quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Eleições Itália. Bersani ou Berlusconi - Monti.

Itália eleições sondagens. Fev.2013
 
Em Portugal quase nada se sabe sobre as importantes eleições em Itália. 
 
À comunicação social (e ao comentário político nos media) custa-lhes olhar para Itália, hoje. No entanto, as alterações políticas previsíveis em Itália terão reflexo relevante na política europeia, particularmente após a vitória de Francois Hollande em França e antecedendo as eleições gerais na Alemanha.
 
Falar em sondagens sem caracterizar as forças políticas presentes não esclarecerá quem não conheça a história política italiana, mas não há forma de falar aqui da Itália política sem ser em fascículos. Luigi Bersani é o líder do Partido Democrático (PD) “centro esquerda”, Mario Monti “centro” e Sílvio Berlusconi “centro direita” são mais conhecidos. Deles e dos partidos, coligações e personagens, quem são e de onde vêm, fica para um próximo post sobre a Itália política contemporânea.
 Italia sondagens.Fev.2013 
 
Todas as sondagens sobre as eleições italianas dos próximos 24 e 25 de Fevereiro, dão, desde sempre, a vitória à esquerda do Partido Democrático; apesar disso, desde 2012 só se ouve falar no confronto Monti- Berlusconi; do jornal Expresso na sua antevisão para 2013 ao último comentário do Prof. Marcelo.
 
Na verdade, Berlusconi não é candidato a liderar o governo de Itália e Monti é candidato ao Senado, sendo já… senador vitalício. Monti e quem o apoia não chegam a terceira força política, ultrapassados pelo Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo; aqui com 14,3% das intenções de voto contra 12,9 de Monti.
 
As eleições italianas parecem confusas, não são. Resultam de um processo que pode ser exemplo para o que se passa em Portugal, sobre o anti-partidarismo a corrupção política e os movimentos históricos, por um lado; e sobre as medidas de austeridade o empobrecimento e a saída para a crise, por outro.
 
Para já as sondagens, na certeza que o mais importante não será qualquer confronto Monti-Berlusconi - ao contrário do que nos querem fazer crer.


Última sondagem 8 de Fevereiro: legenda

Centrosinistra - Centro esquerda (37,2)

PD/Partito Democrático – 32,2

Sinistra, ecologia e libertá – 3,5

Altri di centro sinistra – 1,5

Centro (12,9)

Udc/ Unione di centro – 3,0

Futuro e libertá – 0,6

Scelta cívica/con Monti per l´ltalia – 9,3

Centrodestra - Centro Direita (29,7)

Pdl /ll popolo della libertá– 22,0

Lega Nord – 5,4

La destra – 1,0

Centrodestra nazionale/Frateli d´ltalia – 1,0

Altri di centrodestra – 0,3

Altri – Outros partidos (20,2)

Movimento 5 Stelle – 14,3

Rivolucione civile – 4,2

Amnistia giustizia e libertá – 0,4

Fare per Fermare il declínio – 1,0

Altri partito – 0,3

Indecisi/Astenuti – 31,2

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2 comentários:

imaginario disse...

Ouvia hoje na Antena2 uma jornalista(?) dizer que em Itália não se passava nada, as eleições iriam ter uma abstenção record e que ninguém se interessava por política...estranho, tenho seguido o percurso de Beppe Grillo e em tão pouco tempo um movimento de cidadãos estar na eminência de se tornar a terceira força política do país é para mim um terramoto só comparável ao que se passou na Islândia.

Carlos Mesquita disse...

É o jornalismo preguiçoso a que temos direito, andam às aranhas, caídos de paraquedas no meio de um sistema político que não se percebe de véspera. Nem sabiam do prazo das sondagens, como verifico pelo número de visitas aqui.

Atenção ao “fenómeno” Beppe Grillo; não é recente, é antigo, há muito que vendeu o iate e o ferrari para se aproveitar da política, pois é disso que se trata. Não tem nada a ver com a Islândia, é aliás o inverso. Comparar o processo de democracia exemplar islandês com o populismo delirante e anti-democrático de Grillo é um erro de palmatória. Grillo está na linha dos messias políticos que tramaram a Itália, com a agravante de poder vir a arbitrar o resultado eleitoral.