domingo, 17 de novembro de 2013

Livre. O partido lançado por Rui Tavares

Mais um partido para o meio.Nov.2013

Rui Tavares, o deputado europeu eleito pelo Bloco de Esquerda, cujo grupo deixou, dizia no seu blogue no início deste mês; “é preciso lembrar que «mais europa» não significa nada, e «adeus europa» também não significa nada. 

 A esta frase que (assim) não significa nada, Rui Tavares juntou justiça, liberdade, democracia, desenvolvimento, solidariedade (para a Europa e para Portugal) que significando o que se sabe, também se sabe não ser uma originalidade, da esquerda ou da direita.

Na apresentação do novo partido, Rui Tavares lá esclareceu que está “no meio da esquerda” onde há um “défice de representação”. Portanto, esquerda-baixa a recolher os restos dos eleitores casuais do PS e do Bloco de Esquerda (BE) mais alguns nulos e abstenções.

Esse espaço eleitoral existe, quer à esquerda quer à direita do PS e também no sector mais moderado do BE. Do PS saem ou entram conforme a necessidade do voto útil, do BE desaparecem por indefinição, por incapacidade organizativa e também por opção política da orientação do partido.

O “nicho de mercado” do Partido Livre é muito concorrencial, águas onde todos pescam. Será mais um partido só para eleições, sem implantação? 

 De qualquer maneira não parece negativo para o sector do centro-esquerda – esquerda. Vai esquartejar alguns membros, ou braços, ou dedos, ou só umas falanges, partindo do anunciado que está pronto a devolvê-los em acordos de “convergências várias”.

A reacção a essas convergências por parte dos “descontentes” que conquistou será o busílis da fixação do eleitorado e do futuro do partido. Já vimos isto.

Mais um partido europeísta e não aparece uma organização que represente a maioria dos portugueses que são críticos desta União Europeia e do Euro.

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2 comentários:

Carlos Leça da Veiga disse...

Terminas o teu texto com palavras sábias e sem temores. Continuo a não perceber a razão de, entre os portugueses, não haver uma corrente organizada - mas não um partido - de oposição à União Europeia/IV Reich. O medo domina todos e a propaganda política soube introduzir a burla da unidade europeia. Tu, no teu testemunho diário, devias, lançar a ideia. Eu teria muito gosto em apoiar-te.

Carlos Mesquita disse...

Julgo que nem é o medo nem é o sucesso da propaganda da unidade europeia, que tem impedido o aparecimento de uma corrente organizada contra esta União Europeia. Por cá, a contestação do euro é evidente, entendam-se ou não as consequências.

O problema é quem cria no terreno o primeiro elo dessa corrente apartidária; deveria ser lançado por um conjunto com notoriedade suficiente para não morrer à partida. Há por aí organizações (partidos de esquerda sem implantação) que fazem a propaganda da saída do euro sem qualquer consequência.

Não entendo praticável sair de um blogue, ou sequer de um conjunto de blogues. É um assunto de difícil solução e temo que o atraso da esquerda em ir por esse caminho, deixe o espaço para uma qualquer organização de extrema-direita. A Europa está a ser fértil nessa situação.