quinta-feira, 28 de março de 2013

Regresso de Sócrates altera tudo.

Cavaco - a mão escondida atrás dos arbustos - Mar.2013

Com Sócrates na vida política "activa", a oposição ao governo da direita ganha um elemento capital aonde fazia mais falta, a frente mediática; inteiramente preenchida nos lugares de destaque por apoiantes do governo.

É o mais importante. Não somos da mesma área política, mas, na circunstância, é um aliado para a tarefa mais urgente.

Mais de um milhão e meio (1,6) viram Sócrates na televisão a desmontar os “embustes” do argumentário da direita (e não só da direita). Escolheu três temas da narrativa impingida aos portugueses: -“que os problemas do país eram só nacionais”; “Que foi o seu governo que nos levou à ajuda externa”; “que o governo está a aplicar o memorando assinado pelo PS”. 

Foi convincente na argumentação, contou a história (que muitos não queriam que se soubesse) sobre os dias da crise e ajustou contas com Cavaco. Poupou a esquerda (o BE e PCP sabiam que não o calavam, deviam estar quietos) e elogiou a direcção do PS.

Sobre o miolo da entrevista todos viram, apanhei-lhe uma meia mentira nas portagens das SCUTs, assumidas por ele mas impostas por Passos Coelho para aprovar o PEC 3. Que as PPPs são 22 e só 8 dele, pouca gente sabia. Despesismo, défice, endividamento público, perdas de receitas e austeridade, foram temas onde esteve seguro.

Sócrates não veio cedo de mais, muitos ressentimentos são fruto da campanha negra a que foi sujeito e a sua presença vai diluir essa rejeição. O seu regresso e o esclarecimento do passado é elementar para os portugueses perceberem as verdadeiras razões da crise e poderem debater soluções.

Critiquei muito o governante José Sócrates e também apoiei algumas políticas. Como agora veio para se opor ao governo e a Cavaco; bem-vindo e que seja eficaz.


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5 comentários:

ARJ disse...

O BE e o PC juntarem-se à direita para tentar calar Sócrates não lembra a um ignorante de democracia básica. Têm medo de quê? da história do Pec4, de Espanha e Itália não terem a troika?

CLV disse...

Não vi a entrevista ao Sócrates mas pelo que ouvi dizer, a minha conclusão, é que fez alto ao Cavaco. Se assim aconteceu já foi conseguido algo com importância. O tal Cavaco, em função do cargo que ocupa, não pode vir à praça pública para responder e mesmo que tivesse o atrevimento de abandalhar - ainda mais - a sua posição cimeira ficaria muito mal colocado já que na controvérsia podia ouvir coisas nada abonadoras do seu comportamento. Há aspectos particulares do seu passado que o associam ao favor dum bancário que, agora, está no banco dos réus. Quem não tem um passado impoluto não pode ascender à Presidência já, sejam quais forem as circunstâncias, nunca pode vir à praça pública para dirimir.
Quem convidou o Sócrates já fez asneira. Antes de implicar com o PS do Seguro ou com o Passos escolheu - e bem - o Animal C. Silva.
CLV

francisco c santos disse...

Estou totalmente de acordo contigo Carlos, o regresso de Sócrates , e a sua entrevista se outro mérito não tivesse pelo desmontar de muitas aldrabices montadas pelo actual governo, também foi muito positivo o ter desmascarado esse embuste que é Cavaco Silva, que como é sabido esteve na causa da queda do governo de Sócrates, para assim contribuir para a chegada ao poder da direita, eu nunca apoiei os governos que têm estado na área do poder, espero que tenha vindo para contribuir para acelerar a saída destes vigaristas antes que eles acabem connosco.

Augusta Clara disse...

Foi muito bom Sócrates ter atacado o Cavaco, sem dúvida nenhuma. Eu não acredito, tal como disse em comentário anterior, é que ele tenha vindo só por isso. E, se não veio para convencer o PS de que temos de sair do Euro, o que cá veio fazer foi pouco mais que nada.

Carlos Mesquita disse...

Sócrates veio fazer oposição, da maneira que ele acha mais acertado, não é necessário defender a saída do euro para contribuir para o derrube do governo.

Não podes dizer que não veio fazer nada e elogiar o ataque a Cavaco.

(Mais da minha argumentação está no comentário seguinte.)