domingo, 31 de março de 2013

Oferta de emprego da Alemanha desnata países do sul.

oclarinet - Os alemães incham isto está mau MALEVITCH. Mar 2013

“Alemanha quer contratar médicos e engenheiros do Sul da Europa” diz o jornal Público. A notícia não é nova, já em Maio de 2012 Ângela Merkel falava, em Bruxelas, no “relançamento da economia” (…) “através do reforço da mobilidade dos trabalhadores no interior do mercado interno”.

Merkel referia-se, como se pode hoje confirmar, ao reforço da economia alemã, e uns poucos mais. As medidas impostas aos países do sul destroem emprego de todo o tipo incluindo o mais qualificado criando disponíveis para emigrar, mas nos países do sul não se geram lugares para estrangeiros. 

A mobilidade faz-se num só sentido, desnatando de quadros os países do sul, quadros esses que custaram uma boa parte da divida desses países a formar.

Há um ano dizia aqui: «Não estando em causa a mobilidade dos trabalhadores, a verdade é que a Alemanha já tem de recorrer a trabalhadores aposentados para preencher os postos de trabalho que a sua economia gera, e, fica-lhe bastante mais barato utilizar os quadros formados no estrangeiro, com dinheiro dos contribuintes e dos pais dos jovens qualificados desses países».

Agora teremos de juntar à atractividade (rapina) alemã de trabalhadores qualificados, o aliciamento de capitais depositados nos bancos do sul, para a sua banca, a única segura na Europa para depositantes com contas acima de 100 mil euros. Jogadas de mestre.

Comentário do meu amigo Carlos Loures no post de Maio de 2012:
A Blitzkrieg foi um conceito militar criado pelo general Von Manstein e aperfeiçoado pelo general Hainz Guderian. Blitzkrieg significa “guerra relâmpago” - a um ataque brutal da aviação, deixando o inimigo a contas com numerosas baixas, cidades destruídas, mortos civis aos milhares, sucedia-se a intervenção de infantaria por blindados e artilharia e sempre com apoio aéreo. A infantaria vinha eliminar os derradeiros focos de resistência - tudo muito rápido e bem articulado. Quando o inimigo (que nem sabia que era inimigo) acordava do pesadelo, estava em território alemão. A Segunda Guerra foi um fértil campo de experiência para este tipo de operações. A senhora Merkel está a adaptar a blitzkrieg aos tempos actuais – sem o mau aspecto dos bombardeamentos e dos sinistros panzer, está a conseguir resultados muito animadores (para ela). O que deu cabo da estratégia alemã foi a resistência, sabotagem, snipers, comboios de munições a irem pró catano… Seremos nós, portugueses, gregos e tutti quanti, capazes de estragar a festa à senhora dona Angela?

Não estragamos a festa do Reich no terreno escolhido por Merkel para a lide, no Euro estamos tolhidos para a peleja, as armas têm valores muito desiguais e somos derrotados; perdemos a guerra (porque estamos numa guerra), perdemos entre outros os nossos médicos engenheiros e enfermeiros, perdemos a economia e mais da independência nacional. Portugal precisa de futuro e precisa discutir se esse futuro existirá dentro ou fora do euro. 

Entendo ser hora de sair do euro, é urgente acabar com o tabu do Euro na discussão da nossa crise social, económica e financeira. Aproveite-se a crise política para mudar de rumo, um rumo que permita aos nossos trabalhadores laborarem na sua economia, no seu país.

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3 comentários:

Augusta Clara disse...

É isso mesmo: sair do Euro a correr, senão até os cérebros nos levam. É caso para perguntar o que me anda aqui a remoer: o quer vieram o Sócrates e o Jorge Coelho para cá fazer agora? Comentários? Brincalhões! Ajudar a formar um governo de coligação com o PSD (o Assis já tinha dado uma dica) que substitua este e nos impeça de sair do Euro? Vou mais para aí. Quem os "mandou" vir? Veremos.

Carlos Mesquita disse...

Sócrates e Jorge Coelho são políticos do centro-esquerda, pertencem ao PS, filiado no Partido Socialista Europeu (PSE), composto de sociais-democratas, socialistas e trabalhistas dos Estados da União Europeia. O PSE não defende (hoje) a saída do euro, o que não significa que não sejam da oposição ao dominante Partido Popular Europeu (PPE) e aos partidos nele filiados como o nosso PSD e CDS/PP, a CDU de Merkel, etc. São da oposição ao governo de Vítor Gaspar/Passos Coelho/Paulo Portas e conseguiram uma posição onde a oposição é mais eficaz - na comunicação social.

Como isto da oposição mede-se pela capacidade de convencimento, não tenho dúvidas da utilidade do regresso de Sócrates e Jorge Coelho, para quem deseja o derrube deste governo.

Não são eles que vão defender políticas que não são deles, são aliados óbvios de quem quer o fim desta governação, e isso, por agora, basta-me e satisfaz-me. Em termos de sociedade proposta, tenho quase as mesmas divergências com eles, como com o resto da esquerda ou do grillismo das redes sociais. Não é para casar é para ajudar a derrubar o governo, portanto, gostarem ou não gostarem do Sócrates ou do Pinto da Costa é para mim, a mesma fava.

Carlos Leça da Veiga disse...

A verdade manda dizer-se que a Blitzkrieg (que não é a guerra total) não foi um invento alemão mas uma sua utilização, aliás inteligente, duma concepção militar de dois ingleses (dois generais) de seus nomes J.F.C. Fuller e Liddell Hart.

Estes militares, na Guerra de 1914-1918, defenderam que os "tanques" deviam ser não só instrumentos de rompimento da frente inimiga mas sim uma força de penetração e consolidação rápida das conquistas conseguidas.

Na guerra de 1939- 1945,os militares alemães - Rommel e Guderian – deram-lhes um grande uso e conseguiram ser bem sucedidos, porém, em El Alamein, Montgomery demonstrou que carros de combate e aviões não ganhavam batalhas mas quem o conseguia era a infantaria.