sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de Outubro. Incidentes nas comemorações.

oclarinet.Bandeira portuguesa as avessas.Out.2012
Bandeira içada ao contrário na Praça do Município

 
As comemorações do 5 de Outubro deste ano ficam marcadas por vários incidentes; Cavaco Silva e António Costa içaram a Bandeira Nacional atabalhoadamente, e… ao contrário – (assim permaneceu).

Manifestantes conseguiram furar a segurança e intervir nas comemorações, ainda no discurso do presidente da República; uma jovem fê-lo cantando e uma senhora contando a situação de dificuldade por que passa. 

 Manifestante gritante metida na rua.Manifestante cantante.


                                                                    Cavaco não disse nada e António Costa fez um discurso que chateou os apoiantes do governo. 

Realce para a confirmação, pelo presidente da Câmara de Lisboa de que continuará a haver cerimónia oficial (tal como do 1º de Dezembro) no dia das comemorações do 5 de Outubro, na capital, apesar do fim do feriado decretado pelo governo.

Espera-se que as próximas comemorações não obedeçam, como estas, à indecente rejeição do Presidente da República em ir para o local próprio e histórico, seja por razões de segurança ou outras. 

Meterem-se num pátio, escondidos, com medo de vaias, é ridículo e não funciona como método de esquiva. O melhor era o Sr. Presidente pensar porque é que o povo o persegue com apupos.

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8 comentários:

Artur disse...

A bandeira hasteada este 5 de Outubro condiz com o país: está de pernas para o ar.
E até António Costa, que eu considerava, deixou de merecer o meu respeito, por ter alinhado em comemorações à porta fachada com a Baixa autenticamente sequestra. E, acima de tudo, por ter aceite o ataque ideológico do governo aos valores da República ao cancelar o feriado. Deveria ter-se imposto e não ceder. Mas, viu-se porque o fizeram: os protesto teriam sido muito maiores. António Costa, para se limpar, deveria propor na Assembleia Municipal, que o 5 de Outubro fosse declarado feriado municipal.

Carlos Mesquita disse...

António Costa aproveitou bem a ocasião, é dele o discurso do 5 de Outubro pois Cavaco não disse nada.

As acções políticas medem-se pelos resultados, e, pela reacção do partido no poder à sua palestra, fez mossa.

A Câmara de Lisboa vai continuar a festejar o 5 de Outubro NACIONAL e não um feriadito municipal, é acertado, em minha opinião.

Artur disse...

O discurso do António Costa não salva a atitude. As reacções populares filmada pelas TV's não deixam margem para dúvidas.
Quanto ao feriadito, como dizes depreciativamente, a sua instituição depois de retirado (proíbido) pelo governo era uma maneira de marcar o desacordo e de impor a vontade independente da Cãmara. Já agora explica-me como é que a " a Câmara de Lisboa vai continuar a festejar o 5 de Outubro NACIONAL"(?!?!?!?)

Carlos Mesquita disse...

É em Lisboa, no Município de Lisboa, na Praça do Município de Lisboa que, por tradição óbvia,se festeja o 5 de Outubro. Foi ali e não noutro lado que José Relvas proclamou a República já lá vão 102 anos.

Essas são as cerimónias nacionais, centrais, de Estado, ou como se quiser chamar; quem festeja não é a Câmara, são os republicanos, o município viabiliza.

O resto são opiniões.

obrigado pelos comentários.

Artur disse...

Meu caro Carlos Mesquita, se assim é,"em Lisboa, no Município de Lisboa, na Praça do Município de Lisboa que, por tradição óbvia,se festeja o 5 de Outubro. Foi ali e não noutro lado que José Relvas proclamou a República já lá vão 102 anos.", só gostava que me dissesses porque este ano não foram aí "as cerimónias nacionais, centrais, de Estado, ou como se quiser chamar; quem festeja não é a Câmara, são os republicanos, o município viabiliza." António Costa deu três diferentes explicações, todas elas esfarrapadas: primeiro terá sido por uma questão orçamental, no próprio dia, à comunicação social, deu mais duas: uma por uma questão meteorológica, às vezes chovia, outras fazia muito calor, outra por uma questão patrimonial, havia um novo espaço, o Pátio da Ralé, perdão, da Galé. E qual é a tua explicação para que este ano não haja, como sucede desde há 102 anos, mas para ano sim é que vai ser a sério!

Carlos Mesquita disse...

Meu caro Artur, estamos a entrar na desconversa. Eu não tenho de dar explicações nenhumas, nem porque não foi nem porque não vai ser, é ali – ponto. O resto está no post.

Não ouvi o António Costa justificar-se, li apenas que era por razões de segurança. A ti (parece) dá-te jeito pôr em causa o Costa em vez do Cavaco. O que se viu (andam aí umas fotos no facebook) foram atiradores especiais nos telhados com as suas carabinas e miras telescópicas, não são chapéus-de-sol, nem para sossegar o Costa que anda por aí livremente.

O que vai ser para o ano não sei, se calhar somos uma monarquia, ou fazemos (finalmente) parte de outro Império, nesse caso em vez do 5 de Outubro alguém festejará dois dias antes; no Dia da Unidade Alemã. E nós, aqui, a gastar debalde o latim.

PS. O guiché para reclamações ao António Costa não é aqui.

Artur disse...

Não te reconheço autoridade moral, muito menos política, para dizeres que me dá jeito criticar o António Costa, de quem fui eleitor, em vez do Cavaco, pessoa em quem nunca votei. Estamos conversados, agora e para sempre. Passa bem mais o teu clarinete.

Carlos Mesquita disse...

Fixe. Já tinha tentado acabar com a desconversa - e a hierarquia na discussão política, sempre me cansou.

O objectivo do ClariNet não é fazer favores a nenhuma estratégia partidária (ou anti-partidária) e assim vai continuar.