe…inacessível.




Foto 7. Cerco a S.Bento.oclarinet.Out.2012Foto 6 Cerco a S.Bento.oclarinet.Out.2012


                                                                                           O governo caiu mas ainda mexe - ligado por fios.



Por isso ocupa-se a rua. Até ir embora!

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Orçamento de Estado para o governo ir embora.


Vitor Gaspar diz - dizia Vitor Gaspar.Out.2012Dizia Gaspar há 13 dias.


 
Vitor Gaspar volta a dizer o que dizia. Out.2012
Gaspar volta a dizer o que dizia.

 
O governo não alivia a carga fiscal. Afinal a consolidação orçamental é feita fundamentalmente através dos impostos; 4/5 na receita e 1/5 na despesa, contrariando  os propagados 2/3 na despesa e 1/3 na receita, constantes no memorando da troika. O governo português está alucinado.
 
E os cortes na despesa não são em gastos supérfluos do Estado mas são feitos à custa da redução das pensões, do despedimento de milhares de funcionários, da redução das prestações sociais, e mais cortes na Educação e na Saúde.
 
O governo insiste, apresenta um Orçamento para ir embora; impossível de aguentar, com os mesmos remédios, e que terá os mesmos efeitos perversos na economia portuguesa.
 
(em actualização)
 
Vamos ao Cerco a S.Bento.
                                               Fotos no próximo post

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domingo, 14 de outubro de 2012

Apoiar o Cerco ao Parlamento. 15 de Outubro.

Contestar o OE2013. Out.2012

Uma dezena e meia de organizações aderiram à proposta de “Cerco ao Parlamento”, marcado para amanhã dia 15 de Outubro, com início pelas 18.00H. 

Iniciativa da Plataforma 15 de Outubro e do Movimento Sem Emprego, “O Cerco ao Parlamento” irá contestar o Orçamento de Estado para 2013 e pedir a demissão do governo. 

Na manifestação de ontem também a CGTP pediu para que no dia 31 de Outubro os portugueses voltem a sair à rua.

Para essa data, dia da votação na generalidade do Orçamento de Estado para 2013, já a Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (FCSAP), marcou uma manifestação, com concentração no Marquês de Pombal e com destino a Assembleia da República.

Ir a todas, até o governo, todo, ir embora.

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Pesto com amêndoas para congelar.

Folhas de manjericao. Out.2012

O molho Pesto é tradicionalmente feito com manjericão, alho, sal, azeite, queijo parmesão e pinhões. Cá faz-se com o que temos e não temos pinheiros mansos, (mesmo o pinhal de pinheiros bravos voltou a arder este ano). Como tenho algumas avelãs e amêndoas, já antes tinha experimentado substituir os pinhões por avelãs e agora fiz com amêndoas; funciona.
   Apanha do majericao.Out.2012
Tenho alguns pés de manjericão em vaso que vamos utilizando, ressemeei as sementes que deram e passados quinze dias retirei as plantas antigas. Com elas fiz algum Pesto para congelar.

   Preparar as amendoas. Out.2012Juntar alho.Out.2012            
 
Os ingredientes poderiam ser esmagados num almofariz, mas com amêndoas e para congelar, tritura-se. O azeite junto “a olho” e não leva queijo (juntam depois no prato). Querendo tirar a pele às amêndoas (não tiro) deixam-se por 5 minutos em água quente e esfrega-se com um pano. Sal a gosto.
 
 Depois de moer preparar para congelar. Out.2012Cortar depois de congelado e guardar.Out.2012










Para congelar, em vez de deitar o molho em cuvetes (passagem de odores no congelador) vão em caixas fechadas com aproximadamente um centímetro de altura de Pesto. Corta-se facilmente com uma faca depois de congelado e guardam-se os “cubos” novamente no congelador, em sacos, de onde se vão tirando os necessários e guardando o resto.

E ora, buon appetito.


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sábado, 13 de outubro de 2012

13 de Outubro. Praça da Figueira–Praça de Espanha.

Manif. Praa da Figueira.Out.2012
 
A Marcha Contra o Desemprego está em Lisboa.
 
A coluna do sul concentra-se no Cais do Sodré, às 15.45, e a do norte na Alameda D. Afonso Henriques, às 15.30. 

Convergem de cada um desses locais para a Praça da Figueira e prosseguem juntas, numa grande manifestação de alerta contra o flagelo social do desemprego que culminará na Assembleia da República, onde o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, proferirá uma intervenção. 

Arménio Carlos apresentará as propostas da CGTP-IN que se destinam ao equilíbrio das contas públicas e à promoção do crescimento e do emprego. (CGTP)

Do norte do sul - Praca da Figueira - Assembleia da Republica.Out.2012

Após o encerramento da Marcha Contra o Desemprego, em S.Bento, os participantes da Marcha e os manifestantes que os receberam em Lisboa, seguem para a Praça de Espanha, onde o Movimento “Que se lixe a troika” e dezenas de artistas promovem um segundo momento de protesto.

Sendo dois protestos com objectivos comuns, espera-se a participação da Marcha (os que ainda aguentarem depois de da jornada de 9 dias) na manifestação da Praça de Espanha, e, que o povo da grande Lisboa receba a Marcha contra o Desemprego na Praça da Figueira e a acompanhe à Assembleia da República. 

Participa!

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

D.José Policarpo. A rua não resolve nada.

Patriarca contra manifestacoes.Out 2012

O Patriarca da Igreja católica, Sr. José Policarpo, tem Dom. O Dom de dizer que a sua igreja não deve intervir na política e ele não fazer outra coisa cada vez que lhe apontam um microfone.

