domingo, 4 de dezembro de 2011

CELAC - América sem os Estados Unidos e Canadá.

Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribe Dez 2011


Terminou ontem a cimeira constitutiva da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC); 33 países reuniram-se ao mais alto nível em Caracas na Sexta e Sábado (dias 2 e 3 Dez.), para fundarem o bloco de integração latino-americano e caribenho. Um acontecimento de importância histórica não só ao nível da região mas também de enorme relevância nas relações internacionais.

Nenhum órgão de informação português deu relevo ao evento, (a maioria nem noticia deu), é a “informação” a que temos direito num mundo em que os interesses das grandes potências ditam as agendas da comunicação social.

A singularidade da CELAC reside no facto de juntar os países americanos deixando de fora a potência dominante regional e mundial, os Estados Unidos da América. É antes de mais a rejeição da Organização dos Estados Americanos (OEA) como fórum representativo da América Latina e Caribe.

A CELAC é uma realidade no momento em que a crise global do capitalismo ameaça ter efeitos em todas as regiões, mas tem o epicentro nos EUA e na Europa. É uma missão da CELAC criar condições de cooperação regional e instrumentos financeiros comuns para atenuar um possível impacto negativo nas suas economias.

Ao nível político, uma organização onde se encontram todos os diferentes governos, com interesses próprios mas também interesses comuns, será mais capaz de ultrapassar divergências e resolver litígios sem a presença dos EUA que sob a sua tutela. O papel de Washington na América Latina tem sido de potência imperialista, intervencionista, dominadora e divisionista.

Com o objectivo da integração regional, da unidade política, económica e social, a CELAC vai desenvolver planos de cooperação e desenvolvimento, iniciativas políticas conjuntas, acções de solidariedade e relações privilegiadas no comércio, industria e infra-estruturas.

Como dizia na Cimeira a presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, “olhando para a União Europeia” pois ela “é um bom espelho para ver o que se deve fazer e o que não se deve fazer”.

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