quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Taxa de segurança alimentar. Quem não está a pagar.

Fuga à taxa inoportuna .Nov.2013

Os consumidores devem saber quem paga e quem não paga a taxa de segurança alimentar, e fazer as suas compras em função disso - e das “outras contas” (*).

Segundo o jornal Público; “A Taxa de Segurança Alimentar Mais, criada em 2012, ainda só rendeu três milhões de euros à Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, menos de metade do valor inicialmente previsto. Até agora, apenas empresas de menor dimensão do retalho alimentar pagaram a taxa”.

Mais ficámos a saber: - “ainda não foram aplicados nem juros de mora nem cobranças coercivas a quem insiste em não pagar a taxa”. Esta brada aos céus! 

Qualquer cidadão “normal”, ou empresa “normal”, que se atrase no pagamento de uma qualquer taxa, tem de imediato o Fisco à perna, com coimas, juros, e ameaça de penhoras, enquanto suas senhorias das grandes superfícies nem pagam a singelo, nem com juros, e ainda processam o Estado. Governo fraquinho com os poderosos, (esta sabíamos).

Os consumidores devem saber quem está a pagar e quem não está, e penalizar as empresas que se recusam a contribuir para o bolo da receita fiscal, já basta alguns deles serem os mesmos que deixam os impostos sobre os lucros na Holanda.


(*) As “outras contas” são importantes, a taxa referida foi vista quando apresentada como um novo imposto alimentar, um IVA específico para a alimentação; isto no caso de os grossistas e retalhistas de alimentos virem a refletir o valor da taxa no aumento dos bens alimentares.

Uma vez aplicada, como uns pagam a taxa e outros não, há quem esteja fora-da-lei e é concorrência desleal com consentimento das autoridades. A ministra Conceição Cristas tem de dizer quem não paga e o Estado tem de garantir que todos somos iguais perante a Lei.

Eu, como as grandes superfícies, também acho inoportunas todas as taxas que me obrigam a pagar, mas pago.

Para ver últimos posts clicar em – página inicial.








Sem comentários: