quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Governo, Parceiros Sociais e Parlamento. Tudo a leste.

Governo foi ao ar...Set.2012
 
A crise política é patente. Está tudo à espera para ver se o governo vai ao ar nos próximos dias. 

O ano parlamentar abriu com declarações políticas para passar o tempo e justificar o vencimento. Os deputados estiveram de férias, chegaram decerto de muito longe, em cima da abertura da sessão e não tiveram tempo para se inteirarem do que se passa no país. Conversa mole.

A reunião do governo com os parceiros sociais, em que Passos Coelho tentou apanhar um comboio que já partiu, foi mais da mesma conversa mole. A CAP teve a única posição clara, pediu um recuo na TSU, e garantiu que os trabalhadores agrícolas receberão dos empresários do sector, o que o governo eventualmente tirar com a taxa. 

João Proença da UGT disse que “o governo tem de fazer uma revisão global da taxa social única”, o que não tem tradução para português, e o presidente da CIP mostrou-se satisfeito com a “abertura do primeiro-ministro” o que sendo traduzível não quer dizer nada.

A CGTP não foi convidada, não perdeu grande coisa, mas pediu uma reunião urgente com o primeiro-ministro. A CGTP não ser recebida nem por Passos Coelho nem por Cavaco Silva, antes do Conselho de Estado, como solicitou, diz bastante do estado da crise política, e de como o poder a quer resolver.

A chamada “Concertação Social” volta a reunir na próxima 2º feira, se ainda houver governo na próxima 2ª feira.

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4 comentários:

Artur disse...

És um ingénuo. É claro que vai haver governo na 2ª, na 3ª, na 4ª e por aí fora. Temos o Presidente que temos que, como de costume, não vai tomar qualquer atitude: parece que até nem toma café, nem água, nem nada. As "modulaçoes" já estão à vista, com as respectivas cedências de um e outro lado e tudo vai acabar em bem. Quanto mais não seja porque todos os intervenientes têm afirmado que ninguém (deles)deseja uma crise. Por mim, não vejo qualquer inconveniente que haja uma.

Carlos Mesquita disse...

Artur. Eu acho que já não há governo; e vai haver menos na 2ª, menos na 3ª e por aí fora.

Não há ministro da economia desde o início de Março, não há Relvas desde Junho e por aí fora.

O governo já não recupera. O PS arriscava ser o nosso Pasok e esse risco é agora do PSD, até o irrelevante Tó Zé Seguro já vale o PSD e o CDS juntos.

O único problema, e é grande, é quanto tempo ainda vão estar a destroçar isto.

Artur disse...

Mas há governo, meu caro: podes considerar que governa mal, que só faz asneiras, que são uns filhos da puta, mas são governo e vão continuar a governar e, provavelmente, vão continuar a destroçar isto. Nós, na esquerda, tivemos sempre o problema de transformar a nuvem em Juno, ou seja, de colocar os nossos desejos como se fossem a realidade.Considerar que já não há governo, é um erro que pode custar ainda mais caro.
Artur

Carlos Mesquita disse...

Pegaste numa frase retórica e viraste-a em conclusão analítica, e eu a ir na conversa.

É óbvio que qualquer conclusão que Cavaco tire dificilmente será imediata. Agora, entre desejos e a realidade, a verdade é que o PSD dá de comer a muita gente por esse país fora, não podem arriscar estar fora do poder por muito tempo e este governo ameaça conseguir isso.

Toda a gente sabe o que se passará no Conselho de Estado, eu só tenho a certeza que Mário Soares estará a dormir passados 30 segundos do Vítor Gaspar começar a falar.

Não acredito no sucesso do plano da troika, logo não acredito que o governo cumpra a legislatura. Quando for ao ar ponho aqui CATRAPUM.