sexta-feira, 4 de outubro de 2013

António Costa defende directas abertas nos partidos.

António Costa na quadratura do círculo. Out.2013

O dirigente socialista António Costa defendeu, no programa Quadratura do Círculo, alterações à lei eleitoral contraditórias com o entendimento que a actual direcção do Partido Socialista tem sobre a matéria.

A comunicação social releva ele ter afirmado que o PS ainda não é alternativa clara e imediata ao governo, mas mais importante, porque mexe com o sistema representativo nesta democracia, é a sua adesão a um novo sistema eleitoral.

Para o presidente da Câmara de Lisboa, “devíamos adoptar um sistema eleitoral misto, tipo alemão, com círculos uninominais (mantendo a proporcionalidade), combinado com um sistema de directas abertas nos partidos”. 

António Costa junta-se assim, pelo menos em parte, ao grupo de militantes socialistas que apresentaram no último Congresso um documento a defender, entre outras alterações estatutárias a realização de primárias abertas.

Já várias vezes aqui referi a propósito de eleições em Itália e em França, o sistema de directas abertas, que permite a simpatizantes dos partidos participar nas eleições dos seus representantes:

A escolha dos dirigentes partidários, quer do PS quer do PSD, por uma pequena parcela de socialistas ou de sociais-democratas, tem criado dirigentes cuja maior capacidade é o domínio da “aparelho”. Dominar o aparelho partidário tem sido o caminho mais curto para a candidatura a primeiro-ministro.

“A desconfiança dos eleitores em relação aos partidos” e a necessidade de “obrigar os partidos a mudar de atitude”, leva o autarca socialista a propor que se leve à Assembleia da República uma nova lei eleitoral. Costa diz que “pelo menos para os grandes partidos”.

Lembro que em Espanha, O PSOE defende uma reforma da lei dos partidos, que obrigue todos eles a introduzir o sistema de primárias abertas.

Cá, é um movimento que tanto pode ser para “depois de” António José Seguro, como para antes; depende do evoluir da crise política e da crise nos partidos, ambas impossíveis de esconder.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial









Sem comentários: