segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Merkel ganha ou perde com resultado na Baviera?

Aliados de Merkel - péssimo resultado na Baviera. Set.2013
Philip Rosle, líder do FDP e ministro da Economia de Merkel.

Televisões e jornais encabeçaram notícias com “Merkel ganhou na Baviera” ou "Aliado de Ângela Merkel com maioria absoluta na Baviera”. É muita festa.

Merkel terá ganho com a vitória da União Social Cristã (CSU), ou perdido com a estrondosa derrota do FDP que não conseguiu os 5% necessários para entrar no parlamento bávaro? Se a CSU é aliada ideológica da CDU de Merkel, os liberais do FDP são os aliados de governo. 

No próximo dia 22 o que se decide é a composição do futuro governo germânico.

A uma semana da eleição federal, o resultado da Baviera é importante. As sondagens na Alemanha são pouco fiáveis (há mesmo acusações de deturpação voluntária para influenciar resultados) mas os 3% que o FDP teve na Baviera não é sondagem. 

Se o FDP não tiver mais de 5%, há previsões para cima e para baixo, Merkel não pode reeditar o governo actual. O bloco CDU/CSU, sem maioria, (sondagens 38-40%) precisa de um parceiro, se o FDP ficar de fora, Merkel terá de formar governo com o partido social-democrata SPD (da Internacional Socialista), mais natural que com “Os Verdes”.

Podem existir transferências de votos do bloco de direita para os liberais, mas há riscos para Merkel, da “esquerda” que terá reduzido a distância que os separa e do novo partido anti- Euro, “Alternativa para a Alemanha” (AFD) que diz ter sondagens que lhes garantem a entrada na Bundestag.

Depois da Baviera e ao contrário da festa em curso, as coisas estão menos decididas. Está menos decidida a composição do governo germânico e consequentemente as políticas que afectarão a Europa e os países intervencionados.

É connosco.

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2 comentários:

Anónimo disse...

Qualquer coligação que façam é o mesmo para nós.

Carlos Mesquita disse...

Outro governo é outro governo não se trata de expectativas altas ou baixas. O SPD é publicamente contra a dose de austeridade, mais pró-europeu e a favor de estímulos à economia. Não vão querer partilhar dívidas mas vão fazer outra abordagem aos riscos da moeda única e ao crescimento dos euro-cépticos em vésperas de eleições europeias.

Eu, que defendo a saída dos países intervencionados da Zona Euro, entendo que um alívio na política de austeridade é essencial. É a única forma de não perdermos rapidamente o que se conseguiu após o 25 de Abril.

“É tudo a mesma coisa” - é uma tolice; sejam partidos sejam políticos. O PS de Sampaio não é o mesmo de Soares, de Sócrates, ou de Seguro. Ter Cavaco ou Manuel Alegre na presidência não é o mesmo. Os líderes do projecto europeu e os líderes da europa de hoje são dos mesmos países, dos mesmos partidos, e defendem coisas contraditórias.

Por arrogância e preguiça, quem diz preocupar-se com grandes causas cruza os braços com desprezo à política quotidiana, mas é essa que “trata” do Serviço Nacional de Saúde, da Educação, do desemprego, dos serviços sociais, etc. Pequenas alterações na política dos países dominantes afectam milhares de pessoas no mundo, na Europa é o mesmo, como é a outra dimensão nos países e dentro deles nas regiões e nas autarquias. É a vida e a vida é política.