Os trabalhadores da mina de Neves Corvo, em Castro Verde, iniciam hoje uma greve ao trabalho extraordinário, em protesto pela intenção da administração em aplicar o novo Código de Trabalho.
As minas de Neves – Corvo são das principais do mundo na extração de cobre e zinco, possuindo o mais produtivo jazigo de cobre da Europa; propriedade da Somincor (Grupo Lundin) responsável pela exportação de 92% do minério português.
A empresa pretende reduzir a remuneração de todo o trabalho suplementar para 50%, quando ele era pago até aqui a 300% nos feriados especiais e a 125% nos outros feriados.
Os mineiros querem a “manutenção do descanso compensatório” que o novo Código do Trabalho elimina e a continuação das “percentagens actuais de acréscimo no trabalho suplementar”.
Tal como na luta dos mineiros da Panasqueira, em Castro Verde a greve vai manter-se por tempo indeterminado.
Nas minas, as coisas não estão fáceis para o ministro Álvaro, o governo, e o patronato que oportunisticamente quer aproveitar o novo Código do Trabalho.
Em outras empresas e sectores os trabalhadores têm marcadas respostas similares.
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