Reaccionário como é, e nada criativo como é apanágio da função, repete repetidamente a ladainha. Desta vez deu-lhe para interpretar a Constituição, decerto lida na versão da Casa da Moeda, o que é um problema. Se fosse uma Constituição mais católica teria o articulado em salmos e não saltaria nenhum antes de o decorar.

O que é que foi que ele disse? Que “não se resolve nada contestando, vindo para grandes manifestações”.

“Sejamos objectivos e tenhamos esperança” disse, (o objectivo subjectivo da esperança, se ainda fosse - tenhamos objectivos e tenhamos esperança) “que há sinais positivos” (deve ser o Orçamento de Estado) “este sacrifício levará a resultados positivos não apenas para nós mas para a Europa” (deve ser aquela parte da Europa que tem guardas suíços à porta).

Depois pronunciou a «única coisa» que preocupa a Igreja (dele), disse: “A única coisa que neste momento é preocupante é uma democracia que se define constitucionalmente como uma democracia representativa, onde as soluções alternativas têm lugar próprio para serem apresentadas, e neste momento está na rua”.

Continuou; “ … e portanto, até que ponto é que nós construímos uma saúde democrática com a rua a dizer como é que se deve governar”.

Veio o general Eanes apelar à intervenção da “voz credível” da Igreja, vieram os bispos defender-se; garantindo que têm alertado “para que as medidas de austeridade poupem aqueles que já vivem em profunda austeridade”; depois vem sua eminência estragar a cena composta a preceito.

Tudo isto porque a composição da Constituição não está em salmos, e saltou ao Dom o articulado sobre liberdade de manifestação (nem lhe falem no direito à rebelião). 

Outra razão pode ser o receio da concorrência, já há marchas do norte e do sul que não vão para Fátima mas para a Praça da Figueira. Talvez seja preciso uma entidade reguladora das marchas, das que procuram milagres e das que lutam pelos seus direitos.

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Sair do Euro. Orçamento de Estado 2013.

oclarinet.Que se lixe a troika e o euro.Out.2012

Com o nível de empobrecimento actual e o previsto para 2013 e 2014, aos portugueses convém-lhes continuar no “Euro”? Essa conta é tão importante de fazer, como saber o que fica em cada casa depois do governo levar o que quer.

O agravamento dos impostos, agora e em 2013, terá um efeito arrasador na economia e nas famílias. Ou é o último prego no caixão do governo ou a classe média portuguesa está bem para o Passos Coelho que inventou.

Promoveu-se a “fuga” do conteúdo do OE de 2013 para ajudar a propaganda PSD. Não serve de nada. O “professor Marcelo” consegue dizer na televisão que o IRS aumenta menos que o previsto, fala-se em recuo no IMI, quando só há adiamento, fazem-se títulos dizendo que são menos os despedidos na função pública quando são os mesmos que foram anunciados. Não serve de nada.

A recessão vai ser superior ao vaticinado para 2013, e em 2014 temos de reduzir o défice de 4,5 para 2,5%. Ninguém acredita em tal.

A entrevista de ontem, de Bagão Félix à SIC (mal relatada nos jornais), para além da conversa política secundária, realçou a relação do aumento das taxas com a quebra de receita, o que todos perceberam excepto os modelos de Gaspar. Insistir na mesma fórmula para 2013, e já depois da Comissão Europeia alertar para o risco do aumento de impostos, é impensável. 

Mas Bagão Félix confirmou um elemento, do qual não há percepção pública, perguntado sobre a saída de Portugal do “Euro”, disse não concordar, mas foi adiantando que existem casos, como alguns funcionários públicos de vencimentos médios, que já tiveram quebras de rendimento na ordem dos 40%. “Ora”, disse, “nunca houve uma desvalorização cambial de tal valor”. 

Sair do “Euro” tem custos que têm sido apresentados para desencorajar a ideia; falou-se em desvalorizações de 30,40,50% (lá estamos a chegar), em não haver empréstimos e outros dramas, (discutíveis). O melhor é fazer contas à situação de quebra de rendimento de cada um e às vantagens de escolhermos o próprio caminho.

Pessoalmente, não tenho nada a perder com a saída de Portugal do “Euro”, os empresários obrigados a encerrar portas não têm nada a perder, os que já não recebem subsídios pelo desemprego não têm nada a perder, os obrigados a emigrar não têm nada a perder, e mais chegarão à conclusão que nada têm a perder. 

Com a actual “arquitectura” do “Euro”, que se lixe a troika é pouco, para os portugueses que nada têm a perder, que se lixe o “Euro”. 

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Setúbal. Marcha Contra o Desemprego, fotos.

oclarinet - Setubal - Marcha Contra o Desemprego 1. Out 2012
oclarinet. Marcha Contra o Desemprego 2. Out 2012

A Marcha Contra o Desemprego (coluna sul) concentrou-se esta manhã na Praça do Bocage em Setúbal, seguindo de tarde para Pinhal Novo, onde pelas 18.00h, haverá uma nova Tribuna Pública.

Amanhã: Moita, Alhos Vedros, Barreiro, Seixal, Almada.

oclarinet. Marcha Contra o Desemprego 3. Out 2012

oclarinet. Marcha Contra o Desemprego 5. Out 2012




oclarinet.Marcha Contra o Desemprego 4. Out 2012
oclarinet. Marcha Contra o Desemprego 6.Out 2012
A LISBOA
oclarinet. Marcha Contra o Desemprego 7. Out 2012oclarinet. Marcha Contra o Desemprego 8. Out 2012











Sábado dia 13 de Outubro, encerramento da marcha com concentração final das colunas Norte e Sul na Praça da Figueira, em Lisboa.

PARTICIPA - DIVULGA.

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