terça-feira, 9 de outubro de 2012

FMI. Previsões da dívida pública 2013/2017.

Passos Coelho estava preparado para governar. Out.2012

Quando Passos Coelho entendia estar preparado para governar, mas não governava, pedia “objectivos ambiciosos” para a redução da dívida pública. Passos Coelho entendia que o governo devia comprometer-se “nos próximos quatro anos a reduzi-la pelo menos em 10 pontos, regressando portanto a um valor perto de 75 por cento”. (in JN)

Era na altura em que Passos Coelho também queria que o governo se comprometesse a não aumentar a carga fiscal. Adiante.

Hoje, os jornais dão conta de previsões do FMI para Portugal. O Fundo acompanha Vítor Gaspar sobre o valor para 2012, uns 119,1% do PIB (muito longe dos 75%, ou do que havia quando Passos fazia exigências ao governo anterior).

A previsão do FMI para os próximos anos também não condiz com a perspectiva de Passos Coelho. Em 2013, o FMI profetiza um indicador de 123,7%, em 2014 ainda acima de 123%, e em 2015,2016,1017, respetivamente, 120,8%,117,6% e 115,1%. O ano em que será 75% do PIB, o FMI não diz.

Passos Coelho candidatou-se à liderança do PSD e depois do país, com exigências ao governo anterior e promessas próprias. Não as conseguirá cumprir como está demonstrado, isso não lhe retira legitimidade para governar?

A dívida pública não será 75% em 2014, como queria Passos do governo Sócrates, estará acima de 123% do PIB, muito acima do que havia no tempo de Sócrates.

Mas o pior do relatório do FMI sobre a divida portuguesa é dizer (o que já se sabia) que os juros exigidos ao país são muito superiores à taxa de crescimento da economia. O FMI diz que Portugal é dos países do mundo com mais dificuldades em reduzir a dívida pública devido à falta de crescimento.

As medidas do governo para 2013 são altamente recessivas, a redução do défice através dos impostos e corte de investimento “é mais penalizador para o crescimento” também o diz o FMI. Cavaco adverte em Espanha para o efeito recessivo da austeridade e para as expectativas negativas dos empresários. 

Fala, fala, fala, e no fim lá vem o “sentido de responsabilidade do povo português”. Assistam passivamente à destruição do país, é o convite do governo e do Presidente da República.

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3 comentários:

A.Rodrigues disse...

Querem convencer-nos que não há futuro. Estão a usar o medo, é ver o que a Merkel disse hoje, que há países que vão levar décadas a recuperar.Se continuarmos agarrados a ela é capaz de ser verdade.

CVL disse...

Mesmo assim tu pensas que é aceitável estar na ASS. da Rep. a dar colaboração esta malandragem.

Que virtudes verás nos oposicionistas?

CLV

Carlos Mesquita disse...

Nunca pensei, nem disse ou escrevi em algum lado “que é aceitável estar na Ass. da Rep. a dar colaboração a esta malandragem”.

Sou oposicionista; por virtude… ou maldição. (como dizia o outro)