domingo, 8 de junho de 2014

Bloco de Esquerda in – satisfeito.

Ana Drago Bloco de Esquerda. Jun.2014

Ana Drago dá hoje uma entrevista ao Público, recomenda-se.

Sobre a liderança do Bloco de Esquerda, Ana Drago afirma que o problema do Bloco não é um problema de liderança, ou de comunicação. É um problema de estratégia. Há uma espécie de auto-suficiência. Temos o nosso espaço de representação e isso chega. Para o desafio político com que o Bloco nasceu, todos compreenderão que isso é insuficiente. (Sublinhado meu)

Enfim, se o problema é de estratégia é igualmente da liderança; concordando que a questão do BE põe-se em termos da sua utilidade política, vale a pena ler a análise de Ana Drago (clicar AQUI).

A entrevista é elucidativa do caminho do Bloco de Esquerda e também indicativa do destino de Ana Drago.

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3 comentários:

Carlos Leça da Veiga disse...


Não parece nada acertado perder-se tempo com os problemas internos do PS e, também, com aqueles do BE. Imaginá-los com qualquer futuro que possa vir a ser benéfico para a imensa maioria dos portugueses é, quanto a mim, um puro idealismo, uma coisa completamente inútil na apreciação dos fenómenos políticos.
Todos os grupos partidários que permanecem na chamada Assembleia da República só têm estado a legitimar a burla democrática imposta ao nosso País pelo neofascismo em crescendo e, desse modo, a tornar fácil a vida, aliás inútil, do Presidente da República, liberto duma qualquer tarefa com responsabilidade política.
É preciso reconhecer que os únicos intervenientes políticos que têm estado do lado dos portugueses têm sido os Juízes do Tribunal Constitucional cujos caracteres, mau grado as pressões - as ameaças - sofridas não baixam os braços e sabem dizer não aos atropelos da desacreditada maioria parlamentar.
Depois de mais outra tentativa de fraude jurídico/constitucional e, também, verificados os últimos resultados eleitorais. Só o abandono político de São Bento é, na minha opinião, a atitude capaz de provocar legislativas antecipadas e, sobretudo, mobilizar os portugueses fartos, como estão, de verem a total inoperacionalidade dos partidos dominantes.
CLV

Carlos Mesquita disse...

Discordamos e vejo contraditório o que dizes. O actual governo só sai através de eleições (ou demitindo-se, Cavaco não o derruba) e com votos suficientes na sua oposição.

Faz todo o sentido “perder-se tempo” em perceber as evoluções da sua oposição, aquela que existe. Outra oposição em tempo útil seria um “fenómeno político” e abandono do Parlamento só se for (não é) pelo PCP, o único que pode estar interessado em eleições antecipadas para subir umas vírgulas.

Seguro quereria eleições antes do Costa lhe ficar com o partido e Passos/Portas para apanharem a oposição parlamentar às aranhas, mas isso seria tão escabroso que nenhum deles se salvava politicamente.

E qual seria a composição da Assembleia da República com eleições antecipadas nas actuais condições? Passos Coelho primeiro-ministro com Seguro dentro do governo? Um bloco central liderado por Passos Coelho? Não me parece que possa existir pior pesadelo.

Carlos Leça da Veiga disse...

Tal como é muito apreciada a vida interna dos clubes de futebol, a vida interna dos partidos é, também, objecto da mesma curiosidade. Imaginar cenários parlamentares diversos quando quaisquer dos seus actuais actores são, simplesmente, coisas perversas é, na minha opinião, um certo atractivo pelo precipício. Não há progresso em nada pela afirmação de verdades mas sim pela eliminação dos erros, Assim foi sempre na História. Um erro clamoroso é o chamado Parlamento português ser consentido e não demitido mau grado ter uma composição em que só menos de 30% dos eleitores podem rever-se. Está errado, logo deve ser terminado. Saber a que partido político isso não interessa não é coisa que mereça a atenção duma Democracia que não seja a burla em curso. Se o dito Presidente não demite o Parlamento, então os seus parlamentares se, de verdade, estiverem do lado da População têm a obrigação de faze-lo. O colaboracionismo é indigno de qualquer defesa.
CLV