sexta-feira, 12 de julho de 2013

Negociações para compromisso são Passos perdidos.

Portas não consegue encerrar o debate. Jul.2013


A certa altura pareceu que a crise interna do governo era uma simples mudança de PSD/CDS para CDS/PSD; afinal nem isso - era um jogo de espelhos. Cavaco usou a máquina de fumos de Belém e agora ninguém vê ponta de corno na política nacional. Mas que há cornos – há, e não são poucos. O termo “irrevogável” irá cair em desuso por falta de significado, por vergonha.

As fumarolas chegaram hoje ao Parlamento. A maioria procedeu como se não existisse qualquer tipo de crise política. A irrealidade levou Passos Coelho a dizer que dura até 2015, quando Cavaco afiança que em 2014 está fora de prazo. Esta maioria é especialista a fazer de conta, a criar narrativas e a sonhar sapatear dentro delas.

Nada é certo, excepto que o PS não se suicidará politicamente, aderindo às fantasias cavaquistas. Falará muito em disposição para o diálogo mas não vai pôr a minhoca em nenhuma medida impopular da troika, quem paga pelas medidas, é quem usufrui do pote.

Haverá alguma lógica na confusa iniciativa de Cavaco Silva, caso pretenda provar que os partidos não se entendem e queira erguer-se do caos que criou como salvador da estabilidade. Na Grécia e na Itália duraram pouco os governos de iniciativa presidencial.

O que quer Cavaco dos partidos que elegeu? O que é “um compromisso de salvação nacional que permita a conclusão, com sucesso, do Programa de Assistência Financeira e o regresso aos mercados, e que garanta a existência de condições de governabilidade, de sustentabilidade da dívida pública, de crescimento da economia e de criação de emprego”?

É um programa de campanha eleitoral? É propaganda das peregrinações a Fátima? E Cavaco verá, no PSD, no CDS e no PS, os três pastorinhos (juntinhos) para o frontispício do folheto de promoção?

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2 comentários:

Anónimo disse...

O acordo que Cavaco e o governo querem, o PS nunca fará. O compromisso de salvação nacional é para tirar mais de 4 mil milhões de euros ao Estado Social, aos trabalhadores e pensionistas. Nesta fase o partido socialista é fundamental na oposição ao governo e a Cavaco. Depois logo se vê, agora é preciso travar as políticas em que nem o Vítor Gaspar acredita.

Carlos Mesquita disse...

Acreditar, o Vítor Gaspar acredita, mas não tem (tinha) condições para as implementar.